Seis crimes cometidos contra a cerveja durante o verão

O verão está aí e com ele vemos alguns crimes cervejeiros sendo cometidos!

Confira abaixo os delitos mais cometidos contra o líquido sagrado nesta temporada fervente!

Se você estiver cometendo algum desses crimes, cuidado! Você pode estar sendo vigiado! Mas ainda dá tempo de mudar e celebrar um verão cervejeiro sem delitos! 🙂

Saúde!

Colocar gelo na cerveja

Colocar gelo na cerveja é quase um crime de lesa-cerveja! O gelo rompe as bolhas de gás carbônico na superfície da cerveja, deixando-a sem gás. Quando o gelo derrete, altera completamente o sabor da cerveja.

Copo no congelador

Nós brasileiros temos obsessão pela cerveja “trincando”, “estupidamente gelada”. Colocar o copo preferido no freezer antes de beber a cerveja pode afetar negativamente as propriedades da cerveja.

Copo congelado

Quando a cerveja é colocada em um copo congelado sua espuma é alterada, mudando de textura e durando menos. Além disso, muitas vezes, esse copo “congelado” cria uma camada de gelo ao entrar em contato com a cerveja, derretendo facilmente. Assim, sua cerveja fica aguada, sem consistência e sabor.

Outro ponto negativo é que o copo no congelador pode pegar o sabor e aroma de outros alimentos que estiverem lá dentro do congelador. E, por último, as nuances da cerveja se perdem dentro do copo congelado, ainda mais se ela possuir um maior teor alcoólico. Uma cerveja extremamente gelada não te permite perceber suas nuances, tanto no paladar quanto no olfato através de seu aroma.

Não deixar o colarinho

A espuma é imprescindível para manter a temperatura da cerveja. Além disso, ela tem outras funções na cerveja como reter os sabores e aromas da cerveja. Clique aqui, pois contei tudo sobre a importância da espuma na cerveja.

Congelar a cerveja

Isso é realmente o pior dos erros que algum cervejeiro poderia fazer. Congelar uma cerveja ou deixá-la extremamente gelada pode mudar totalmente a textura, o sabor e o aroma da bebida.

Beber pela garrafa

Beber cerveja direto na garrafa ou lata? Quase um ato de rebeldia contra o sabor!

Quando bebemos a cerveja direto da garrafa, nossa boca entra em contato com vestígios de metal deixados pela tampa e isso interfere diretamente no sabor da cerveja.

Ao beber direto da garrafa ou da lata, muitas qualidades da bebida deixam de ser apreciadas, por isso, é melhor servi-la no copo. Além disso, faz com que a cerveja não perca seus gases, o que pode causar inchaço abdominal. Aqui, falei mais sobre isso!

Esquecer de se hidratar

Esse crime é contra você mesmo. O maior motivo da ressaca de todo mundo que exagera na bebida é se esquecer da hidratação. O ideal é conciliar um copo d’água e um copo de cerveja.

Além de diminuir as chances de ficar bêbado rápido, isso impedirá que você acorde de ressaca. Aqui, eu dei dica para curar a ressaca.

O que é a sigla SRM no rótulo da cerveja e como entendê-lo?

Dando continuidade à nossa série sobre como ler o rótulo de uma cerveja, hoje vamos falar sobre duas outras siglas importante que, apesar de serem diferentes, significam a mesma coisa: estou falando do SRM e EBC.

Quem gosta de cerveja artesanal já deve ter se deparado com essas letras, mas nem sempre entende o que elas representam. Então vamos lá:

O que significam SRM e EBC?

  • SRM (Standard Reference Method) é o método americano para medir a cor da cerveja.
  • EBC (European Brewery Convention) é o método europeu para a mesma finalidade. Mas, aqui, pode ser aplicada à cor da cerveja ou apenas à cor do malte.

Ou seja: tanto SRM quanto EBC são escalas que indicam a intensidade da cor da cerveja, indo de tonalidades claras, como dourado e amarelo-palha, até as mais escuras, como marrom e preto.

Qual a importância de saber isso?

A cor de uma cerveja não serve apenas para impressionar no copo. Ela pode dar pistas sobre:

  • O tipo de malte usado: maltes claros resultam em cores mais leves; maltes torrados trazem cores escuras.
  • Possíveis aromas e sabores: cervejas claras tendem a ser mais leves e refrescantes (mas, não é regra); as escuras podem trazer notas de café, chocolate, caramelo e tosta.
  • O estilo da cerveja: alguns estilos são identificados também pela cor, como uma Pilsen dourada ou uma Stout preta intensa.

O que determina a cor?

A cor da cerveja está diretamente ligada aos ingredientes usados durante a produção, principalmente o malte.

