Pelo Interior com Cerveja: Doca Craft Beer com Parque José Afonso Junqueira (Poços de Caldas)

Com muito verde, tranquilidade e cerveja de qualidade, o “Pelo Interior com Cerveja” desta semana estaciona no Parque José Afonso Junqueira e, de quebra, vamos sentar para tomar algumas cervejas artesanais locais de Poços de Caldas.

Desta vez, eu vou inverter a ordem das dicas, já que nada melhor que passear em um parque, sentir o sossego e, depois, sentar em um bar nas proximidades para tomar umas e relaxar de vez.

A dica de ponto turístico de Poços de Caldas dessa vez não tem como passar despercebido pois é enorme e fica bem no centro da cidade: o Parque José Afonso Junqueira . Bem próximo ao parque, fica a Praça Pedro Sanches. Como eles quase se confundem como um mesmo local e se destacam, falarei sobre os dois.

Parque José Afonso Junqueira

Um espaço arborizado que convida os visitantes para uma caminhada ou para momentos de descanso e lazer. Tem um ambiente supertranquilo e gostoso, até pássaros você ouve por lá. O parque tem um estilo europeu e é famoso por seus jardins bem planejados e por agregar o Palace Casino, a Fonte Luminosa, o pergolado, o teleférico e o Café Concerto.

O Palace Casino, hoje transformado em centro cultural e espaço para eventos, já recebeu figuras ilustres ao longo de sua história. Sua arquitetura elegante e o charme dos vitrais e lustres fazem dele um local digno de visitação. Ele faz parte do mesmo conjunto paisagístico e arquitetônico onde estão o Palace Hotel e Thermas Antônio Carlos, falei sobre o Thermas aqui.

Outro destaque da praça é a Fonte Luminosa, que à noite ganha uma iluminação especial, tornando o cenário ainda mais encantador. Porém, só passei por lá de dia.

Ao redor do complexo, é possível visitar outras praças, como o calendário floral, o relógio floral (do outro lado da praça) e a praça da Fepasa, onde existe um enorme tabuleiro de xadrez.

Praça Pedro Sanches

Atravessando pelo Palace Casino, você chega na Praça Pedro Sanches. Inaugurada na década de 30, junto com o Palace Casino, o Palace Hotel, e Parque José Afonso Junqueira, é o coração da cidade, um ponto de encontro para moradores e turistas. O local é famoso por seu coreto, onde acontecem apresentações musicais e o Monumento ao Brasil, um dos símbolos da cidade. Além disso, conta com jardins bem cuidados, bancos sombreados por árvores centenárias e um ambiente perfeito para relaxar e ver o tempo passar mesmo.

A Praça Pedro Sanches também abriga diversas feirinhas de artesanato e produtos locais, aos sábados, domingos e feriados, sendo uma ótima oportunidade para adquirir lembranças e experimentar as delícias mineiras.

Foto: Site Prefeitura de Poços de Caldas

Ainda próximo ao parque e à praça, há diversas lojas, cafeterias, sorveterias e bares que são ótimas oportunidade para uma pausa no final de um dia de passeio.

Seja para relaxar sob a sombra das árvores, apreciar as apresentações musicais ou simplesmente caminhar por um dos cenários mais bonitos da cidade, o Parque José Afonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches e são paradas obrigatórias para quem visita Poços de Caldas.

E como eu falei, próximo à praça, ficam alguns bares e eu escolhi o Doca Craft Beer para sentar no fim da tarde, descansar de um dia de passeio e tomar uma cerveja especial local.

O lugar é simples e pequeno e as mesas na calçada e a chopeira na porta são bem convidativas. Ainda mais que, nesse dia, estava muito quente. Não pensei duas vezes. Já peguei o cardápio para escolher minha cerveja.

Por ali, você encontra seis diferentes estilos de cerveja: Lager, Black Lager, Red Ale, English IPA, American IPA e Chope de Vinho. Todos da Cervejaria Gonçalves ou da Cervejaria Bones, que são cervejarias locais. Experimentei algumas e estavam todas na temperatura ideal e bem gostosas. Os preços variam de R$10 a R$25, depende do estilo e do tamanho do copo (valores de 2023). Para quem é do drink, tem opções de destilados também.

