Pelo Interior com cerveja: Calçadão da Halfeld com chope e pizza artesanal em Juiz de Fora

Hoje, retorno com mais uma temporada do “Pelo interior com cerveja”. Desta vez, vamos passar por Juiz de Fora, afinal, a cidade já é a segunda de Minas Gerais com mais cervejaria, perdendo apenas para Nova Lima. Segundo o Anuário da Cerveja de 2022, Juiz de Fora conta com 20 cervejarias registradas, ele não leva em conta as cervejarias ciganas (que produzem em fábrica de terceiros), e está entre as 10 cidades com mais cervejarias no país, ficando na 6ª posição.

Só para contextualizar, a cidade recebeu muito imigrantes alemães. Com isso, não demorou a instalar uma cultura cervejeira por lá. Tanto que a primeira cervejaria artesanal de Minas Gerais é de JF, a Cervejaria Barbante, fundada em 1861, pelo alemão Sebastian Kunz.

Voltando ao nosso tour cervejeiro, o primeiro ponto turístico de Juiz de Fora não poderia ser diferente: o Calçadão da Rua Halfeld. Claro, para quem gosta de bater perna.

(Foto: Gabriel Silva)

O Calçadão, que fica no coração da cidade, é exclusivo para pedestres. Por lá, você anda, anda, anda e acha uma diversidade de coisas para ver e fazer: tem cafés, lanchonetes, galerias, lojas e o que não pode faltar, botecos. E se procurar bem, acha bar com cerveja artesanal local, como eu achei o Espaço Café Central que fica na Galeria Azarias Vilela, 36, bem do lado do Cine-Theatro Central.

Aliás, o edifício do Cine-Theatro Central, cartão postal de JF, também fica no Calçadão. O prédio foi inaugurado em 30 de março de 1929 e é considerado Patrimônio Cultural Brasileiro, tendo sido tombado, em 1994, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Além de sua importância arquitetônica, o teatro também possui notabilidade histórica, pois, entre os anos 1960 e 1970, foi palco do Festival de Música Popular Brasileira de Juiz de Fora e do Festival de Cinema Brasileiro, além de inúmeros shows, exibições e espetáculos históricos.


Ir em Juiz de Fora e não passar pelo Mr. Tugas é não ter passado pela cidade. Afinal, o local tem o título de melhor pizzaria de Juiz de Fora pelo TripAdvisor. Além das pizzas, o Mr. Tugas conta com seis estilos diferentes de cervejas artesanais próprias e seis tipos de azeites especiais para harmonizar com as pizzas. Cada um melhor que o outro.

O local

A casa é bem espaçosa, com um ambiente agradável, de luzes baixas que deixa o local ainda mais aconchegante.

Contando com espaço para tomar uma enquanto espera vagar uma mesa, sim, chegue cedo, caso não goste de esperar. Tem o espaço interno, bem espaçoso, varanda, espaço kids e ainda uma lojinha com os produtos deles.

Para comer

Não tem erro. Qualquer pizza que você pedir vai ser excelente. A massa é fininha e crocante, os recheios são de variados sabores. São tantos que é até difícil de escolher.

Têm as Tradicionais como calabresa e portuguesa; as Especiais como a Gorgonzola (gorgonzola com aspargo) e Parma (presunto Parma com tomate seco, manjericão e champignon); as Premium como a Extravaganze (com mozarela de búfala, pesto de azeite e manjericão) e a Mediterrânea (com presunto Parma e queijo Brie); as Sem Glúten; as Veganas; e as Fit.

Todas vêm com dicas de qual azeite harmoniza. Eu experimentei todos os azeites! Adorei!

Além das pizzas a casa trabalha com entradas gourmand. Como torradas, entradas quentes, entradas frias, saladas, focaccia e bruschetas.

A cozinha é aberta.

Para beber

Como já falei, são seis diferentes estilos de cervejas próprias:  Imperial Stout, IPA, Blond Ale, Red Ale, Weiss e Witbier.

Na casa, eles servem elas em chope. Afinal, a fábrica fica bem colada na pizzaria. E você toma ela bem fresca. Todas que tomei estavam na temperatura certa e bem saborosas. Os valores variam de 9,99 (150ml) a 33,90 (Caneca de 1L).