Quanto mais torrado o malte é, mais escuro ele se torna e mais pigmentos transmite para o líquido, resultando em cores mais escuras.

Por exemplo, a cor de uma Stout é marrom escura pra preta, para chegar nessa cor são usados maltes mais torrados. Já a Pilsen, é mais clara, tem que ser feita com malte sem torrefação.

Existem outros fatores que alteram a coloração da cerveja como frutas e até mesmo corantes naturais (que são permitidos no Brasil para corrigir ou intensificar as cores de uma cerveja), como é o caso da Caracu, que é escura devido à adição de caramelo e xarope de açúcar. Eu falei sobre isso nesse post sobre Diferença entre Malzbier e Cerveja Especial Escura

Como funciona a escala?

  • SRM: varia de 1 (muito clara) e vai acima de 40 (muito escura).
  • EBC: é semelhante, mas os números são diferentes porque a forma de cálculo muda.

Como referência, 1 SRM equivale a aproximadamente 1,97 EBC.

Ou seja, quanto menor for o número indicado em SRM ou EBC, mais clara é a cerveja e quanto maior o número, mais escuro será o líquido.

Exemplos práticos:

Estilo de cervejaSRM aproximadoEBC aproximadoCor típica
American Lager2 – 44 – 8Amarelo-palha
Amber Ale10 – 1720 – 34Âmbar
Stout30+60+Marrom escuro/preto

Por que isso muda a experiência?

Saber interpretar SRM/EBC ajuda a criar expectativas mais realistas sobre a cerveja. Antes mesmo de abrir a garrafa, você já sabe se vai encontrar uma cerveja clara, âmbar ou escura.
E atenção: a cor não determina tudo! Nem sempre as claras são leves e nem sempre as escuras são fortes. A Belgian Tripel, por exemplo, é clara e potente, enquanto uma Dry Stout é escura e leve.

Ou seja: entender SRM/EBC junto com ABV e IBU torna a leitura do rótulo muito mais completa. O simples ato de entender essas informações no rótulo deixa a experiência cervejeira muito mais completa, desde a escolha da garrafa até o primeiro gole. Assim, a chance de você acertar na escolha é maior.

Da próxima vez que se deparar com SRM ou EBC no rótulo, lembre-se: não é só um número. É um guia para você entender a cor, os aromas e até os sabores que a cerveja pode oferecer!

Lembrando que essa indicação não é obrigatória no rótulo, por isso, nem todas as cervejas informam o SRM ou EBC.

Por aqui, a gente termina nossa série de “Você sabe ler o rótulo da cerveja?”! Espero ter ajudado a transformar sua escolha cervejeira. Caso tenha perdido os textos anteriores, vou deixar o link aqui embaixo. Até breve!

Clique aqui e saiba mais sobre ABV

Clique aqui e saiba ais sobre IBU

Cervejas Low Carb: dá pra beber cerveja sem sair da dieta?

Apesar de sabermos que a cerveja tem muitos ingredientes que fazem bem para saúde, também sabemos que a maioria das cervejas possuem um índice considerável de calorias que, dependendo da quantidade ingerida, pode ser, sim, uma vilã para quem deseja manter uma dieta saudável. Porém, respondendo à pergunta do título, sim, dá para beber cerveja sem sair da dieta.

E é aqui que entram as cervejas low carb ou light. Cada vez mais populares, elas surgem como uma alternativa para quem curte cerveja, mas quer reduzir o consumo de carboidratos, seja por questões de saúde, dieta ou estilo de vida. E, com o aumento da procura por cervejas de baixa caloria, as cervejarias têm investido nesse nicho e colocado no mercado várias opções com carboidrato reduzido.

O que são cervejas low carb?

São cervejas com baixo teor de carboidratos. Enquanto uma cerveja comum pode ter de 10g a 15g de carboidratos por lata (350 ml), as low carb contém entre 2 e 6 gramas de carboidratos. Isso significa menos açúcares residuais e, consequentemente, menos calorias.

Essas não devem ser confundidas com cerveja light ou cerveja sem glúten.

A cerveja light é uma opção com menos calorias do que a cerveja comum. Essa redução pode acontecer por causa de uma menor quantidade de carboidratos, de álcool ou de ambos. Diferente da low carb, o foco aqui não é necessariamente cortar carboidratos, e sim oferecer uma bebida mais leve e menos calórica, ela pode ter a quantidade de carboidrato de uma cerveja comum, porem, ser reduzida no álcool, o que a torna de baixa caloria, ou seja, light.

A cerveja sem glúten é produzida para pessoas com intolerância ou sensibilidade ao glúten, utilizando ingredientes naturalmente livres dessa proteína (como milho, arroz ou sorgo) ou passando por um processo enzimático que remove o glúten do malte tradicional. O fato de não conter glúten, que é a proteína dos grãos, não faz a bebida ser light ou low carb. Algumas sem glúten podem ser ou podem não ser low carb ou ser de baixa caloria. Leia sempre o rótulo antes.

