O 𝐀𝐫𝐦𝐚𝐳é𝐦 2257 é casa da Cervejaria Capapreta no Santa Tereza.
Por lá, você vai encontrar diversos estilos da cervejaria, em chope ou em garrafa, além de drinks especiais. Os preços variam entre R$12 e R$26 (copos de 300 ml e 450 ml).
Opções para harmonizar é o que não faltam: são diversos petiscos, além de espetos e hamburgueres preparados na brasa. Tudo muito gostoso! Os preços variam de R$15 a R$43.
Com um espaço amplo e programação diversificada, aqui, é o lugar ideal para happy hour, confraternizações e comemorações.
Clique aqui para conferir o vídeo com todos os detalhes e compartilhe com seus amigos!
A dica de hoje é de Onde Beber Artesanal no Centro de BH, em um local que preza pela diversidade, qualidade e simplicidade!
Estou falando do Odeon BH, que fica no Mercado Novo.
A casa
O espaço tem um ambiente que parece te transportar para outra década. A decoração e os azulejos portugueses complementam essa viagem. O local para sentar e tomar uma é compartilhado com outras lojas. Portanto, não se intimide, pegue sua cerveja e sente onde se sentir mais à vontade.
Para beber
O local oferece 14 torneiras de cervejas especiais das cervejarias São Sebastião e Mills. Tem para todos os gostos: da Pilsen à Double IPA. Por lá, funciona o sistema de fichas, com preço único para todas as cervejas: R$9 o copo de 280ml. Se preferir em maior quantidade, eles servem em bilhas (espécie de garrafa): R$18 a R$36. Eu indico fortemente a Cacau Porter da Mills e a Jiboia IPA da São Sebastião.
Para comer
O bar não tem cozinha. Mas, no seu em torno tem diversas opções para poder forrar o estômago. Com fome você não vai ficar! Eu escolhi um prato da Cozinha Tupis.
Eu adoro lugares assim, onde você se sente à vontade e de quebra ainda toma cervejas de qualidade. A dica é, se for em um final de semana, chegue mais cedo, pois, o Mercado Novo fica bem cheio.
📍Odeon BH Av. Olegário Maciel, 742 Mercado Novo – Centro de BH Intagram: @odeonbh
Ao abrir uma cerveja e perceber que não é exatamente aquela cerveja que você está acostumado a tomar, é uma grande decepção. Mas, afinal, tem como identificar se uma cerveja foi adulterada antes mesmo de consumi-la?
Já vimos alguns casos de a polícia em que são encontradas quadrilhas acusadas de trocar os rótulos de cervejas de baixo custo e vender como marcas mais famosas, com um preço muito mais elevado.
No caso das cervejas artesanais, eu nunca ouvi falar nesse tipo de adulteração. Sempre que vejo esses casos, estão relacionados a cervejas comuns.
De acordo com a professora e pesquisadora Michele Rigon Spier, do departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), existem algumas orientações ao consumidor de como identificar uma bebida adulterada. “Depende muito se o consumidor conhece o produto original. Muitas cervejas possuem composição semelhante, o que torna ainda mais difícil para o consumidor perceber rapidamente ou instantaneamente a possível falsificação”, disse.
Como as cervejas comuns têm uma composição bem parecida, é um grande desafio identificar se o produto é falso ou não. Ainda assim, algumas práticas podem ajudar a evitar o consumidor a ter prejuízos. Confira:
Dicas para não comprar produto falsificado:
Compre em locais confiáveis: prefira comprar a bebida em lojas especializadas, supermercados de confiança ou diretamente dos produtores. Evite adquirir bebidas alcoólicas direto de vendedores ou de locais que não têm boa reputação;
Analise a garrafa e o lacre: cervejas falsas podem ser embaladas em garrafas reutilizadas. Verifique a integridade da garrafa, procurando por rachaduras, riscos ou sinais de uso anterior. Preste atenção ao formato e design da garrafa, que deve estar de acordo com o padrão da marca. O lacre de segurança e a tampa da garrafa devem estar intactos e sem sinais de violação;
Analise o rótulo: verifique se o rótulo está bem colado e sem erros de impressão. A presença de borrões, cores desbotadas ou fontes diferentes do padrão pode ser um indício de falsificação;
Verifique o prazo de validade: se o prazo estiver ausente, borrado ou adulterado, isso pode ser um forte indicativo de que a cerveja é falsa;
Considere o preço: descontos significativos ou preços muito abaixo da média de mercado devem levantar suspeitas;
Aroma e sabor: cervejas falsificadas podem apresentar um sabor aguado, amargor diferente do habitual ou até mesmo cheiro de produtos químicos.
Em caso de desconfiança, a recomendação é que o consumidor procure o estabelecimento onde adquiriu a bebida, que têm a obrigação de devolver o dinheiro caso o produto ainda não tenha sido consumido. Caso o produto tenha sido consumido, é preciso procurar os órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
A cerveja é uma bebida muito popular no mundo. Um dos fatos que a torna ainda mais popular são os preços praticados por algumas cervejarias. E você já se perguntou se a cerveja que consumimos aqui é barata ou cara em relação a outros países? Então, vem comigo que eu vou te contar quais são os países com a cerveja mais barata do mundo e se o Brasil consta nessa lista.