Além das cervejas a casa conta com destilados e bebidas sem álcool.

Foi uma experiência muito gostosa. Com certeza, quando voltar em Juiz de Fora, voltarei para experimentar outras pizzas e outros estilos de cerveja.

Mr. Tugas
Rua Otília de Souza Leal, 310
Nova Califórnia – Juiz De Fora/MG
Instagram: @mr_tugas

Divulgado o retrato dos consumidores de cervejas 2023

Pelo 4º ano consecutivo, o mercado cervejeiro ganhou seu retrato. Isso, porque foi divulgado o resultado da pesquisa “Retrato dos consumidores de cervejas 2023”, promovido pelo Surra de Lúpulo com o apoio, este ano, da Ambev, Academia da Cerveja, Prussia Bier, Sindicerv e Iris Pay.

O objetivo da pesquisa é conhecer mais o comportamento do consumidor de cervejas do nosso país e, assim, colaborar com as tomadas de decisão do setor cervejeiro nacional e provocar reflexões. Neste ano, foram 45 dias de coleta, o que alcançou 8.734 respostas em todos os estados do Brasil. Em seu primeiro ano, 2020, a pesquisa atingiu 1.006 respostas. Um grande salto para podermos entender melhor como comportam os consumidores de cerveja.

Confira agora os principais dados coletados de 2023

Bebedores de comuns em peso: Na pesquisa deste ano, as respostas de pessoas que afirmam beber apenas cervejas comuns teve um crescimento de 208,6% em relação ao do ano passado, aumentando assim a abrangência nesse segmento e a qualidade dos dados.

Cervejas comuns mais bebidas: Segundo a pesquisa, as cervejas comuns mais tomadas pelas pessoas que afirmaram beber somente cervejas comuns são: Brahma, Amstel, Heineken, Skol e Budweiser. Já o top 5 das pessoas que afirmaram tomar as comuns e as artesanais ficou assim: Heineken, Amstel, Eisenbahn, Spaten e Brahma Duplo Malte.

Gênero: Os homens continuam sendo a maioria. Na pesquisa, 59,53% informaram que são homens e 39,66% são mulheres, já 0,47% são não binários e 0,34% preferiu não informar. Eles gastam mais que elas quando o assunto é cerveja. A maioria das mulheres declaram gastar entre R$ 101 e R$ 200 (30,21%), enquanto os homens declaram gastar entre R$ 201 e R$ 400 (35,50%). O que a maioria delas consideram no momento da compra é o custo-benefício (56,81%), enquanto para eles o mais importante é o estilo da cerveja (68,82%).

Gastos com a cerveja no mês: De um modo geral, a maioria dos consumidores de cervejas comuns afirmaram gastar em média por mês até R$ 100. Enquanto, a maioria dos consumidores de comuns + artesanal, afirmaram gastar entre R$ 201 e R$ 400.

Embalagem Preferida: O formato preferido entre os consumidores de comuns é a lata, que tem vantagens como logística, reciclagem, proteção da cerveja etc. Porém, quando foram somadas as opções de long neck, 600ml e litrão, foi constatado que 62% dos respondentes preferem garrafas de vidro.

Frequência de consumo: 55,06%, ou seja, a maioria dos respondentes disseram beber de duas a três vezes por semana. Se você está entre os 5,35% que responderam seis ou mais vezes por semana é bom ficar atento aos excessos.

IPA virou porta de entrada: Diferente dos anos anteriores, a IPA apareceu como o primeiro estilo de cerveja especial consumida pelas pessoas, tomando o lugar da Weissbier. Pelo jeito, o amargor já não assusta tanto e as pessoas já estão começando na IPA de cara!

Estilos mais bebidos: A IPA ficou no topo mais uma vez entre os estilos que são mais bebidos pelas pessoas que responderam à pesquisa.  O top 5 ficou assim: IPA, Pilsen, American Lager, APA e Weissbier.

 O impacto do preço: O preço se mostrou um ponto de atenção em diversas questões, tanto entre o público de comuns como no de comuns + artesanais. Isso indica um fator conjuntural, que acaba atingindo a todos.

Busca por informações sobre cervejas: O público consumidor de cerveja é interessado no assunto. Mais de 80% afirmam que procuram informações sobre o tema. O Instagram se destaca como maior meio de busca de informações pelos respondentes. Por isso, a importância de estarmos atentos e críticos à qualidade do conteúdo oferecido nessa rede social.