Como são feitas as cervejas low carb?

A mágica acontece durante a fermentação. Nas low carb, a receita e o processo são ajustados para que as leveduras consumam a maior parte possível dos açúcares do malte — deixando quase nada de carboidrato no produto final.

Isso pode envolver o uso de enzimas especiais, temperaturas específicas e, muitas vezes, uma fermentação mais longa. O resultado é uma cerveja mais seca e leve.

De onde vem a caloria da cerveja?

As calorias da cerveja vêm de duas fontes principais:

1-  O álcool da própria cerveja. O álcool tem um teor muito alto de calorias, então cervejas com um alto percentual de álcool certamente terão mais calorias do que cerveja com baixo teor de álcool.

2 – Os carboidratos. A caloria da cerveja também está nos amidos residuais que consistem principalmente de cadeias de açúcar mais longas que não se quebraram totalmente e não são fermentáveis. Ou seja, aqueles açúcares que as leveduras não consomem, ficam na cerveja e são consumidos por nós. Aumentando sua caloria.

Pra quem elas são recomendadas?

  • Para quem está fazendo dietas com restrição de carboidratos, como a low carb ou a cetogênica.
  • Para quem busca reduzir calorias sem abrir mão da cerveja.
  • Para quem quer uma bebida mais leve para o dia a dia ou para o pós-treino.

Mas atenção: mesmo com menos carboidrato, a cerveja low carb ainda contém álcool, e isso também tem calorias. Ou seja, moderação continua sendo a chave.

O sabor muda?

Sim, um pouco. Por serem mais secas e menos encorpadas, as cervejas low carb tendem a ter um perfil mais leve, com menos dulçor residual. Mas isso não significa falta de sabor. Já existem versões bem equilibradas e até com lúpulo em destaque, como algumas Session IPA low carb.

Curiosidades

  • A Michelob Ultra, nos EUA, foi uma das pioneiras nesse estilo e ajudou a popularizar o conceito;
  • Algumas cervejarias artesanais brasileiras já produzem rótulos low carb, focando em públicos esportistas e saudáveis;
  • “Low carb” não é um estilo cervejeiro oficial, como uma Pilsen ou uma Stout — é mais uma categoria comercial que envolve diferentes estilos adaptados;
  • Entre 2022 e 2024, o segmento de cervejas de baixa caloria (que inclui low carb, sem álcool e com baixo teor alcoólico) cresceu 95%, enquanto as cervejas regulares tiveram aumento de apenas 2,8% (Fonte: clubedaembalagem.com.br);
  • Estima-se que o volume de consumo de rótulos low carb e zero no Brasil alcançou 550 milhões de litros, com aumento de 292% desde 2019.

Dicas de cervejas Low Carb?

Quer dicas de cerveja com baixo carboidrato ou baixa caloria? Clique aqui para ser direcionado para o destaque que criei no meu Instagram com as cervejas low carb, light e sem glúten que tomei. Clique no post da cerveja que interessou para ler o review sobre ela.

Atenção! Moderação é a palavra-chave. De nada adianta tomar cerveja low carb, se você tomar em muita quantidade ou se os acompanhamentos forem comidas calóricas, frituras, fast food ou guloseimas cheias de açúcar.

E também, não adianta trocar a cerveja por outro tipo de bebida alcoólica. Como falei lá em cima, grande parte da caloria está no álcool. A maioria das bebidas contém maior teor alcoólico que a cerveja. Veja a tabela abaixo:

Foto Divulgação: Cris Perroni

Cervejas para o inverno: estilos que aquecem o paladar

Quando as temperaturas caem, muita gente troca a cerveja por um vinho ou destilado. Mas a verdade é que o universo cervejeiro tem opções perfeitas para o inverno. Estilos mais encorpados, com teor alcoólico mais elevado e sabores intensos são ideais para aquecer os dias frios.

Se você está começando a explorar esse mundo ou quer sair do lugar-comum, aqui vão dicas certeiras de estilos para aproveitar no inverno. Além de esquentar, harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas!

Stout: A Stout é uma das estrelas do inverno. O malte torrado dá notas que lembram café e chocolate, ideais para o frio. Algumas versões, como a Oatmeal Stout têm uma textura mais cremosa e final levemente adocicado, que reforçam o conforto.