Para forrar o estomago, eles contam com opções para diferentes fomes. Têm petiscos como polenta caseira frita, isca de tilápia, pastel frito e outros. E têm também hambúrguer e pratos com comida caseira, como parmegiana. Os valores variam entre $20 e R$30 (valores de 2023).

Eu gostei bastante do ambiente. Enquanto descansa, você ainda toma uma cerveja de qualidade vendo o movimento local que é bem intenso.

Doca Craft Beer
Praça Pedro Sanches, 185
Centro, Poços de Caldas/MG
Instagram: @doca.185

Misturar diferentes bebidas alcoólicas não faz mal!

Muitas vezes a gente já ouviu ou já falou essa frase: “Se eu misturar diferentes bebidas alcoólicas, eu fico ruim!”. 

Foto: petereleven/Shutterstock

Mas, vim aqui para desmistificar isso.

Não existe nenhuma pesquisa científica ou estudo que comprove que o fato de você misturar uma bebida fermentada, no caso da cerveja, com um destilado, faz mal, ou potencializa a ressaca do dia seguinte.

A BBC, um canal de TV do Reino Unido, fez uma revisão de pesquisas recentes e concluiu que as causas dos principais sintomas de ressaca são desidratação, mudanças nos níveis de hormônios como aldosterona e cortisol e os efeitos tóxicos do próprio álcool. Além disso, há evidências de que o sistema imune é afetado e isso poderia ser a causa da dor de cabeça, da náusea e da fatiga.

Ou seja, o problema todo não está na mistura das bebidas, mas sim em quatro fatores:

– Se está bem alimentado antes de começar a beber;
– O alto teor alcoólico ingerido; 
– A quantidade de álcool ingerida; 
– A velocidade que se bebe. 

Em geral, os destilados possuem teor alcoólico maior que os fermentados (a cerveja). A pessoa, quando mistura, costuma beber o destilado na mesma velocidade que toma a cerveja, o que faz embebedar mais rápido, pois haverá mais álcool entrando no organismo.

Ou seja, o que faz você passar mal no dia seguinte à mistureba de bebidas é o exagero.

Quando a gente está bebendo cerveja e passa para a vodca (por exemplo), a gente começa a ingerir muito mais teor alcoólico. A gente passa do 5% para o 40%. Se tomássemos apenas uma dose e parasse, tudo ficaria tranquilo no dia seguinte. O problema é que você toma mais teor alcoólico, fica mais alegre, empolgado e passa a tomar ainda mais. Ou seja, o problema não é a mistura, mas o exagero.

Outro exemplo para você entender de vez que o problema não é a mistura:

Misturar uma garrafa de cerveja e uma taça de vinho, dependendo da velocidade que ingeriu e se estava bem alimentado, não vai dar nada no dia seguinte. Você vai acordar sem ressaca.

Agora! Sem misturar. Se você tomar quatro doses de uísque em uma hora ou 10 garrafas cervejas em uma noite. Seu dia seguinte não vai ser nada bom. E olha que você não misturou as bebidas. Entendeu? Beber só destilado ou só cerveja em grande quantidade vai ter muito mais álcool ingerido do que se misturar somente uma dose de destilado com uma garrafa de cerveja.

Eu já fiz umas misturas boas de cerveja com destilado JUNTOS. Nesses dias, eu tomei a mistura e mais uma garrafa de cerveja só. Acordei sem ressaca.

Veja aqui como faz o Submarino: Stout + Jack Daniel’s
Veja aqui como faz o Highball: Pilsen + Tônica + Jack

O mesmo acontece se você misturar estilos ou marcas de cervejas. Não tem problema nenhum, desde que seja com moderação.  