Clique aqui para acessar os resultados da pesquisa na íntegra.

Onde Beber Artesanal:  Cozinha Tupis com Cervejaria Viela no Mercado Novo

Cerveja artesanal local e comida belorizontina: Não tem combinação melhor!

A dica de Onde Beber Artesanal desta semana é Cozinha Tupis da Cervejaria Viela que fica no Mercado Novo.

A Cozinha Tupis foi uma das pioneiras no movimento de ocupação e revalorização do Mercado Novo, no hipercentro de BH. Deu tão certo que reacendeu o turismo no local que, hoje, conta com diversas lojas/bares e nos finais de semana fica abarrotado.

O local é bem rústico, lembrando bem como era o mercado antigamente.

Por ser no Mercado a casa tem até um espaço muito bom. Além dos bancos altos no balcão, tem um espaço na parte de trás com mesas e cadeiras.

Como fui em um dia mais tranquilo, escolhi o balcão de frente para cozinha, que é aberta e dá para ficar assistindo os pratos serem preparados. Em dias normais, considere tomar umas em pé mesmo.

A casa conta com 10 torneiras. Oito são cervejas artesanais da Cervejaria Viela e outras convidadas, já as outras duas torneiras têm Xeque Mate (bebida com mate, rum, guaraná e limão). Os estilos de cervejas são bem variados indo das mais leves como Blonde, Session IPA, às mais fortes como Porter e IPA. Todas com preço fixo. R$11 (250ml) e R$13 (350ml).

Para comer, têm petiscos e pratos que homenageiam a cultura alimentar do centro da capital mineira. Indo desde de Queijo Pachá à Dobradinha. O cardápio é rotativo e conta com preços que variam de R$36 a R$58. Eu escolhi o Prato do Dia que é uma carne ou um vegetal + 5 acompanhamentos (R$36,90).

Eu achei todas as cervejas bem saborosas e na temperatura ideal. O almoço parecia feito na casa de vó, feito com muito cuidado e muito gostoso, com a quantidade ideal para minha fome. Como eles mesmo dizem, é um ambiente descontraído e deliciosamente caótico do mercado. Para quem prefere fugir do caos, recomendo, fortemente, ir dia de semana. Mas, se não importa com aquele movimento intenso, fique à vontade para ir no final de semana.

Cozinha Tupis/Cervejaria Viela
Av. Olegário Maciel, 742, LJ 2161
Centro, Belo Horizonte – Mercado Novo
Instagram: @cozinhatupis

Prêmio Cumbucca de Gastronomia: conheça os campeões de Minas Gerais

Em noite de gala, Cumbucca anuncia os melhores em 50 categorias entre restaurantes, bares, escolhidos pela crítica especializada

Chef Ivo Faria (ao centro) recebeu o grande prêmio Cumbucca de Ouro, uma escolha da curadoria destinada à principal Personalidade Gastronômica da edição

Foram anunciados nesta terça-feira (21/11) os 50 vencedores do Prêmio Cumbucca de Gastronomia. Em edição de estreia, a iniciativa mapeou mais de 700 estabelecimentos mineiros para definir, com expressiva votação popular e escolha criteriosa de um júri técnico, os melhores entre casas e pessoas que fazem crescer o setor gastronômico de Minas Gerais. 

A noite de gala no Palácio das Artes ressaltou a importância do trabalho de profissionais engajados, como renomado chef Ivo Faria, referência para várias gerações de profissionais da cozinha em Belo Horizonte, que recebeu o grande prêmio Cumbucca de Ouro, uma escolha da curadoria destinada à principal Personalidade Gastronômica da edição.

Outro troféu concedido diretamente pelos curadores foi na categoria Diversidade, que premiou as experiências reunidas pelo Circuito dos Quilombos de Brumadinho. Outras modalidades inovadoras miravam em recortes que só poderiam ser escolhidos através do voto popular, como Melhor torresmo, conquistada pelo Xapuri, Melhor salgado para a Boca do Forno e Beira de estrada, que ficou com o Roselanches da BR-040. 