Dica mineira: Obsidiana da Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30

Dica mineira 2: Cookie da Vovó uma Imperial Stout da Hankzbier. Feita com 8 maltes especiais, corpo robusto e textura sedosa. Notas de leite maltado, doce de leite, churros, biscoito e cookie. Adição de biscoitos, lascas de avelã e extrato de avelã. ABV: 10,5% | IBU: 50

Porter:  Parecida com a Stout, mas com um perfil menos torrado e mais equilibrado. É uma excelente porta de entrada para quem quer começar a beber cervejas escuras e encorpadas sem ir direto para sabores tão intensos.

Dica mineira: Jack Porter, uma Brown Porter da Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%

Belgian Dubbel: As cervejas belgas são ótimas para o inverno por seu perfil frutado e alcoólico. A Dubbel é um exemplo clássico: complexa, levemente adocicada e com uma sensação de aquecimento muito agradável.

Dica mineira: Nicolau, Cervejaria Ziel. Com 7,6% de ABV e 16 IBU, a Ziel Nicolau equilibra dulçor e amargor na medida certa, proporcionando uma experiência sensorial única. Suas notas marcantes de frutas secas escuras e especiarias, como anis estrelado, canela e cravo, resultam em uma cerveja rica, envolvente e cheia de personalidade.

Bock / Doppelbock: Originárias da Alemanha, essas cervejas são ricas em malte, com corpo aveludado e dulçor elegante. A Doppelbock, mais alcoólica, é praticamente um abraço líquido.

Dica mineira: German Bock da Cervejaria Caraça. Uma lager mais maltada, contando com a presença de 4 diferentes tipos de maltes especiais que revelam toda a plenitude do sabor dos grãos. Uma cerveja elaborada com muito capricho e atenção aos detalhes, sendo o malte o centro de tudo. ABV : 6.5% | IBU : 20

Barleywine: Essa é para os corajosos! Barleywine é uma cerveja potente, intensa e licorosa. Ideal para ser degustada com calma, quase como um conhaque. Combina perfeitamente com sobremesas ou para fechar a noite.

Dica mineira: Pretensão, Krug Bier. Envelhecida em carvalho francês, rica em sabores e com notas intensas harmonizadas pelo amargor dos lúpulos ingleses. ABV:  11,0% | IBU: 40

Black IPA: Combina o amargor característico do lúpulo com a riqueza dos maltes torrados. Uma explosão de sabores. E seu alto teor alcoólico ajuda a aquecer.

Dica mineira: Blackbird da Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75

Dica extra: Sirva um pouco menos gelada

Cervejas de inverno revelam melhor seus aromas e sabores em temperaturas mais elevadas. O ideal é servir entre 8°C e 12°C, dependendo do estilo.

Cerveja e inverno combinam sim, e muito! A dica é explorar estilos mais intensos, maltados e alcoólicos, que oferecem uma experiência sensorial rica e aconchegante. Se você ainda associa cerveja só ao verão, talvez esteja na hora de mudar essa percepção com um brinde mais encorpado.

4 passos para servir sua cerveja!

Para apreciar o sabor e o aroma da cerveja são necessários alguns cuidados importantes na hora de servir a cerveja. Não é uma regra, mas, pode ter certeza que ao seguir essas dicas, sua experiência na hora de degustar a cerveja será muito melhor.

Então vamos lá!

1º passo:  A temperatura

A primeira coisa que devemos pensar, antes mesmo de servir a cerveja é na temperatura dela. Cada estilo tem uma temperatura ideal. De modo geral, cervejas claras, leves e de perfil sensorial menos complexo podem ser servidas entre 0° C e 4° C. A temperatura aumenta à medida que os estilos se tornam mais intensos. Cervejas frutadas, à base de trigo e lambics saem muito bem quando servidas entre 5 °C e 7 °C. As cervejas de teor alcoólico moderado, que são estilos mais encorpados e complexos, pedem serviço de 7 °C a 10 °C de temperatura, no caso da IPA, Bock, Vienna, Porter, Stouts. Já as cervejas com teor alcoólico elevado e muito complexas, como trapistas, Barley Wine e Imperial Stouts, pedem temperaturas entre 10 °C e 15°C são indicadas para cervejas ‘de guarda’.

Nesse post eu dei mais detalhes sobre a temperatura da cerveja, clique aqui e veja!

2º passo:  O copo

Escolher o copo adequado para cada estilo de cerveja é fundamental na hora de degustar uma cerveja, pois, eles foram desenhados tendo em conta as características específicas do estilo e da cerveja em particular. Assim, os aromas, os sabores e a espuma são potencializados e até a temperatura ideal é atingida e/ou mantida por mais tempo se o copo correto for escolhido.

Se não tiver o copo de cada estilo, use a tulipa que é a mais indicada para degustação. 

Lembrando que o copo deve estar perfeitamente limpo, sem poeiras, resíduos ou marcas. O detergente para lavá-lo deve ser neutro e sem óleos. Quando há um excesso de bolhas retiras nas paredes do copo, significa que o copo não está bem lavado.