Segundo o portal The Sun, uma pesquisa realizada pela Bountii, responsável por buscas de preços, divulgou uma lista que revela qual é a cerveja mais barata do mundo. De acordo com o estudo, a Nigéria oferece a cerveja mais barata do mundo entre 195 países analisados. Trata-se da Star Lager que custa 20 pence de libra, aproximadamente R$ 1,45, 600ml. É uma cerveja produzida pela Nigerian Breweries Ltd., desde 1949, sendo também a mais consumida no país de acordo com a pesquisa. Ou seja, seu preço a torna a cerveja mais popular do país.
A Bielorrússia ficou em segundo lugar, com uma cerveja custando 75 pence, aproximadamente R$ 5,48, e a China ficou na terceira posição, com uma cerveja custando 76 pence, aproximadamente R$ 5,51, fechando o pódio.
É interessante observar que a diferença de preço entre a primeira e segunda cerveja é notável, enquanto o segundo lugar comparado com o terceiro pode ser considerada uma disputa acirrada no quesito valor.
Confira abaixo os 10 países com a cerveja mais baratas do mundo segundo o mecanismo de pesquisa. Apenas a Colômbia aparece com o representante da América do Sul.
Apesar dessa divulgação, eu discordo de o Brasil não estar nessa lista entre os 10. Afinal, você encontra cerveja de 600ml, em supermercado, por uma média de R$7 aqui. Por isso, deixaria o Brasil na 7ª colocação.
País
Valor em real (600ml)
1 – Nigéria (África)
1,45
2 – Bielorrússia (Europa)
5,44
3 – China (Ásia)
5,51
4 – Vietnã (Ásia)
5,73
5 – Ucrânia (Europa)
5,87
6 – Uzbequistão (Ásia)
5,95
7 – Filipinas (Ásia)
7,18
8 – Colômbia (América do Sul)
7,32
9 – Azerbaijão (Ásia/Europa)
8,06
10 – Cazaquistão (Ásia)
10,98
As pints mais caras
Como os dados atualizados em 2023, segundo pesquisa da Bountii, os Emirados Árabes Unidos ficaram na primeira colocação com a cerveja mais cara do mundo. No país, é cobrado, em média, £ 8,51 (R$ 62,33) por pint, superando Omã com sua bebida de £ 8,13 (R$ 59,54).
Em terceiro lugar vem a Noruega, que cobra, em média, £ 7,44 (R$ 54,49) no pint. Lembrando que um pint na Inglaterra equivale a 568 ml.
Considerado o “Oscar da Cerveja”, o World Beer Awards é um dos mais prestigiados concursos cervejeiros do mundo, onde reúne as melhores cervejarias de todos os continentes em uma disputa acirrada por reconhecimento. Neste ano, o Brasil trouxe para casa um resultado positivo, com oito cervejarias sendo consideradas as melhores do mundo em seus estilos.
O World Beer Awards ocorre anualmente em duas etapas. A primeira, é a etapa nacional onde as cervejas de cada país concorrem entre si nos seus determinados estilos. As melhores recebem medalhas de bronze, prata e ouro. As medalhistas de ouro passam para a etapa internacional, sendo julgadas por especialistas para definir as melhores cervejas do mundo em cada estilo.
Na etapa internacional, oito cervejas brasileiras foram consideradas as melhores do mundo em suas categorias. Dessas, duas são mineiras. Confira as campeãs:
Na etapa nacional, Minas trouxe 19 medalhas para a casa, sete de ouro, sete de prata e 4 de bronze. O destaque mineiro foi a Cervejaria Wäls, que levou 8 medalhas ao todo. Já o destaque nacional ficou com a cervejaria Stannis que conquistou, ao todo, 16 medalhas na edição de 2024.
Parabéns a todas medalhistas!