A presença feminina foi destaque na premiação, com Bruna Martins, à frente dos projetos Gira, Florestal e Birosca, conquistando a categoria Chef mulher. O título de melhor Bartender ficou com Jasmine Gomes, da Lamparina, Garçom para Rafaela Rudaeff, do Glouton, Maître com Denise Rache do D’artagnan e Personalidade cervejeira para Fabiana Arreguy.

O time de vencedores ainda incluiu Leo Paixão, do Glouton e Ninita, no prêmio de Chef homem; Yousef Nayla do Grace’s Cozinha como Chef revelação, Gustavo Giacchero do Pacato em Sommelier e Nenel Neto, do Baixa Gastronomia, na categoria Influenciador.

Diretor-geral da Cumbucca e idealizador da iniciativa, o produtor cultural Marcelo Wanderley vê a participação do público como fator decisivo na consolidação do prêmio enquanto referência para o setor. “Os votos de quem frequenta bares, restaurantes e demais casas, em suas diferentes nuances e propostas, formam a resposta ideal para as indagações que o Prêmio Cumbucca levanta sobre a gastronomia mineira. Assim como no cotidiano deste setor, é a opinião do cliente que prevalece sobre todas as análises que se possa fazer do mercado. Enxergar-se devidamente representado pela lista de premiados faz com que o público confie em nosso projeto e retorne na próxima edição com ainda mais vontade de opinar e participar”, comenta.

No quesito musical, a cerimônia contou com uma emocionante interpretação da canção “Oh Happy Day”, do cantor gospel Edwin Hawkins, pelo Coral da Fábrica, e um pocket show acústico do músico mineiro Rogério Flausino, do Jota Quest, que entoou o hit “Dias melhores”. Antes da cerimônia, no foyer do Palácio das Artes, os convidados experimentaram os quitutes doces e salgados trazidos pelo Festival da Quitanda de Congonhas. Após a premiação, um coquetel foi servido acompanhado de petiscos assinados pela chef Fabi Rodrigues, divididos em “pequena gula”, “copo cheio” e “mesa farta”.

Guia Cumbucca

A grande noite do Prêmio Cumbucca também foi marcada pelo lançamento do Guia Cumbucca de Gastronomia, nas versões impressa e digital, com uma seleção de resenhas e indicações para aproveitar o melhor entre restaurantes, bares, docerias, lanchonetes e outros estabelecimentos em Belo Horizonte. A publicação ainda organiza as casas da capital mineira em roteiros temáticos, como a lista de “lugares para tomar cachaça em BH”, com informações precisas e atualizadas sobre produtos, serviço e especialidades de cada espaço. A versão online do Guia pode ser conferida em cumbucca.com.br.

Confira a lista completa de vencedores do Prêmio Cumbucca de Gastronomia:

Melhor Bar
Bênça Bençoi

Melhor Boteco
Bar do Cláudio – Rei da Omelete

Melhor Gastrobar
Nada Contra

Melhor Bartender
Jasmine Gomes

Melhor Carta de Cachaça
Lamparina

Melhor Carta de Drinques
Palito

Melhor Cervejaria e Choperia
Juramento 202

Melhor Estufa
Pirex

Melhor Fim de Noite
Chopp da Fábrica

Melhor Petisco
Almôndega (Bar do Nivaldo)

Personalidade Cervejeira
Fabiana Arreguy

Melhor Asiático
Okinaki

Melhor Carnes e Parrilla
Turi

Melhor Comida Saudável
Namah Bistrô

Melhor Cozinha Autoral
Glouton

Melhor Cozinha Brasileira
Alguidares

Melhor Cozinha Internacional
Taste-Vin

Melhor Cozinha Mineir
Xapuri

Melhor Italiano
Ninita

Melhor Pizzaria
Domenico

Melhor Variado
Grano 33

Chef Homem
Léo Paixão (Glouton e Ninita)

Chef Mulher
Bruna Martins (Gira, Florestal e Birosca)

Chef Revelação
Yousef Nayla (Grace’s)

Garçom
Rafaela Rudaeff (Glouton)

Mâitre
Denise Rache (D’artagnan)

Sommelier
Gustavo Giacchero (Pacato)