Aqui, eu falo mais sobre a importância do copo.

Sobre a limpeza do copo

3º passo: O serviço

Para servir, incline o copo a 45° aproximadamente e derrame a cerveja devagar, quando estiver na metade do copo, coloque-o totalmente em pé e termine de servir a cerveja afastando a garrafa ou a lata da boca do copo para que forme a espuma. O ideal é que a espuma tenha dois dedos.

Nesse post, eu contei sobre a importância da espuma para a cerveja.

4º:  Aprecie a cerveja!

Admire a cor da cerveja, observe se ela está límpida ou opaca, veja a espuma se manteve no copo, cheire e sinta os aromas, brinde e tome a cerveja! Aprecie, desfrute e descubra tudo o que uma cerveja tem para lhe oferecer!

Brasil é um dos países que mais consomem cerveja no mundo

Os países com maior consumo de cerveja do mundo foram mapeados pelo tradicional relatório da japonesa Kirin Holding Company.

Foto: Mario Hoesel/Adobe Stock

Em relação ao consumo global de cerveja, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking, com 149 milhões de hectolitros consumidos, volume que representa 7,8% de todo o mundo. Também houve aumento de 3,6% em relação a 2021.

Pelo 20º ano consecutivo a China foi o país que mais consumiu cerveja do mundo, bebendo pouco mais de 420 milhões de hectolitros em 2022, o que representa cerca de 22% da cerveja consumida mundialmente. Isso é mais que o dobro do consumo dos Estados Unidos que se mantém em segundo lugar consumindo 203 milhões de hectolitros.

Mas, quando a gente vê que o Brasil é o 3º país que mais bebe cerveja no mundo, até achamos que bebemos muito! Porém, não podemos esquecer que somos o 7º país mais populoso do mundo.

A lista dos dez países com as maiores populações do mundo, segundo estimativa da ONU em 2023: Índia: 1,428 bilhão; China: 1,425 bilhão; Estados Unidos: 334,6 milhões; Indonésia: 281,6 milhões; Paquistão: 232,9 milhões; Nigéria: 220,5 milhões; Brasil: 216,4 milhões; Bangladesh: 169,3 milhões; Rússia: 146,1 milhões; México: 132,7 milhões.

Por isso, é importante levar em consideração outros números como a quantidade de cerveja consumida por pessoas.

    Maiores consumidores de cerveja por país em 2022
    ClassificaçãoPaís
    1China
    2Estados Unidos da América
    3Brasil
    4México
    5Rússia
    6Alemanha
    7Vietnã
    8Reino Unido
    9Espanha
    10Japão

    Já quando o assunto é o consumo por pessoa, o Brasil cai drasticamente no ranking. Em relação ao volume per capita, o Brasil fica em 25º lugar, com consumo de 69,3 litros por habitante por ano, de acordo com o Relatório Global de Consumo de Cerveja, da Kirin Holdings.

    Voltando para o relatório, segundo a sua última edição, com dados de 2022, houve aumento anual de 3,1% no volume de bebida consumida por habitante no país em comparação com 2021.

    Agora sim, eu vou falar dos bebedores de verdade!

    Pelo 30º ano consecutivo, a República Checa liderou o consumo per capita de cerveja, com 188,5 litros por ano por habitante. A Áustria ficou em segundo lugar, com um consumo 101,2 litros por pessoa. A Polônia alcançou a terceira posição, com 99,6 litros.

    Os Estados Unidos ficaram em 31º neste ranking de cerveja por pessoa e a China não aparece nem na lista dos 35.

    Esse relatório foi divulgado no final de 2023 com dados de 2022. A Kirin atua nas indústrias de alimentos, bebidas, farmacêutica e de saúde e baseia seu relatório em questionários anuais enviados a diversas associações cervejeiras em todo o mundo, bem como em relatórios recentes da indústria cervejeira.

    Clique aqui para ver as tabelas completas com cada ranking.

    Fonte: Estadão e Catalisi

    Cerveja com milho. Eu bebo!

    Depois que as cervejas artesanais passaram a ser mais presentes na vida dos cervejeiros e passou a falar de cerveja Puro Malte por aqui, surgiram alguns mitos em torno do pobre coitado milho. Quem nunca ouviu as frases “Eu só tomo cerveja Puro Malte!” ou “Eu não tomo cerveja de milho!”.

    Sobre cerveja Puro Malte eu já falei aqui.

    Vamos falar do milho

    Quando a cervejaria opta por colocar milho na cerveja, pode ter diferentes objetivos como:

    Tornar a cerveja mais barata (o mais polêmico deles) . O valor por quilo do floco de milho é inferior ao valor do malte Pilsen. Portanto, para fazer uma cerveja mais barata, o cervejeiro opta por colocar tantos por cento de milho no lugar do malte, alguns optam por arroz. Ambos são cerais não maltado e baratos. Lembrando que, de acordo com as nossas leis, as cervejarias podem usar até 45% de adjuntos para substituir o malte.