Uma forma de reduzir o impacto no organismo é intercalar o álcool com água, para não deixar o organismo desidratar. Ingerir carboidratos e manter o estômago cheio também vai ajudar a manter o nível de glicose no sangue e segurar sintomas como náuseas e vômitos.

Resumindo, o que te faz mal é não saber beber com moderação, é beber sem se hidratar ou sem se alimentar! Se cuide!

Confira o teor alcoólico de algumas bebidas e saiba dosar.

  • Cerveja: 5% a 12%;
  • Vinho: 10% a 15%
  • Aguardente: 38% a 54%;
  • Rum: 35% a 54%;
  • Cachaça: 38% a 48%;
  • Vodca: 36% a 54%;
  • Whisky: 38% a 54%,
  • Gin: 40% a 50%
  • Mista ou coquetel: 0,5% e 54%.

Pelo Interior com Cerveja: Cervejaria Passopreto e Mercado Municipal (Poços de Caldas)

O “Pelo Interior com Cerveja” desta semana vai ser dois em um pois a dica de onde beber artesanal é no mesmo lugar da dica de passeio em Poços de Caldas.

A Cervejaria Passopreto é uma cervejaria artesanal que, como eles mesmo dizem, criam bebidas fora do eixo pra pessoas fora do comum! Por trás de toda essa ousadia, está o Fabrício, um apaixonado pelo que faz, que está sempre buscando novidades para o mercado de bebidas da região.

O local

O ninho do Passopreto fica onde a tradição encontra o sabor, um ponto de encontro para os amantes da cerveja e da cultura local. Eu estou falando do Mercado Municipal de Poços de Caldas (que falarei a seguir). A Cervejaria Passopreto fica localizado no piso superior do Mercado. o espaço conta com banquetas onde você se sente bem à vontade e ainda pode ver o movimento do mercado lá embaixo.

Para beber

Por lá, são 10 torneiras jorrando bebidas artesanais, de qualidade e bem variadas nos sabores e nos aromas. As cervejas são muito boas e criativas. Têm as mais leves como a Pilsen com limão e a Hop Lager; as mais frutadas como IPA com mexerica e Witbier com frutas amarelas; as mais amargas, como a IPA e a Double IPA; e as escuras como a Black Lager e a Stout com whisky.

Eu pude experimentar algumas e adorei todas e um destaque para a Stout com Whisky, maravilhosa!

No diversificado cardápio, além de cervejas, você encontra chope de vinho, feitos com vinhos locais, bebidas da linha Be Hype, que são bebidas mistas, de baixa caloria, sem glúten e com adição de frutas, e a linha EvoLive, que são Kombuchas, probióticos, sem álcool, da própria cervejaria. Excelentes para a saúde!

Bebidas para vários bicos, para todos os momentos, agradando a todos: cervejeiros, drinkeiros e não alcooliqueiros! Os valores variam de R$10 a R$35 (valores de 2024), entre 300ml à 1 litro.

Para comer

Além das bebidas, a Passopreto oferece opções gastronômicas recheadas de mineiridade que harmonizam com suas cervejas, como o “pirulito mineiro” (torresmo de rolo), bolinho de feijoada, pastelzinho de linguiça com queijo, contrafilé, linguiça artesanal, dentre outros.

Eu gostei muito do lugar e recomendo para passar uma tarde entre goles, petiscos e um bom bate papo entre amigos. Se tiver em Poços de Caldas, essa é uma parada obrigatória.

Cervejaria Passopreto Mercado Municipal
Mercado Municipal (Rua Pernambuco) – boxes 6 e 7
Aberto das 9h às 18h
Instagram: @passopretocervejaria


O Mercado Municipal de Poços de Caldas é um dos pontos turísticos mais tradicionais da cidade e um excelente local para quem quer vivenciar a cultura local e saborear as delícias mineiras. Localizado no centro da cidade, o mercado é um ponto de encontro tanto para moradores quanto para turistas que buscam uma experiência autêntica.