Melhor Brunch
Uluru Café

Melhor Cafeteria
Oop Café

Melhor Doceria
Mole Antonelliana

Melhor Empório Mineiro
Roça Capital

Melhor Padaria
Bagueteria Francesa

Melhor PF
Café Palhares

Melhor Sanduíche
Ferris Burger

Melhor Sorveteria
Alessa

Fora da Rota
Restaurante da Léia

Ícone de BH
Xapuri

Novidade do Ano
Moema

Melhor Pão de Queijo
A Pão de Queijaria

Melhor Torresmo
Xapuri

Economia Criativa
Circuito Veredas

Evento do Ano
Festival de Gastronomia Rural de Itapecerica

Profissional do Queijo
Eduardo Girão

Beira de Estrada
Roselanche (Barbacena)

Cidade Gastronômica
Paracatu

Influenciador de Gastronomia
Nenel Neto (Baixa Gastronomia)

Cozinha Mineira Patrimônio
Catas Altas

Melhor Salgado
Boca do Forno

Diversidade
Circuito dos Quilombos (Brumadinho)

Personalidade Gastronômica (Cumbucca de Ouro)
Ivo Faria

O Prêmio Cumbucca de Gastronomia conta com patrocínio da Cemig, via Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, e da prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Belotur, além de apoio da Fundação Clóvis Salgado, Abrasel, Senac, Sebrae e do Governo de Minas Gerais, pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.

Sobre a Plataforma Cumbucca

Uma plataforma gastronômica que atua no ramo de mapeamento, pesquisa e criação de conteúdo multimídia sobre gastronomia em Minas Gerais, a Cumbucca compreende a cultura alimentar como elemento constitutivo fundamental da identidade mineira e nacional. Servimos como ponto de convergência dos fazedores da gastronomia e do turismo gastronômico de Minas Gerais, com atenção voltada a todos os segmentos dessa complexa cadeia, que envolve o pequeno produtor, indústrias, empresários, consumidores, entre outros.

Crédito das imagens: Bruno Soares, Guilherme Breder e Glaucimara Castro

Pelo interior com cerveja, rock e mina de ouro!

O “Pelo Interior com cerveja” estaciona em um pub e em uma mina de ouro para te mostrar mais um pedacinho de Ouro Preto com muita diversão e história!

Antes, vamos beber para ter coragem de entrar na mina. Claustrofóbicos me entenderão!

O Tenente Pimenta Rock Bar é um pub com cara de pub!

Ao chegar na porta, parece ser um pub pequeno, mas, lá dentro, tem diversos ambientes.

A iluminação baixa, o ambiente mais intimista e as caixas de som rolando aqueles rocks clássicos, são ingredientes que deixam o Tenente com a cara dos pubs ingleses. Além disso, o pub tem uma varanda com uma vista privilegiada da cidade.

O Tenente conta uma variedade de cerveja artesanal. Além de chope, têm diversas cervejas de garrafa de cervejarias mineiras e cervejas tradicionais.

Os chopes vão de R$10 a R$34 – 300ml a 1 litro. Já as garrafas de 600ml vão de R$11 a R$39.

Para quem não é da cerveja, têm drinks (R$20 a R$36) e outros tipos de bebidas.

O cardápio é bem farto. Oferece pratos para todos os tipos de fome e gosto. Têm petiscos como Tilápia empanada com batata frita de verdade acompanhado de molho Aioli (R$52) e Panhoca da casa recheada com file mignon ao molho de gorgonzola (R$ 99). Têm Burguers, Pizzas e Calzones. Essas últimas opções variam e R$35 a R$75.

Eu adorei o ambiente moderno e descontraído, com certeza é um local que voltarei quando estiver em Ouro Preto

Tenente Pimenta Rock Bar
Rua Carlos Tomaz, 33, Centro
Ouro Preto-MG
Instagram: @tenentepimenta

Agora que já tomamos umas já podemos falar do ponto turístico que é a Mina de Ouro Jeje.

Datada de 1714, a Mina Jeje proporciona uma imersão ao período colonial contextualizada com o processo de mineração e o período traumático da escravidão. Durante o percurso, o guia nos conta um pouco da história de como foi feita aquela mina, em que as condições degradantes reduziam a expectativa de vida dos escravos expostos ao ar rarefeito e a insalubridade do local.

O percurso é relativamente curto, mas, para quem tem fobia de lugar fechado como eu, não é tão recomendado. É muito estreito, apertado! Eu fui de teimosa e curiosa que sou.