Confira as cervejarias que receberam medalhas na etapa nacional:
OURO
Cervejaria Walfanger – Altbier – Sebastian Baden Baden – Red Ale – Barley Wine Wäls – Dubbel – Belgian Style Dubbel – MG Wäls – Quadruppel – Belgian Strong– MG Bohemia – Strong – Bohemia Reserva Denker – Wood Age – Black Miracle Goose Island Brewhouse São Paulo – Sour – Sourland Cerveja Stannis – Fruit – St.Cecília – Água do Monge – Fruit – Saison Pitaya Goose Island SP – Cervejeira Sou Eu – Herb & Spice Colorado – Appia – Honey & Maple Syrup Cerveja Stannis – Antonieta Porter – Smoke Cerveja Stannis – Dear Paula – American IPA Cerveja Stannis – Black Dandara – Black IPA Colorado – Vixnu – Double IPA Albanos – Session IPA – MG Cerveja Stannis – Stannis – Pilsner Hausen Bier – Dunkel Bonato – Dark Lager Spaten Brazil – Helles Noi – Oro – Helles Therezópolis – Gold – Helles Cervejaria Xaraés – Hop Lager Cervejaria Laut – Montesa – Pilsen – MG Ashby – Pilsen – Puro Malte Corona Brazil – International Lager OPA Bier – International Lager – Premium Lager Baden Baden – Doppelbock – Strong Seven Days – Summer – Pale (Low Alcohol) La Birra – Irish Red Ale – Amber Cerveja Stannis – Brigit Ale – American Pale Ale Eisenbahn – Pale Ale – Belgian Ale Cerveja Stannis – Gold Amelia – Belgian Blonde Água do Monge – Saison Chardonnay – Saison Wäls – Verano – Brazilian Pale Ale – MG Búzios – Forno – English Pale Ale Goose Island Brewhouse São Paulo – Yellow Line – Pale Sazonal Unika – Catharina Sour Caju Pytang – Catharina Sour Hop Bros Cervejaria – Fruit Beer – Fruit Lambic Cerveja Stannis – Goddess Calíope – Lambic Noi – Passione – Oud Bruin Wäls – Brut – MG Daoravida – Terminus 2022 – Experimental Caraça – Sport Lager – Sem glúten– MG Leopoldina – Italian Grape Ale Gewurztraminer – Grape Ale Denker – Imperial Stout Denker – Stout – Oatmeal Stout Caracu – Sweet Stout Opa Bier – Hefe Weizen – Bavarian Hefeweiss Opa Bier – Kristal Weizen Fredericia – Fredericia Weizenbock – Weizen Strong
PRATA
Cervejaria Albanos – American Brown Ale – MG Cerveja Stannis – Strong Nataly – Belgian Strong Cerveja Stannis – Omama Lila – Strong Wäls – Café do Sul – Chocolate & Coffee – MG Cervejaria Colorado – Demoiselle – Stout & Porter Cervejaria Colorado – Sour Frutas Vermelhas – Wild & Sour Beer Baden Baden – Peach – Fruit & Vegetable Denker – Praia Negra – Wood Aged Mills Brewery – Bedrock – American IPA – MG Unika – Skunk Juicy IPA – NE IPA Goose Island Brewhouse São Paulo – Midway – Session IPA Campinas – IPA Todo Dia Session – Session IPA Brahma – Duplo Malte – Pilsen Caraça – Dark Lager – Dark Lager – MG Therezópolis – Ebenholz – Dark Lager Caraça – Hoppy Pilsener – India Pale Lager – MG Antarctica Original – International Lager Skol – International Lager Budweiser Brasil – International Lager Cervejaria Xaraés – American Lager – International Lager Cervejaria Xaraés – Low Carb – Light Cerveja Stannis – Jaras Lager – Vienna Sim!Cerveja Sem Álcool – Ginger – Sem álcool saborizada Campinas – IPA Zero – IPA Sem álcool La Birra – Strong Scotch Ale – Amber Mills Brewery – Springfield – American Pale Ale – MG Cerveja Stannis – Stannislau’s Reserve – Barley Wine Wäls – Trippel – Belgian Triple – MG Ashby – British Strong Ale – Bitter acima de 5.5% Búzios – Olho de Boi – Brazilian Pale Ale La Birra – Belgian Honey Tripel – Experimental Stella Artois – Pure Gold – Sem gluten Leopoldina – Italian Grape Ale Moscato – Grape Ale Baden Baden – Stout – Imperial Stout Goose Island Brewhouse São Paulo – 312 – American Wheat Walfänger – Hefe WeissbierFlamingo Beer & Co. – Witbier – Belgian Witbier
BRONZE
Noi – Barbara – Barley Wine Noi – Cioccolato – Stout & Porter Cerveja Stannis – Mamma Sour – Wild & Sour Beer Devassa – Tropicaê Limão – Fruit & Vegetable Noi – Cioccolato Barile – Wood Aged Hausen Bier- American IPA Goose Island Brewhouse São Paulo – Here Comes Modern Times – American IPA Goose Island Brewhouse São Paulo – Dilly-Dally – Black IPA Goose Island Brewhouse São Paulo – Goose IPA – English IPA Búzios – Caravelas – NE IPA Ashby – Session IPA Walfänger – Albert – Session IPA Wäls – Session Haze – Session IPA – MG Colorado – Kuya – IPA Therezópolis – Rubine – Bock Hausen Bier – Bock Opa Bier – German Lager – Pilsen Cervejaria Colorado – Ribeirão Lager – Pilsen Cervejaria Xaraés – Premium Lager – Pilsen Wäls – X-Wäls – Pilsen – MG Opa Bier – Merecida – Czech Style Pale Fredericia – Dunkel – Dark Lager Cervejaria Albanos – 1870 – Kulmbacher – Dark Lager – MG Goose Island Brewhouse São Paulo – In the Summertime – Hoppy Pilsener Devassa – Puro Malte Tropical – International Lager Eisenbahn – Pilsen Baden Baden – Cristal – International Lager Hausen Bier – Pilsen Brahma Chopp – International Lager Noi – Low carb – Light Cervejaria Fürst – Lite Lager – Light – MG Bohemia Aura Lager – Vienna Sim!Cerveja Sem Álcool – IPA – IPA Sem álcool Sim! Cerveja Sem Álcool – Summer – Lager sem álcool Campinas – Amber Ale – Amber Ashby – American Pale Ale Cervejaria Albanos – Pale Ale – Brazilian Pale Ale – MG Cerveja Stannis – Scarlett Flanders – Flanders Red Ale Hop Bros Cervejaria – Dubbel – Sour & Wild Ale Cervejaria Laut – De Leve – Sem glúten – MG Leopoldina – Italian Grape Ale Sauvignon Blanc – Grape Ale Cerveja Stannis – St.Paddy’s – Imperial Stout Cervejaria Xaraés – Oatmeal Stout – Oatmeal Stout Brahma – Duplo Malte Trigo – American Wheat Beer Eisenbahn – Weizenbier – Bavarian Hefeweiss Ashby – Weiss – Weiss Strong
Para apreciar o sabor e o aroma da cerveja são necessários alguns cuidados importantes na hora de servir a cerveja. Não é uma regra, mas, pode ter certeza que ao seguir essas dicas, sua experiência na hora de degustar a cerveja será muito melhor.