Ao visitar o Mercado Municipal, é possível encontrar uma diversidade de produtos típicos de Minas Gerais, como queijos, doces, cachaças artesanais, temperos, frutas e legumes frescos. As barracas com produtos regionais são uma atração à parte, oferecendo iguarias que fazem parte da tradição gastronômica mineira.

Destaque do Mercado:

  • Queijos e Embutidos: Minas Gerais é famosa pelos seus queijos, e no mercado é possível encontrar uma grande variedade, como o queijo canastra, queijo minas e outros queijos artesanais.
  • Cachaças: As cachaças artesanais de Poços de Caldas e da região são de excelente qualidade e podem ser adquiridas em diferentes sabores.
  • Doces Típicos: Não deixe de provar o doce de leite, goiabada, e outras delícias feitas de frutas regionais.
  • Azeites da região: a produção de azeite em Poços de Caldas tem crescido, com alguns produtores combinando práticas tradicionais e modernas para garantir um produto de alta qualidade. Esses azeites são uma excelente opção para quem busca um produto gourmet, com características únicas da região. Eu comprei um kit com 4 sabores diferentes, da Fazenda Irarema, muito bom! Recomendo!

Bares, lanchonetes e café

O Mercado Municipal de Poços de Caldas não é apenas um bom lugar para comprar produtos típicos, mas também oferece opções deliciosas para quem deseja fazer uma refeição, petiscar, tomar uma cerveja ou fazer uma pausa para um cafezinho.

Além do Passopreto, eu passei no Bar Charcutaria Caldense para almoçar. Veja essa foto e tente não salivar com esse tropeirão para dois!

Tropeiro

Visitar o Mercado Municipal de Poços de Caldas é uma experiência para quem deseja conhecer um pouco mais da cultura mineira, vivenciar a gastronomia local e tomar umas de forma descontraída. Se você estiver planejando passar por lá, vale a pena essa pausa.

Escola Cervejeira Americana: Tudo que você precisa saber!

Neste post, vamos aprender um pouco mais sobre a mais recente escola cervejeira: a Escola Americana.

A coragem de recriar fazem dos americanos uns inovadores. Foi assim que surgiu a Escola Cervejeira Americana, incorporando todas as outra três escolas cervejeiras (Alemã, Inglesa e Belga) em uma completamente nova. Ou seja, essa escola traz novas versões de estilos clássicos já conhecidos mundialmente e criaram o estilo próprio.

Essa escola é marcada por intensidade e exageros. Sendo assim, suas cervejas são mais amargas, mais alcoólicas, mais encorpadas e mais robustas, resultando em cervejas mais extremas.

Um pouco de história

A cerveja já estava na América do Norte muito antes daquela terra ser colonizada. Até o século XVI, quando o continente americano estava sendo colonizado pelos europeus, as tribos nativas da América do Norte já produziam uma bebida fermentada com ingredientes nativos, principalmente utilizando milho. Com a chegada de imigrantes alemães e ingleses, levaram junto suas culturas cervejeiras.

O Reino Unido veio a estabelecer o embrião do que viria a ser os Estados Unidos com suas 13 colônias. A partir deste momento, a influência da cultura cervejeira britânica se espalhou pela colônia, com várias novas cervejarias acompanhando sua expansão territorial e posterior transformação em um país independente.

Patrick Henry, Thomas Jefferson, Samuel Adams e James Madison promoveram vigorosamente a indústria cervejeira nas colônias. George Washington operava uma pequena cervejaria em Mount Vernon. E durante a Guerra Revolucionária, ele garantiu que suas tropas recebessem um litro de cerveja por dia. (Bibliografia: Beer Institute – Beer & American History). 

Mas, nem tudo são flores. Desde sempre, a cerveja nos Estados Unidos enfrenta obstáculos.

lei seca

Em 1920, buscando efetivar medidas contra o abuso do álcool, foi estabelecida a Lei Seca (“Prohibition”) que perdurou até o ano de 1933, que proibia a fabricação, transporte e venda de bebida alcóolica em todo território Americano. Nesse período, os EUA tinham algo em torno de 4.000 micro cervejarias. Somente no ano de 2015 é que os EUA alcançaram novamente as 4 mil cervejarias . Muitas cervejarias, principalmente as pequenas, fecharam as portas, e outras tiveram que se adaptar e fabricar outras bebidas que não fossem alcoólicas, como cerveja sem álcool, sucos e refrigerantes. Além disso, milhares de litros de cerveja foram confiscados e jogados fora.