Apesar de não ser tão grande, em alguns momentos, era necessário parar, se apertar ainda mais para que os grupos que estavam voltando passar. Pensa no aperto!

A claustrofobia (Fobia ou medo exagerado e irracional de permanecer em ambientes fechados ou com pouca circulação de ar)
Em um determinado momento, eu olhei para trás e vi que se eu tivesse alguma crise não teria como sair rápido. Além da saída estar distante, dificilmente eu conseguiria voltar correndo já que os grupos que voltavam estavam bloqueando a passagem para ir em direção à saída. E ir para frente era seguir até o fim do túnel (sem saída, é claro). Aí veio o pânico! Comecei a ficar sem ar, suar frio, as vistas começaram a embaçar, detalhe que estávamos usando máscara pois ainda exigiam. Tive que tirá-la. Fechei os olhos e comecei a pensar em outras coisas. Respirei fundo e consegui seguir com o passeio. Foi tenso mas valeu a pena! Rs

Na parte de fora da Mina têm algumas lojinhas com souvenires e algumas bebidas da região.  

Se quiser saber sobre a Mina Chico Rei e outros pontos turísticos de Ouro Preto, clique aqui!

Onde Beber Artesanal: Bar do Tião no Prado

Buteco raiz com cerveja artesanal!

A dica de Onde Beber Artesanal da semana é pra lá de raiz.

O Bar do Tião, o buteco da Cervejaria São Sebastião.

O bar fica em uma rua sem saída, com isso, a melhor pedida é ficar nas mesas que ficam espalhadas pela rua em um clima bem descontraído. Ideal para famílias, amigos, casal e até pet!

A casa conta com 9 torneiras de chope artesanal tanto da São Sebastião quanto de outras cervejarias convidadas.

Os estilos são bem variados como Sour, Fruit Bier, Session IPA, Double IPA etc. Todos frescos e de ótima qualidade. Os valores são fixos R$10 – 300ml e R$15 – 450ml.

Pale Ale
Sour e Double IPA
Session IPA
Rubra – Drink

Para comer a casa conta com a famosa comida de estufa com diversas opções como linguiça, língua, pastelzinho frito, carne de panela, ovo de codorna, azeitona, palmito etc.

Tudo é no peso (R$10 – 100gr), assim pode pegar um pouco de cada. Além disso, tem petiscos simples de cozinha como Torresmo de Barriga e o divino Tempurá de Quiabo. R$15 qualquer porção.

Eu adorei o bar! Além de te ter preços justos, te faz sentir à vontade e você volta no tempo, com o autosserviço no balcão como eram feitos nos bares de bairro.

📍 Bar do Tião
Rua Pedra Bonita, 827,
Bairro Prado – Belo Horizonte/MG
Instagram: @bardotiaobh

Pelo Interior com cerveja: Muitas igrejas e muitas cervejas locais em Ouro Preto

Nessa edição do “Pelo Interior”, o ponto turístico são as Igrejas de Ouro Preto.

Quando você vai fazer uma pesquisa dos pontos turísticos da cidade, uma coisa é certa que vai aparecer: Igreja. Afinal, elas são muitas e uma das grandes atrações de Ouro Preto.

São 18 igrejas ao todo. Seja ela pequena ou grande, todas carregam muita história.

Mas, vou falar das que eu acho imperdíveis.

Igreja de São Francisco de Assis

A igreja é uma das obras-primas de Antônio Francisco Lisboa, o mestre Aleijadinho. Foi um dos primeiros bens tombados individualmente em Ouro Preto e foi eleita em 2009 uma das 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo. Ela fica bem perto da Praça Tiradentes e fica em frente à “Feirinha de Pedra Sabão” com diversas bancas vendendo objetos feitos em pedras sabão como artesanatos e peças decorativas.

Em seu interior, destacam-se obras do Mestre Ataíde, com destaque para a glorificação de Nossa Senhora no teto da nave central.

Endereço: Largo de Coimbra – Centro

Basílica de Nossa Senhora do Pilar

A pintura do seu interior é folheada a ouro e por isso ela é considerada uma das igrejas mais ricas em ouro do Brasil, são 400 quilos de ouro por ali. A Basílica foi inaugurada em 1733 e é chamada Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar. Foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e abriga ainda o museu de Arte Sacra de Ouro Preto, que reúne imagens, documentos e algumas vestimentas usadas na celebração do Santíssimo Sacramento.