    E é neste caso que entram as cervejas comuns, que utilizam o limite da lei com o objetivo principal de deixar a cerveja mais barata e ter um lucro maior. Devido à essa grande quantidade de milho a cerveja acaba ficando sem sabor, sem aroma e com sua qualidade questionável. E é por causa dessas cervejas que muitos generalizam e falam que não tomam cerveja de milho, esquecendo que ele pode estar presente em outros estilos e com outros objetivos.

     – Ajudar a clarear a cerveja. O milho ajuda a deixar a cerveja mais cristalina.

    Deixar a cerveja mais leve e com menor teor alcoólico. São cervejas ideias para tomar em maior quantidade sem empapuçar.

    De onde vem a ideia de colocar milho na cerveja?

    Em 1933, após a lei seca dos Estados Unidos ser revogada, o governo passou a autorizar o consumo de bebidas alcoólicas, porém com limitação de teor alcoólico, liberando cervejas e vinhos com até 3,2% ABV. As cervejarias que sobreviveram à lei seca resolveram criar o que ficou conhecido como American Light Lager, um estilo de corpo leve, refrescante, bem carbonatada e de baixo teor alcoólico. O baixo valor do arroz e do milho tornaram possível que as cervejas ficassem com essas características e ainda pudessem ser comercializadas com valores acessíveis e mantendo um bom lucro.

    Lembrando que as cervejas comuns comercializadas aqui no Brasil são essas, as American Light Lager, que as cervejarias chamam de Pilsen. Aqui, eu falei mais sobre isso Pilsen x Lager

    A utilização do milho, que é questionável no Brasil, é o uso do milho transgênico. Não se sabe os efeitos dos produtos transgênicos para nossa saúde. Como não existe um estudo sobre isso, pode ser que paguemos caro por ingeri-los em larga escala como vem acontecendo.

    Estilos que levam milho na cerveja

    Alguns estilos de cervejas permitem o uso do milho em sua composição para que fiquem com determinadas características. São esses:

    American Light Lager, American Lager, Cream Ale, International Pale Lager, International Dark Lager, Ordinary Bitter, Best Bitter, Strong Bitter, British Golden Ale, Historical Beer – Gose

    Esses estilos levam milho na receita e não deixam de ser saborosas por isso.

    Conclusão

    Com isso, pode-se concluir que colocar milho na cerveja não significa que ela vai ser ruim. O milho na cerveja pode ser benéfico. O que vai definir a qualidade da cerveja vai ser a qualidade do cereal e como ele é inserido na receita.

    Cinco diferentes cervejas que levam milho e são ótimas:

    Leffe Blonde – Leffe – Estilo Belgian Blonde Ale (Bélgica)
    Ingredientes: Água, malte de cevada, milho, cevada, açúcar e lúpulo.

    1906 Reserva Especial –  Estrella Galicia –  Estilo Helles Bock (Espanha)
    Ingredientes: Água, malte de cevada, milho e lúpulo.

    HopCorn – Wäls – Estilo American IPA (Brasil)
    Ingredientes: Água, malte de cevada, milho, lúpulo e levedura.

    Tripel Hop Citra – Duvel – Estilo Belgian IPA (Bélgica)
    Ingredientes: Água, malte de cevada, milho, lúpulo e levedura

    Turquesa –  Devaneio do Velhaco – Estilo Mexican Lager
    Água, maltes, milho em flocos, lúpulo e levedura.

    Fontes:  Farofa Magazine Clube do Malte Pão e Cerveja

    Cenosilicafobia: A fobia do copo vazio

    Você sabia que existe a fobia do copo vazio? Eu não sabia.

    copo-de-cerveja-vazio-png

    Nessas minhas pesquisas diárias, acabei descobrindo que existe um palavrão no meio cervejeiro que nem todos estão familiarizados.

    A Cenosilicafobia é uma fobia caracterizada pelo medo irracional de ver copos vazios, principalmente um copo de cerveja ou outra bebida alcoólica.

    Essa fobia pode ser percebida nos bares ou eventos sociais, com bebida alcoólica, em que a pessoa enche seu copo constantemente. Não ficando em nenhum momento com ele vazio.

    A palavra Cenosilicafobia vem do grego “Kenos”, que significa vazio.

    Essa mania, que pode virar uma fobia, pode ser muito perigosa para a saúde e a integridade física da pessoa que a tem.

    É uma fobia comumente associada a pessoas dependentes de álcool. Por isso, seu diagnóstico é importante para que se possa tratar devidamente, quando relacionada com o alcoolismo.