Houve aumento da corrupção, da criminalidade e o enriquecimento das máfias que passaram a dominar o contrabando de bebidas alcoólicas, principalmente liderados por Al Capone, e surgiram diversos bares clandestinos que ficavam localizados nos subterrâneos das cidades americanas.

Essa lei durou por 13 anos. Assim que retiraram a lei, as cervejarias começaram a ressurgir. Porém, nessa época, quando a lei acabou, as pequenas cervejarias que conseguiram sobreviver se viram em desvantagens com grandes cervejarias, como a Budweiser e a Pabst, que cresceram muito em pouco tempo, passando a se tornarem gigantes do mercado. (Bibliografia:  Economic History Association – A Concise History of America’s Brewing Industry)

Naquela época, os EUA viviam em recessão econômica, por isso a indústria cervejeira sofreu uma transformação e se viu obrigada a produzir cerveja com o menor custo possível, e passaram a usar matérias primas mais baratas, como o arroz e o milho e diminuíram o lúpulo. O resultado foi uma cerveja mais pálida e com pouco aroma, assim, surgiram a Standard American Lager e Light Lager, que são muito conhecidas por nós. Por aqui, elas são vendidas como “Pilsen” pelas cervejarias de massa. As grandes cervejarias dominavam o mercado com apenas esses estilo de cerveja.

Nos anos 60, grupos de cervejeiros caseiros começaram um movimento, o “Craft Brewing” (fabricação caseira) que se espalhou pelo país inteiro, indo no caminho contrário das grandes cervejarias que fabricavam apenas um único estilo. A prática da produção de cerveja em casa, proibida desde a Lei Seca, foi liberada novamente, em 1979, e os cervejeiros passaram a diversificar os estilos.

Assim, foi o início da Revolução das Cervejas Artesanais que trouxe os EUA de volta ao seu lugar entre as grandes nações cervejeiras. E algumas das características desta revolução, como o uso de insumos locais e o desejo constante dos norte-americanos de fazer tudo sempre maior, mais extremo e mais inovador do que já existe, deram origem a novos estilos de cerveja e trouxeram à tona práticas tradicionais pouco difundidas até então.

Em 2020, os EUA atingiu o recorde histórico com 8.764 cervejarias artesanais, sendo 1.854 microcervejarias, 3.219 brewpubs, 3.471 taproons e 220 cervejarias artesanais regionais. (Dados divulgados pela Brewers Association – BA, que representa as cervejarias artesanais nos Estados Unidos).

Mesmo sendo recente, a relação entre os Estados Unidos e a cerveja tem muita história.

cervejas americanas

Características principais da Escola Americana

Os americanos são conhecidos por gostar de tudo exagerado e não seria diferente com as cervejas. As principais características dessa escola é o exagero e a inovação. A Escola Americana faz uma releitura de estilos clássicos existentes, ou seja, refaz estilos de cervejas das outras escolas de forma criativa, inovadora e exagerada!

Pelo lado inovador, eles não têm medo de ousar incluindo ingredientes diferentes em suas cervejas como o uso de abóbora para fazer as Pumpkin Ale, uso de muitas frutas para fazer American Sour. Já o lado exagerado, refere-se ao exagero no uso dos ingredientes, como o uso de muito malte ou de muito lúpulo, resultando em cervejas mais amargas, mais alcoólicas, mais encorpadas e mais robustas.

lupulo

Um exemplo dessa inovação e exagero foi a reinvenção da IPA (original da Escola Inglesa), criando a American IPA, que é uma IPA com mais lúpulo, mais amargas, e a Imperial IPA ou Double IPA, uma IPA ainda mais alcoólicas, com muito mais malte, muito mais lúpulo, mais amarga, e claro, mais aromáticas que a IPA clássica.