Endereço: Praça Monsenhor João Castilho Barbosa s/n – Pilar

Igreja de Nossa Senhora do Rosário

Construída em 1765. Tombado pelo IPHAN, é um dos mais originais edifícios sacros do tempo do Brasil Colônia. Achei a imponência e o formato dela bem interessante.

Endereço: Largo do Rosário – Bairro do Rosário

Não sei você, mas, eu adoro conhecer lugares que não são voltados para o turista. Além de mais aconchegantes, eles não exploram. Que é o caso da dica de hoje.

O Galpão 89 é um bar que não fica no Centro Histórico, mas nada que um aplicativo de carro ou taxi te deixe lá rapidinho.

O bar é bem pequeno, por isso, aconselho chegar cedo. Têm algumas mesas dentro, na calçada e bancos no balcão.

O clima lá é bem gostoso, descontraído, além de um som ambiente agradável.

Para beber a casa conta com 8 torneiras com chopes artesanais da região. Quando estive lá, as opções eram bem variadas como Pilsen, Witbier, Amber Ale, Session IPA, Pale Ale, IPA e Dry Stout.

Experimentamos algumas e estavam todas frescas e bem saborosas.

Além dos chopes, eles têm algumas cervejas em lata também. Ah, para quem gosta de uma cachacinha, peça para experimentar a Ciclo do Ouro. Muito boa!

Para comer o cardápio é bem variado também. Tem desde batatinha palito, bolinho de abóbora à costela suína, pizza na tábua e hambúrgueres. Os preços variam de R$10 a R$65.

Nós fomos de Pizza Marguerita, que serve até duas pessoas. Feita com tomate confit, molho de tomate especial, mussarela e pesto de manjericão (R$30). Estava bem macia e saborosa!

Marguerita

Já anota aí para quando estiver em Ouro Preto não perder esse achado!

Galpão 89
Rua João Pedro da Silva, 543
Morro do Cruzeiro – Ouro Preto/MG
Instagram: @galpao89

Onde Beber Artesanal: Dona Ivone Butiquim

Sabe aquele butiquim com cara de casa de vó?

Essa é a dica do Onde Beber Artesanal desta semana: o Dona Ivone Butiquim!

Inspirado nos anos 70 e 80, as mesas da casa ficam no quintal, com um abacateiro que protege do sol e que deixa o espaço ainda mais charmoso.

Além do quintal, têm mesas na varanda, lembrando aquela época que podíamos ficar sentados na porta de casa, de papo, vendo o tempo passar! E algumas mesas na calçada.

A casa conta com 12 torneiras de chope artesanal. A maioria delas da Cervejaria Mills. As demais são da série Torneira de Ouro, em que a cervejaria convida outra mineiras para estarem na tap list.

Os estilos são bem variados, indo da Sour à IPA. Os preços variam de R$10 a $30, em copos de 300m e 450ml.

Irish Roots
Cacau Porter
APA
IPA

Os petiscos estão preparados para todo o tipo de fome. Como os pastéis fritos com recheio de linguiça artesanal e queijo canastra (8 unidades – R$29,90). Ou algo que forra mais como a Isca de peixe na salsa verde, com chips de banana da terra e molho cítrico (R$47,90). Ainda tem opções de almoço, burguer e sobremesa.

Pensa em um lugar que você senta e esquece o tempo passando. É lá mesmo! Um ambiente gostoso, descontraído, com um ótimo atendimento e aquela música boa com um volume ideal.

📍 Dona Ivone Butiquim
Rua Flórida, n° 31 – Sion – BH/MG
🔈@donaivonebutiquim

Pelo Interior com cerveja: Museu da Inconfidência com muito chope artesanal

Hoje, iniciamos mais um “Pelo interior com cerveja”.

Se você adora viajar e conhecer as cidades do interior e não dispensa uma cerveja artesanal e bons petiscos, está no lugar certo.

Nessa edição do “Pelo interior – de Minas – com cerveja” iremos explorar a cidade de Ouro Preto. Além de vários pontos turísticos para visitar, a cidade não te deixa com a boca seca quando o assunto é cerveja artesanal.