    Então, fique atento! Se você observar que você tem essa mania de não deixar o copo vazio, ou algum amigo ou familiar se porta dessa maneira nos encontros com bebida alcoólica, ligue o alerta!

    Procurar ajuda não é vergonha nenhuma, viu!? Até mesmo uma conversa com um amigo pode já ser um começo para evitar um agravamento dessa fobia.

    E, se ficar incontrolável, procure se tratar com um especialista para que não haja consequências piores. É possível mudar o rumo do problema e retornar a uma vida saudável, especialmente com aqueles que você ama. O tratamento da dependência é considerado multiprofissional, ou seja, passa por vários especialistas. Alguns deles são os médicos, nutricionistas, psicólogos e enfermeiros. É necessário avaliar, caso a caso, quais são as intervenções necessárias para cada quadro e quais profissionais devem ser envolvidos. Procure ajuda sempre que achar necessário!

    A gente sabe que, às vezes, a gente está mais animado e acaba perdendo o controle na bebida. Mas, lembre-se: Isso não pode virar rotina, mas sim, exceção!

    Boa sorte! Beba com consciência!

    Chegou até aqui? Leia também!

    Dia do Santo Padroeiro dos Cervejeiros: St. Arnulfo de Metz

    Você sabia que os cervejeiros têm um padroeiro?

    Sim! Nós temos um Santo para o qual nós podemos rezar e pedir para que nunca acabe o líquido sagrado!

    E, hoje, 18 de julho, é o dia dele: Dia de Santo Arnulfo de Metz! Dia em que a Igreja celebra a memória litúrgica do bispo e monge Santo Arnulfo, padroeiro dos cervejeiros.

    Nascido em Metz, na antiga província romana da Gália – atual França, no ano 582, Arnulfo pertencia a uma importante família nobre e cristã.

    Apesar de ser casado e possuir família, Arnulfo foi consagrado bispo de Metz, sua cidade natal. Na época a Igreja não tinha ainda um parecer uniforme sobre a questão do celibato, então não era incomum que pais de família pudessem exercer funções eclesiásticas, como o bispado.

    Um dos motivos pelo qual Santo Arnulfo é considerado o padroeiro dos cervejeiros, foi que, durante uma peste que atingiu a região de Metz, contaminando a água e adoecendo as pessoas que a consumiam, o bispo orientou os fiéis a não mais consumirem as águas contaminadas. Ao invés disso, poderiam substitui-la por cerveja, enquanto a doença perdurasse, pois no processo de fabricação da cerveja, o aferventamento e fermentação eliminavam os germes transmissores da enfermidade.

    Numa passagem pelas cidades de Oostende e Bruges, na Bélgica, também atingidas pela peste, o santo mergulhou um crucifixo em um tonel de cerveja, assegurando às pessoas que naquele momento a bebida era mais segura para o consumo do que a água.

    Depois de algum tempo, Arnulfo abandonou o bispado e o cargo na corte para ingressar em um mosteiro fundado por seu amigo Romarico, que também havia vivido na corte real e deixado essa vida para trás. De maneira serena, Arnulfo viveu o restante de seus dias, dedicando-se à caridade, penitência e oração.

    Ele faleceu no dia 18 de julho de 641, no mosteiro perto de Remiremont, na França, onde foi enterrado. Assim que a notícia de sua morte chegou à cidade de Metz, a população reclamou o corpo de Arnolfo, depositando-o na basílica que adotou para sempre o nome do santo.

    A multiplicação da cerveja

    No traslado de seu corpo, vários fiéis que ajudavam a carregá-lo sentiram-se cansados e pararam em uma taverna na cidade de Champignuelles para comprar cerveja. Descobriram que havia apenas uma garrafa para ser compartilhada entre todos. Enquanto desencasavam e saciavam a sede dividindo a bebida, milagrosamente, a quantidade de cerveja não diminuía. O milagre foi atribuído a Santo Arnulfo e essa, também, é a razão pela qual a Igreja o considera o Santo Padroeiro dos cervejeiros. 

    Mais padroeiros dos cervejeiros 

    Mas, nós, cervejeiros, também contamos com mais santos.

    Santo Arnaldo de Soissons: Normalmente, confundido com Santo Arnulfo de Metz. Esse santo nascido na Bélgica fez muito pela população local ensinando a fazer cerveja e a bebê-la ao invés de água, já que que era mais saudável que a água da época. Um dos milagres atribuídos a ele: certa vez o telhado da cervejaria de uma abadia desmoronou, e Arnoldo rezou a Deus para que Ele multiplicasse o suprimento de cerveja para o consumo dos monges.

    O santo é padroeiro dos colhedores de lúpulo e cervejeiros e é representado, portando, por uma espátula de brasagem. Seu dia é comemorado em 14 de agosto.