O grande protagonista da Escola Americana é o lúpulo. Os lúpulos tipicamente americanos trazem um perfil sensorial mais cítrico, frutado e resinoso. Porém, eles contam com uma enorme variedade de lúpulo, fazendo com que surjam diferentes estilos baseados nessa variedade como a já citada Double IPA e a New England IPA.

Na contramão, também surgem estilos mais minimalistas desses estilos, com as versões Sessions. Da mesma forma que trazem versões muito potentes, eles trazem versões menos potentes.

Alguns estilos da Escola Americana

American Lager:  São cervejas neutras, refrescantes e muito carbonatadas, leves no corpo e no sabor. Além disso, possuem sabor sutil, sem nenhum ingrediente que domine, com um suave dulçor residual do malte. 

American IPA: A diferença dela para a IPA inglesa está entre os lúpulos usados. Com o uso dos lúpulos americanos, a American IPA carrega aromas e sabores cítricos e frutados.  Seu amargor varia de médio a muito alto.

Imperial IPA ou Double IPA:  é uma cerveja com um teor alcoólico mais alto, mais amargor e mais lúpulo do que a IPA tradicional.

California Common: Uma cerveja leve, frutada, com um maltado expressivo e granulado, com interessantes sabores tostados e de caramelo, e apresentando características rústicas e tradicionais dos lúpulos americanos.

Black IPA: é uma cerveja escura. Ela é uma combinação de características de uma IPA com elementos de cervejas escuras, como as Stouts e Porters. Diferente das Stouts, as cervejas Black IPA não devem apresentar caráter torrado, defumado ou queimado. No aroma e sabor ficam evidentes os lúpulos, normalmente com notas cítricas, frutadas ou resinosas, e o amargor é de médio a alto.

Cream Ale:  é uma cerveja clara, leve, refrescante e de alta carbonatação. Tem um sabor suave e equilibrado, com notas de malte e lúpulo. 

Wheat Wine: inspirado nas Barleywine mas que se diferenciam por um alto uso de trigo na receita. A quantidade de trigo usado na receita pode superar os 50% dos grãos usados.

Hop Weizen: Uma variação de cerveja de trigo com uma carga maior de lúpulo tanto no aroma quanto no amargor. Podemos falar que é uma IPA de trigo. Resumindo, é uma cerveja de trigo com características de cravo e banana, e com um aroma cítrico de maracujá. É uma versão da cerveja de trigo Weissbier, mas com maior adição de lúpulo. 

Dica Mineira de cervejas que seguem estilos da Escola Americana:

Fake IPA – Session IPA – Prussia Bier
American Pale Ale – Cervejaria Slod
American Brown Ale – Cervejaria Albanos
Surf Läut – American IPA – Cervejaria Läut
Ignorância – Double IPA – Krugbier

Assim, chegamos ao fim dos posts sobre escolas cervejeiras. Espero que tenha gostado! Até o próximo tema.

Clique aqui para ler sobre as demais Escolas Cervejeiras !

Escola Cervejeira Belga: tradição e criatividade

A escola cervejeira belga é reconhecida mundialmente por sua diversidade de estilos, métodos tradicionais de produção e um legado que remonta a séculos. Neste post, vamos explorar o que torna os estilos de cerveja belga tão especial e por que ela continua a encantar paladares ao redor do globo.

Um pouco de história

Durante o Império Romano, na região conhecida como Gália, atualmente França e Bélgica, os habitantes da região já produziam sua própria cerveja, que já era bem diferente das cervejas mais consumidas pelos romanos. 

As cervejas ainda eram produzidas domesticamente. E, com a queda do Império Romano e a ascensão da Igreja, começaram a surgir monastérios por todas as regiões. Muitas cervejarias belgas surgiram em mosteiros, onde monges produziam cerveja não apenas para consumo próprio, mas também como forma de sustento.  (A History of Beer and Brewing  – Ian Spencer Hornsey).