Passarão por aqui cinco pontos turísticos e cinco bares.


A dica de hoje é a principal praça da cidade, a Praça Tiradentes. Qualquer caminho que você faça para pontos turísticos de Ouro Preto você passa por ela.

Bem no centro da praça fica o monumento em homenagem a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

Outro atrativo da praça é o Museu da Inconfidência que é um símbolo de Ouro Preto. Ali, onde foi a antiga sede da Casa da Câmara e a Cadeia de Vila Rica, encontram-se diversos artigos referentes à Inconfidência Mineira, importante movimento para Minas Gerais e o Brasil.

Colado ao museu fica a Igreja Nossa Senhora do Carmo. É uma das obras do arquiteto Aleijadinho. Anexo ao terreno, fica o Museu do Oratório, que expõe grande variedade de peças religiosas.

Esses pontos turísticos são obrigatórios para quem vai em OP pela primeira vez. Aprender um pouco mais da nossa história nos engrandece e nos faz valorizar ainda mais quem somos!

Nessa mesma praça e nos seus arredores ficam algumas lojas, restaurantes, lanchonete e cerveja artesanal local, é claro.


É pecado você passar pela Praça Tiradentes e não parar no Armazém Rural para reabastecer ou refrescar com um chope artesanal local fresquinho.

Ali, você encontra oito torneiras de chope da Cervejaria Ouropretana. Você pode pegar um copo para tomar ali mesmo, ou para continuar caminhando, ou até mesmo encher um growler.

São diversos estilo da cervejaria. Todas excelentes! Para mim, virou parada obrigatória a cada passada pela praça.

Quer uma dica? Não deixe de experimentar a Café Lager, um verdadeiro café gelado e a Ginger IPA, uma IPA bem refrescante. Os valores variam deR$12 a R$20, copos de 300ml e de 500ml (valores de 2023).

No Armazém, também têm petiscos como pastel de angu, filé de tilápia, iscas de peixe. Os preços variam entre R$28 a R$62.

Além dos comes e bebes, se quiser levar lembranças da cidade, o local conta com uma loja de artesanatos, suvenires, antiguidades e comercializam as garrafas da Cervejaria Ouropretana.

Pensa em um lugar gostoso de passar o fim da tarde, descansar um pouco do intenso sobe-desce de montanhas de Ouro Preto e, de quebra, observar o movimento da cidade.

Espero que tenha gostado dessa dica!

Armazém Rural
Praça Tiradentes, 9
Centro – Ouro Preto/MG
Horário de funcionamento: 9h às 23h
Instagram: @armazemruralop

Museu Inconfidência
Mais informações aqui: ouropreto.mg.gov.br/turismo/atrativo-item/572

Onde Beber Artesanal: Casa Olec, a casa dos chopes mineiros!

A Dica de Onde Beber Artesanal desta semana é a Casa Olec, um bar que conta com uma variedade de chope artesanal mineiro!

A casa é super animada! Se você gosta de tomar uma vendo o movimento, pode escolher sentar nas cadeiras da calçada. Porém, se gosta mais de sossego, a parte interna do bar é a pedida certa, com uma decoração super moderna e aconchegante. Em ambos espaços dá para ver as bandas que se apresentam em alguns dias da semana.

A casa conta com nove torneiras dos mais variados estilos de cerveja artesanal. Uma é dedicada à cerveja Lagunitas (IPA) e as demais estão com cervejarias mineiras. Tem para todos os gostos, desde Pilsen e Sour à NE IPA e Imperial Stout. Os preços variam de R$8 a R$25. Além disso, têm cervejas de garrafa tradicionais e drinks variados.

Para comer opção não falta! São diversas porções tradicionais como fish and chips, coxinha de rabada, torresmo de barriga, filé com fritas e outros. E tem os diferentinhos como a Almofadinha de queijo gouda (uma delícia), Stick de Tapioca e Parmegiana. Os preços variam de R$22 a R$82.

Com um ambiente agradável, animado, excelente atendimento, chope fresquinho e tira-gosto que chega rápido, não tem erro. Indico demais a Casa Olec e já quero volta!

Casa Olec
📍 Rua Major Lopes, 79 – Bairro São Pedro
Belo Horizonte/MG
Instagram: @casaolec