Então vamos lá!
1º passo: A temperatura
A primeira coisa que devemos pensar, antes mesmo de servir a cerveja é na temperatura dela. Cada estilo tem uma temperatura ideal. De modo geral, cervejas claras, leves e de perfil sensorial menos complexo podem ser servidas entre 0° C e 4° C. A temperatura aumenta à medida que os estilos se tornam mais intensos. Cervejas frutadas, à base de trigo e lambics saem muito bem quando servidas entre 5 °C e 7 °C. As cervejas de teor alcoólico moderado, que são estilos mais encorpados e complexos, pedem serviço de 7 °C a 10 °C de temperatura, no caso da IPA, Bock, Vienna, Porter, Stouts. Já as cervejas com teor alcoólico elevado e muito complexas, como trapistas, Barley Wine e Imperial Stouts, pedem temperaturas entre 10 °C e 15°C são indicadas para cervejas ‘de guarda’.
Escolher o copo adequado para cada estilo de cerveja é fundamental na hora de degustar uma cerveja, pois, eles foram desenhados tendo em conta as características específicas do estilo e da cerveja em particular. Assim, os aromas, os sabores e a espuma são potencializados e até a temperatura ideal é atingida e/ou mantida por mais tempo se o copo correto for escolhido.
Se não tiver o copo de cada estilo, use a tulipa que é a mais indicada para degustação.
Lembrando que o copo deve estar perfeitamente limpo, sem poeiras, resíduos ou marcas. O detergente para lavá-lo deve ser neutro e sem óleos. Quando há um excesso de bolhas retiras nas paredes do copo, significa que o copo não está bem lavado.
Para servir, incline o copo a 45° aproximadamente e derrame a cerveja devagar, quando estiver na metade do copo, coloque-o totalmente em pé e termine de servir a cerveja afastando a garrafa ou a lata da boca do copo para que forme a espuma. O ideal é que a espuma tenha dois dedos.
Admire a cor da cerveja, observe se ela está límpida ou opaca, veja a espuma se manteve no copo, cheire e sinta os aromas, brinde e tome a cerveja! Aprecie, desfrute e descubra tudo o que uma cerveja tem para lhe oferecer!
Na pressa de gelar cerveja, algumas pessoas acabam recorrendo a saídas rápidas como colocá-la no freezer. A cerveja quente vai para o congelador e, algumas vezes, acaba esquecida e o resultado pode ser uma cerveja congelada ou até mesmo uma cerveja estourada.
Além de te contar o motivo da cerveja congelar, contarei, também, como evitar o congelamento e o que fazer caso ela congele.
Primeiro, é bom lembrar que se deve evita colocar a cerveja direto no congelador. O ideal é colocá-la na geladeira para ir gelando aos poucos. Mas, é óbvio que nem sempre as coisas acontecem como queremos e o jeito é já levá-la direto para o congelador. Uma dica simples é colocar um despertador para não a esquecer congelando. Lembrando que não é bom deixá-la nem perto de congelar, já já te explico o por que.
Por que a cerveja congela?
Uma informação que precisamos saber é que a temperatura necessária para fazer a cerveja congelar fica um pouco abaixo dos -20º C, a temperatura que um freezer costuma ter.
O álcool e água são os componentes que vão interferir no congelamento ou não da cerveja. A água congela a 0 grau. Já o álcool precisa de temperaturas mais baixas para congelar, algo como -114°. Ao ficar muito tempo no freezer, em temperaturas negativas, o líquido vai congelando pouco a pouco. Como a cerveja contém apenas entre 4% e 12% de álcool, essa quantidade não é o suficiente para que a bebida suporte o frio do congelador sem acabar congelando.
Como o álcool interfere no congelamento da cerveja, o ponto de congelamento dela depende da sua composição. Cervejas com 5% de álcool por volume, que é o valor encontrado na maioria das cervejas Lagers comerciais, congelam em temperaturas abaixo de -2º graus. Já cervejas com alto teor de álcool congelam em temperaturas levemente mais baixas, por volta dos -4ºC. O ideal é que ela nunca baixe de 0°C.
Os destilados como a vodca e a cachaça que possuem entre 40% a 55% de álcool não congelam pela alta concentração de álcool. Essas bebidas têm o ponto de congelamento em torno de -40°C, temperatura que os freezers modernos não alcançam, uma vez que costumam atingir até -20°C. Por isso, mesmo que ao esquece-los no congelador, eles não irão congelar e nem estourar.
A cerveja ficou super-gelada (canela de pedreiro), mas ainda não congelou. Como retirá-la do freezer?