Ao longo dos anos os monges aprimoraram suas técnicas e faziam cervejas rebuscadas, complexas em questão de aroma, sabor e teor alcoólico. As cervejas podiam ser feitas com cereais, frutas, mel, e outros temperos. A criatividade podia ser usada.

Essa tradição monástica deu origem a alguns dos estilos mais icônicos do país, como as Trappist e as Abbey beers.

Abadia x Trapista

Rochefort (Abbaye Notre Dame de Saint-Remy in Rochefort)

As cervejas trapistas são cervejas feitas de acordo com as premissas religiosas dos monges beneditinos da Ordem Cisterciense da Estrita Observância, uma congregação católica que obedece à Regra de São Bento – mais conhecida como Ordem Trapista. Em resumo, essa ordem pregava (e ainda prega) uma vida voltada à obediência, ao silêncio e à renúncia, tendo como lema ora et labora (“reza e trabalha”). 

Durante a metade do século XX, as cervejas produzidas pelos monges trapistas começaram a inspirar outros produtores mundo afora. Ao replicar as receitas dos trapistas, esses outros produtores passaram a usar o termo “cerveja estilo trapista” ou “tipo trapista” nos rótulos, mesmo sem nenhum vínculo com a Ordem.

Para que isso não ocorresse mais, em 1962, uma lei da Câmara Belga do Comércio decretou que cerveja trapista seria somente aquela que é produzida por monges cistercienses, e não uma cerveja no estilo trapista. Estas últimas deveriam ser denominadas “Cerveja de Abadia”.

Sendo assim, podemos dizer que:

  • Trapista não é um estilo, e sim uma denominação controlada de origem.
  • Para ser considerada Trapista, a cerveja precisa ser fabricada em um dos mosteiros da Ordem Trapista, seguindo estritamente determinados preceitos como: a cerveja deve ser fabricada dentro das paredes do mosteiro trapista pelos próprios monges ou sob a sua supervisão; a cervejaria deve ser subordinada ao mosteiro e deve ter uma cultura empresarial condizente ao projeto de vida monástica; a cervejaria é quase filantrópica, sem fins lucrativos. Os recursos são para o sustento dos monges e para a preservação da abadia. O dinheiro que sobra é usado para causas sociais ou doado para pessoas carentes. A cerveja trapista é de uma qualidade impecável, que é controlada permanentemente. Há um selo de denominação de origem, para fins de identificação.
  • Cervejas que não são fabricadas nos mosteiros da Ordem Trapista, mas seguem os métodos de fabricação similares e acompanham a linha de estilos considerados, são denominadas Cervejas de Abadia. Podem inclusive conter tal designação no rótulo.
  • Toda cerveja Trapista é de Abadia, mas nem toda cerveja de Abadia é Trapista.

Existem mais de 170 mosteiros trapistas no mundo, porém, apenas 11 deles têm o selo de autenticidade da Associação Internacional Trapista (ATP), ou seja, que podem chamar sua cerveja de Trapista.

Uma curiosidade é que a La Trappe, umas das mais tradicionais cerveja Trapistas é conhecida tanto por ser da Escola Belga, que muitos acham que ela fica na Bélgica. Mas, ela fica na Holanda! 

Os onze monastérios estão assim distribuídos:

  • seis na Bélgica: Rochefort (Namur), Achel, Orval, Westmalle, Vleteren Oester (Westvleteren, Chimay; sendo as principais cervejas Dubbel, Tripel, Quadrupel, Belgian Ale,
  • dois na Holanda – Abadia de Koningshoeven – cerveja La Trappe, Abdij Maria Toevlucht (em Klein-Zundert)
  • uma na Áustria – Engelszell
  • uma na Itália – Abadia das Três Fontes (Roma)
  • uma na Inglaterra – Mount St Bernard Abbey (Tynt Meadow)
  • uma nos Estados Unidos – St. Joseph’s Abbey (Spencer- Massachusetts) – Única fora da Europa.