    Santa Hildegarda de Bingen: Essa santa, considerada uma doutora da igreja, foi monja beneditina, mística, teóloga, compositora, pregadora, naturalista, médica informal, poetisa, dramaturga e escritora alemã. Apesar de ser considerada a patrona dos músicos, a santa com seus estudos em herbologia descobriu as propriedades conservantes e anti-inflamatórias do lúpulo e recomendou seu uso para conservar por mais tempo a cerveja.

    Seu dia é comemorado 17 de setembro.

    São Venceslau: Venceslau foi Duque da Boêmia e posteriormente à sua morte santificado e declarado rei. A região da Boêmia é notória produtora de lúpulo, e como os lúpulos de lá eram muito valorizados, Venceslau imputou a pena de morte a quem exportasse suas mudas, agradando aos cervejeiros e produtores de lúpulo. É o Santo Padroeiro da Boêmia e protetor dos cervejeiros. 

    Data comemorativa: 28 de Setembro.

    Agora, você já sabe a quem pedir para que nunca falte cerveja na sua geladeira. Mas, para que não precise faltar, nunca se esqueça de consumir o líquido sagrado com moderação!

    Fontes: franciscanos.org.br e palato.com.br

    Onde Beber Artesanal: Cervejaria Relíquia em Diamantina

    A dica do OBA desta semana vai estacionar em um local imperdível para os cervejeiros de plantão que estão passando por Diamantina: A Cervejaria Relíquia.

    O local

    A casa tem um espaço interno muito aconchegante, com a luz mais baixa, mesas e cadeiras confortáveis além de diversas relíquias que fazem parte da decoração da casa.

    Ainda na parte interna, fica à vista uma nano cervejaria, local para que o proprietário e mestre cervejeiro da Relíquia, Leo Nascimento, possa fazer seus experimentos. Depois de criadas as receitas, as cervejas são produzidas em uma fábrica.

    Já para quem prefere tomar um ar, a parte externa da casa é ampla e conta com mesas e cadeiras para tomar umas de boa.

    Em determinados dias a casa conta com música ao vivo para deixar o ambiente ainda mais gostoso. Além disso, são promovidos alguns eventos como o Arraial B.B.Q, o Experiência Rota Artesanal e workshops sobre o universo cervejeiro.

    Para beber

    Para beber a casa conta com 16 biqueiras disponíveis. Nelas, estão disponíveis chopes, Gin Tônica, Aperol Spritz, chá mate e drinks !

    Cincos dos chopes são de receitas próprias, como já disse, pensadas e produzidas pelo Leo, que tem uma mão certeira e só faz cerveja boa. Hoje, estão disponíveis a Pirita (Pilsen), Moscata (American Wheat feita com uva moscatel), Legado (English Pale Ale), Pitanguipa (IPA com adição de Pitanga, pode ser que a fruta mude em determinada época), Tijuco (Stout com adição de côco e amora), a minha preferida, é claro.

    Os valores são fixos e justos. Tem o copo pequeno de R$7,90 e o grande de R$14,90. Se preferir, pode encher um growler para levar para a casa. Pilsen R$22 e demais R$26.

    Mas, se tiver acompanhado de alguém que não gosta de cerveja, não se preocupe, a casa conta com diversos vinhos locais e de fora, espumantes, drinks e destilados.

    Para comer

    E as comidas são as mais variadas, com preços justos, com uma quantidade suficiente para você querer experimentar várias.

    Tem de tudo! Entradinhas como Torresmo ou Batata chips (R$12,90), saladas, frituras como Bolinho de Queijo Minas com ketchup de goiabada (12 unidades – R$34,90), comidas de estufa como Língua, Dobradinha, Moela Tempurá, Lambari frito (R$34,90), comidas da cozinha como Salsichão com mostardas (R$19,90) e Ancho na tábua (49,90), charcutaria e tira-gostos como amendoim e castanhas. Além de tudo isso, a casa conta com pratos individuais, sanduiches e doces. Tudo de qualidade e preparado com muito cuidado.

    Um diferencial da casa é o sino inspirado nos pubs ingleses. Faltando 20 e 10 minutos para encerrar as atividades da casa, o sino é tocado. Ou seja, fique atento! Ouviu o sino, já pede a saideira..rs, eu sou dessas!

    Eu adoro a casa! Sempre que vou em Diamantina, já virou um dos meus pontos de visitas obrigatórios. É uma ótima experiência cervejeira e gastronômica difícil de encontrar pelo nosso interior mineiro. Pena que o sino tem que bater.

    Cervejaria Relíquia
    Rua do Tijuco, 75, Centro
    Diamantina – MG
    Instagram: @cervejaria_reliquia