A cerveja pode atingir o ponto de congelamento e não congelar. É quando a garrafa fica com gelo por fora, mas, por dentro, a cerveja ainda está líquida. Isso acontece porque a garrafa fica inerte no congelador, como ela não se movimenta, as moléculas da cerveja ficam estáveis e não conseguem passar para o estado sólido. Nessa situação, é preciso ter cuidado, pois, ao tirá-la do congelador ela pode congelar por dois motivos: pela movimentação do líquido, seja pela abertura do congelador que tira a cerveja do lugar ou quando pegamos nas garrafas e movimentamos o líquido, ou pela mudança brusca de temperatura, que acontece quando você tocada com a mão o meio da garrafa.
A melhor forma de evitar isso é retirá-la do congelador bem devagar sem encostar no meio da garrafa. Evite o contato com a parte onde está o líquido e evite qualquer sacudida que possa agitar as moléculas e fazê-las passar para o estado sólido. Há duas opções: pegar pelo gargalo ou pela tampa, onde não há contato com o líquido, ou pela parte de baixo, onde o vidro é mais grosso e funciona como isolante, dificultando o congelamento.
Sabe quando passam a mão embaixo da garrafa? Pois é, pode fazer isso também. Isso ajuda a “acostumar” a garrafa ao ambiente.
Essas técnicas servem para lata também. No caso da lata, é só pegar pelas extremidades que são mais grossas.
Feito isso com sucesso, deixe-a fechada e em cima de alguma superfície, como a pia ou a mesa, até que chegue a uma temperatura acima da de congelamento e esteja pronta para consumo: gelada, mas sem congelar.
A cerveja congelou, mas não estourou. O que fazer?
Se o líquido dentro da garrafa congelar, ao degelar de qualquer forma ela pode ficar choca. Quando acontece uma variação de temperatura muito brusca a cerveja perde gás carbônico e ganha aquele amargor característico da bebida choca.
Para evitar tomar cerveja choca ou aguada, aí vão algumas dicas:
– Coloque em um recipiente térmico com água, gelo e sal. Isso fará com que ela descongele mais lentamente, sem perder o sabor.
– Não dá para fazer isso, então deixe descongelar lentamente: Não adianta tentar acelerar o processo usando fontes de calor como micro-ondas, água quente, sol, etc. Isso só fará com que a cerveja fique mais aguada, além de aumentar o risco de a garrafa quebrar. Congelou? Espere!
– Não volte com a garrafa para a geladeira: Se a cerveja já congelou, o melhor a fazer é espera-la descongelar.
Mas, lembre! Congelar a cerveja nunca é uma opção já que corre o risco de perder o gás, mudar sua textura, seu aroma e seu sabor. Além disso, a cerveja muito gelada, perto do zero grau ou até negativa, mata o sabor da bebida, pois, ao tomar, ela congela momentaneamente suas papilas gustativas, responsáveis pela percepção de sabor na boca.
Por que a garrafa da cerveja estoura quando congela?
Quando atinge temperaturas muito baixas, o líquido no interior da garrafa vai para o estado sólido. Nesse processo, ocorre a expulsão de gás carbônico (CO²) e a água presente na cerveja se torna gelo, que possui volume maior que a água em estado líquido. Ou seja, a cerveja congelada ocupa mais espaço do que a cerveja líquida. E como algumas garrafas não suportam a pressão desse aumento de volume elas simplesmente estouram.
Tirei a cerveja da geladeira, mas não abri e não quero consumir agora. Posso deixar esquentar e depois gelar novamente? (Não estamos falando de congelador mais, agora é geladeira)
Às vezes, acontece de você colocar algumas cervejas na geladeira, para uma festa por exemplo, não consumir todas e ter que tirar as que sobraram, ou para desocupar a geladeira ou para levar para outro lugar. Ao voltar para a temperatura ambiente, dificilmente essas cervejas ficarão chocas da próxima vez que você colocar para gelar. Para a cerveja ficar realmente choca, você precisa repetir esse processo várias vezes.
Como fazer isso sem agredir o líquido?
O ideal é retirar a cerveja da geladeira e deixá-la em temperatura ambiente. Assim, ela volta à temperatura lentamente, sem choque térmico.
Dizem que cervejas mais leves são mais sensíveis e podem não suportar esse “gela, esquenta e gela”. Eu já fiz isso com diversos estilos de cerveja, nunca deu problema.
Você conhece as cervejas mais vendidas no mundo? Quando falamos em consumo de cerveja, é comum associarmos a países que já têm a fama de bebedores como Brasil, Alemanha, Inglaterra, República Tcheca e Estado Unidos. Porém, o que a gente esquece de levar em consideração é o tamanho da população dos países.
Levando isso em consideração, não é à toa que entre as cervejas mais populares do mundo, destacam-se algumas marcas chinesas, embora para muitos sejam empresas desconhecidas.
Considerando que o país representa cerca de 20% da população mundial, não é incomum que várias das marcas mais vendidas do mundo sejam chinesas. A demanda por cerveja na China continua a crescer, graças a uma classe média emergente.
Depois de contextualizado, vamos ao ranking das 5 cervejas mais vendias no mundo:
1. Snow Beer (China)
Liderando a lista como a cerveja mais consumida do mundo está a Snow Beer, produzida na China. Com um mercado de proporções gigantescas, essa cerveja domina a indústria chinesa e supera até mesmo marcas mundialmente conhecidas em termos de volume de vendas. A Snow Beer cativa os chineses com seu perfil leve e refrescante, tornando-a a escolha perfeita para acompanhar pratos típicos da culinária chinesa.
2. Budweiser (Estados Unidos)
Originária dos Estados Unidos, a Budweiser é uma das cervejas mais icônicas do mundo. Famosa pelo seu sabor marcante, com notas leves de malte e lúpulo, ela é uma presença constante em festas, churrascos e eventos esportivos americanos. Além disso, a marca da Budweiser é amplamente reconhecida graças a campanhas publicitárias bem-sucedidas.
3. Tsingtao (China)
Outra cerveja chinesa que ganhou o paladar internacional é a Tsingtao. Fundada por colonizadores alemães em 1903, essa cerveja combina influências europeias com ingredientes locais, resultando em uma bebida suave, fácil de beber e com baixo teor alcoólico. Tsingtao tem conquistado uma posição significativa em mercados ao redor do mundo.
4. Skol (Brasil)
O Brasil não poderia ficar de fora dessa lista, afinal, a cerveja é uma das paixões nacionais. A Skol se destaca como a cerveja mais consumida no país, conhecida por sua leveza e por ser uma das opções mais acessíveis. Presente em festas e encontros entre amigos, a Skol é sinônimo de celebração e descontração.
5. Heineken (Holanda)
A Heineken é uma das marcas de cerveja mais reconhecidas mundialmente, representando a Holanda no cenário cervejeiro. Com um sabor característico e uma garrafa verde distintiva, a Heineken conquistou consumidores em diversos países, tornando-se uma das cervejas mais consumidas globalmente.
Bônus
A título de curiosidade a sexta e a sétima mais vendidas são cervejas do México e da Africa do Sul.
6. Corona Extra (México)
Com sua origem no México, a Corona Extra também ganhou popularidade em escala global. A cerveja é conhecida pelo toque cítrico, que a torna extremamente refrescante, especialmente quando servida com uma fatia de limão. A imagem de uma praia paradisíaca com uma garrafa de Corona Extra se tornou um símbolo de relaxamento.
7. SABMiller’s Castle Lager (África do Sul)
A Castle Lager é uma das cervejas mais consumidas na África do Sul e em outros países africanos. Criada em 1895, essa cerveja é símbolo da rica cultura cervejeira do continente africano e é apreciada por sua qualidade e sabor único.
A indústria cervejeira brasileira segue em ritmo de crescimento. De acordo com o Anuário da Cerveja 2024, estudo elaborado anualmente pelo Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) e divulgado no dia 9 de maio, em 2023 o número de cervejarias abertas no Brasil atingiu o pico de 1.847 unidades. Isso significa um crescimento de quase 7% sobre o ano anterior, que tinha 1.729 cervejarias registradas, um recorde histórico para o setor.
Todas as regiões do país apresentaram aumento no número de cervejarias registradas. Seguindo a tendência observada nos anos anteriores, a região Sudeste lidera com 856 cervejarias, representando 46,3% do total de estabelecimentos do Brasil.
São Paulo continua sendo o estado com o maior número de cervejarias registradas, com a marca de 410 cervejarias, sendo o primeiro estado a atingir a marca de mais de 400 cervejarias. Em seguida, vem o Rio Grande do Sul, com 335, e Minas Gerais, em terceiro lugar, com 235 cervejarias registradas. No entanto, o Pará foi o estado que mais cresceu, com 33,3%, passando de 15 para 20 cervejarias, seguido por Mato Grosso do Sul (22,2%).
Segundo o levantamento, há pelo menos uma cervejaria em 771 municípios do Brasil. Ainda em relação aos municípios, o destaque ficou para cidade de São Paulo com total de 61 estabelecimentos registrados, seguido por Porto Alegre, 43, e Curitiba com 26. Já a novidade sinalizada no documento é que Farroupilha/RS e Goiânia/GO passaram a constar na lista de cidades brasileiras com 10 ou mais cervejarias registradas. Agora, são 23 cidades que figuram essa lista, sendo 12 situadas no Sudeste, oito no Sul, duas no Centro-Oeste e uma no Nordeste, em Fortaleza. Minas Gerais está representada por 4 cidades: Nova Lima, que ficou em 5º lugar, com 22 cervejarias, seguida de Belo Horizonte e Juiz de Fora, em 6º lugar, empatadas com 21 cervejarias, e Uberlândia, um pouco mais para baixo da lista, com 11 cervejarias.
Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.
Em relação à densidade de cervejarias por habitantes, Rio Grande do Sul é o estado em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias, ultrapassando Santa Catarina e alcançando a primeira posição com a marca de um estabelecimento para cada 32.486 habitantes.
Registro de produtos
Outro destaque no estudo sobre a indústria cervejeira no Brasil é o total de registros de produtos: 45.648, com crescimento de 6,6% em relação a 2022, ou seja, 2.817 registros a mais em um ano. Com esses números, a cerveja segue como a bebida mais registrada no país.
São Paulo segue sendo o estado com maior número de cervejas registradas, com 13.654. Em segundo e terceiro lugares, ficam Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com 6.791 e 6.417 respectivamente.
As cidades que mais registraram produtos foi São Paulo (2.004), Porto Alegre (1.686) e Nova Lima (1.115).
Saem importados, entram os nacionais
O documento elaborado pelo Mapa identificou, ainda, que o brasileiro está trocando a cerveja importada pela nacional. Desde 2019, a importação de cerveja registra queda, chegando a uma redução de 51,1% em volume e 39,4% em valor no ano passado. Caíram a quantidade, a diversidade e a origem dos países. Os produtos são provenientes de 19 países, sendo a maior quantidade oriunda da Alemanha.
Por outro lado, as cervejas brasileiras estão ganhando o mercado internacional, com um crescimento de 18,6% no volume e de 28,8% do total faturado com as exportações. Ao todo, as cervejas brasileiras foram para 75 países. O Paraguai é o principal destino da cerveja brasileira, seguido por Bolívia, Uruguai, Chile e Cuba.
Volume de cerveja
O anuário apresenta pela primeira vez o volume de produção anual de cerveja no Brasil.
Em 2023, foi declarada uma produção superior a 15 bilhões de litros de cerveja no Brasil. A região Sudeste é aquela com maior volume de produção declarado, atingindo a marca de 8 bilhões, o que representa 53,4% da produção.
A região Norte é única que não ultrapassa a marca de 1 bilhão de litros de cerveja produzidos, possuindo o menor volume de produção declarado, com 236.354.740, o que corresponde a apenas 1,5% da produção brasileira.
Em 2023, 29,2% do volume de produção de cerveja declarado é referente à Cerveja Puro Malte ou 100% Malte.
Apenas 0,8% do volume de produção de cerveja declarado em 2023 é referente à Cerveja Sem Álcool ou Cerveja Desalcoolizada, e 0,3% referente à Cerveja com Teor Alcoólico Reduzido ou Cerveja de Baixo Teor Alcoólico.
99,5% do volume de produção de cerveja declarado diz respeito à cerveja com fermentação tipo Lager. O estilo de cerveja Lager Leve Clara corresponde a 51,4% do volume de produção de cerveja brasileiro declarado em 2023. Na segunda e terceira posição estão os estilos “Outras Lagers” e “Pilsener”. Juntos, estes três estilos de cerveja correspondem a 99,08% da produção nacional de cerveja. A queridinha IPA, corresponde a 0,22% da produção brasileira.
99,7% do volume de cerveja produzido utilizam lúpulos importados. Desse volume, 96% utilizam somente lúpulos importados. Porém, o aumento do uso 100% de lúpulos nacionais tem aumentado.
Lembrando que o MAPA não contabiliza as “Cervejaria cigana”, um modelo de negócio em que mestres cervejeiros que não possuem instalações próprias fabricam suas várias receitas de cerveja em plantas fabris registradas que alugam seus equipamentos para produção de terceiros. Ou seja, alguns desses números são bem maiores do que esses divulgados!
No #tbt de hoje, a gente vai passar na terra da Pilsen, onde tudo começou e onde eu tomei a melhor cerveja da minha vida. Eu estou falando da cidade de Pilsen, que fica na República Tcheca. Por lá, eu fui no Museu da Cerveja, andei pela cidade subterrânea e fui conhecer a fábrica da cerveja Pilsner Urquell, a primeira Pilsen do mundo!
Onde ir
A cidade de Pilsen fica a 100km de Praga. Por isso, quando estávamos em Praga, optamos por fazer um bate e volta para Pilsen. Foi um passeio de um dia inteiro que vale cada segundo.
Museu da Cerveja
Primeiro, começamos o dia no Museu da Cerveja, que fica no centro histórico de Pilsen e funciona em uma antiga fábrica de cerveja dos anos 1400. O passeio é gerido pela Pilsner Urquell. Aliás, nós compramos o ingresso conjugado para esses três passeios que vou falar aqui.
No museu, a gente encontra muita história da cerveja, tem simulação de como eram os pubs de Pilsen, tem um forno de malte, um laboratório, tem diversos utensílio e roupas que eram usadas antigamente, além de outras curiosidades sobre cerveja.
Tem até um modelo de cervejaria a vapor que dizem que ainda funciona e é capaz de produzir trinta litros de cerveja de uma só vez.
No final, tem uma lojinha cheia de cervejas Tchecas dos mais variados estilos.
É um passeio muito gostoso e curioso. Esse tour você faz sozinho.
Cidade Subterrânea
Bem ali pertinho começa o tour da cidade subterrânea. Esse, tem que ser acompanhado, tem que usar equipamentos de segurança, é bom ir com blusa de frio porque, independente do calor lá fora, pode fazer até 6° lá embaixo, além de ser bastante úmido, tem até algumas partes bem molhadas. O passeio não é recomendado para quem tem claustrofobia. Eu tenho, mas eu vi que que os corredores não eram tão apertados assim e segui o passeio, tinham uns muito largos inclusive. Para quem já entrou nas minas de Ouro Preto, os corredores da cidade subterrânea era gingantes…rs!
São 800m de passeio, apesar desse núcleo histórico subterrâneo de Pilsen abranger uma extensão total de cerca de 19 km, a uma profundidade de 9 a 12 metros abaixo da superfície.
Essa cidade subterrânea foi construída no século 14 que tinha a função de esconder de comida a cerveja e também possuía estabelecimentos artesanais. A visita nos faz ter uma ideia de como era o dia-a-dia de uma cidade medieval.
É um passeio muito interessante e intrigante. Como constroem uma cidade debaixo de outra cidade?
Por falar em Pilsen, como já tínhamos os ingressos comprados com horário, não deu tempo de conhecer a cidade que parece linda!
Onde beber
Pilsner Urquell
Enfim, chegamos na nossa última e tão esperada parada em Pilsen, na fábrica da Pilsner Urquell. A cervejaria tem um tour que faz você viajar no tempo, mostra desde os maquinários antigos até os moderníssimos utilizados hoje.
Só pra contextualizar a importância da Pilsner Urquell. Lá em 1839, a maioria das cervejas produzidas na Boêmia, região da atual República Tcheca, eram de alta fermentação (Ales), de cor escura e turvas, padrão de sabor e qualidade muito irregular, o que causava insatisfação dos consumidores locais. Foi então que nesta época, se fundou na cidade de Plzen (Pilsen), na província da Boêmia, a “Bürger Brauerei” (cervejaria dos cidadãos).
Em 1842, a Bürger Brauerei contratou o conhecido cervejeiro Josef Groll, alemão, para produzir a primeira leva de uma cerveja que daria início a um novo estilo. Esta cerveja foi a Pilsner Urquell, uma cerveja de cor dourada, límpida e brilhante. Nasceu, então, a primeira Pilsen do mundo revolucionando a história da cerveja e da humanidade, afinal, é o estilo mais consumido do mundo. Aliás, “Urquell” significa Original, Pilsen Original.
Está entendendo o quanto a Pilsner Urqell é importante para a história da cerveja?
Hoje, quem produz a Urquell é a Plzenky Prazdroj, a maior cervejaria da República Tcheca. Produz várias marcas de cerveja, mas, o seu carro-chefe é a queridinha Pilsner Urquell.
A entrada da fábrica da cervejaria Plzenky Prazdroj já é histórica. Foi inaugurado em 1892 e, hoje, é a imagem que vemos na tampinha da garrafa e no selo que eles usam como marca.
O espaço é muito grande. Ali fica o museu da Urquell, a fábrica de diversas cervejas, uma loja de souvenir e cervejas e um bar.
O tour começa no museu, por onde um guia leva você para ver apresentações modernas com cinema panorâmico mostrando todo o processo de fabricação de cerveja. É contada a história da Pilsner Urquell e de Josef Groll.
Em seguida, passa pelas instalações originais de 1842. Incrível como, naquela época, já era tudo muito grande. Eles mantém como era!
Tanque de fermentação
Em seguida, passa pelas instalações atuais que, inclusive, está com a produção ativa, com funcionários trabalhando. É de cair o queixo aqueles tanques de cobre e de aço inoxidável gigantes e tudo perfeito, organizado e limpinho!
E, enfim, chega a melhor parte: um paraíso para qualquer cervejeiro. As galerias subterrâneas da fábrica, onde a gente anda por túneis cobertos de gelo, muito úmido e frio!
Por ali, a Pilsner Urquell fica maturando dentro de enormes barris de carvalho revestidos internamente com piche, em temperaturas bem baixas, assim com ela era feita antes.
A gente recebe um copo lindo por sinal, que não pode ser levado (vi brasileiro levando). Eles servem a cerveja não filtrada e não pasteurizada, geladinha, direto do barril para o nosso copo.
Essa é a melhor cerveja que já tomei na vida. Perfeita! E detalhe, é o único lugar no mundo onde você pode tomar essa cerveja assim. Você pode até comprar a garrafa da Urquell, que também é maravilhosa! Mas, experimentar essa cerveja com os sabores e aromas que sentimos, só indo em Pilsen.
Depois de servido, a gente é levada para uma caverna que fica ao lado dos barris, com mesas para podermos degustar com calma essa preciosidade. O lugar é tão frio que a cerveja se mantem geladinha até a última gota!
E pra finalizar, somos deixados na loja com muitas tentações da marca.
Como ganhamos um chope na Urquell por ter comprado o ingresso da cidade subterrânea, paramos no restaurante da Urquell, uma espécie de biergarten da fábrica e aproveitamos para tomar mais Urquell.
Uma Pilsen perfeita que não dá vontade de parar de tomar. Até a espuma é perfeita.
Para comer
Na correria, só deu tempo para parar em uma lanchonete e pegar um Pretzel recheado que eu amo!
Para quem não conhece, Pretzel ou Bretzel é um tipo de pão muito popular entre as populações de língua alemã, sendo portanto bastante difundido na Alemanha, Áustria e outras regiões. Em forma de nó, ele é assado assado e costuma ser crocante por fora e macio por dentro. É muito saboroso. Pode ser doce ou salgado. Na maioria das vezes que comi, foi puro. Mas, na lanchonete que passamos tinha recheado.
Para pegar e sair andando e comendo pelas ruas de Pilsen, porque nosso tempo estava contado, eu escolhi o recheado de muçarela e peito de peru. Tava bom!
Que passeio meus amigos! Tudo que eu amo, história, cerveja boa e pretzeeeeel! Espero que tenha viajado junto comigo nessa.
Até o próximo #TBT! Vou tirar umas férias dessa coluna, mas volto. Um spoiler? No próximo #TBT, vamos passear por Bratislava (Eslováquia). Uma cidade com muita cerveja boa e bem curiosa!