Países

Essa escola, apesar de ser chamada de Escola Belga, a forma correta de denominá-la é Escola Franco-Belga. Estão inclusos os seguintes países nessa escola: Bélgica, Norte da França e Holanda.

Os belgas e suas taças

Mesmo em um território tão pequeno, a Bélgica se destaca dentre os três países, reconhecida como o “paraíso cervejeiro”. Talvez, por isso, denominem apenas como Escola Belga. São mais de mil cervejarias espalhadas por todo o país – muitas delas com centenas de anos de existência. Por lá, a cerveja é tão levada a sério que, a maioria dos pubs só servem as cervejas no copo da própria cervejaria da qual você pediu. Por exemplo, se você pedir uma cerveja da Orval, se não tiver o copo da Orval disponível naquele momento, eles não te servem a cerveja. Você tem que escolher outra cerveja que tiver com o copo disponível.

Para eles, cerveja é uma tradição, tanto que a Unesco declarou a cultura cervejeira belga como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Curiosidade: Uma cervejaria belga famosa é a Delirium, famosa cerveja do elefantinho cor de rosa. O bar da cervejaria, o Delirium Café, que fica em Bruxelas, conta com uma carta com mais de dois mil rótulos de cervejas. Por isso, ele foi parar no “Guinness Book of Records” como o bar com mais cervejas do mundo. 

cervejas belgas

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA BELGA

Apesar de sua profunda tradição, a escola cervejeira belga também é conhecida por sua inovação e criatividade. Muitas cervejarias belgas não têm medo de experimentar novos ingredientes, técnicas de fermentação e combinações de sabores. Isso resultou em uma cena cervejeira dinâmica, onde cervejas tradicionais coexistem com criações modernas e ousadas. Para essa escola, o céu é o limite. É possível achar estilos de cervejas fermentadas em barris de carvalho, ou que usam várias especiarias frutas, sementes, flores e leveduras selvagens. Além disso, existe, ainda cervejas feitas pelo método de champenoise e até algumas parecidas com vinho e espumante, que são os casos das Lambics. Totalmente diferente da Escola Alemã, que não permite sair do comum.

Características principais: O maior segredo das belgas é a levedura. Como já dito, a escola cervejeira belga é conhecida por sua diversidade, tradição e criatividade, resultando em cervejas complexas e únicas. O uso de leveduras expressivas é uma de suas principais características, gerando aromas e sabores frutados e condimentados. Além disso, muitos estilos belgas apresentam alto teor alcoólico, equilibrado pelo uso de açúcares especiais. O amargor é moderado, permitindo que os sabores da levedura e dos maltes se destaquem. A fermentação pode ser de alta temperatura (Ales) ou espontânea, como nos estilos Lambic e Gueuze. Entre os estilos mais icônicos estão a Tripel, Dubbel, Saison e Witbier, cada um com características marcantes.

A combinação de tradição e inovação faz da escola belga uma das mais respeitadas no mundo cervejeiro e é um verdadeiro tesouro para os amantes de cerveja. Seja você fã de cervejas leves e refrescantes ou de estilos complexos e encorpados, a Bélgica tem algo para todos. Então, da próxima vez que você estiver em busca de uma experiência cervejeira autêntica e memorável, não deixe de explorar as maravilhas da cerveja belga. Saúde!

Exemplo de alguns estilos de cervejas dessa escola:

Belgian Blonde Ale: há um equilíbrio entre dulçor maltado, leve frutado e especiarias da levedura belga, com um corpo médio e final seco. É uma cerveja acessível e fácil de beber, sendo uma ótima introdução ao estilo belga.

Belgian Dark Strong Ale: apresenta aromas e sabores ricos, incluindo notas de frutas escuras (ameixa, uva-passa, figo), caramelo, toffee e especiarias, muitas vezes provenientes da levedura belga. Apesar de ser intensa, mantém equilíbrio entre dulçor, álcool e carbonatação, resultando em uma bebida encorpada, mas surpreendentemente fácil de beber.

Belgian Dubbel: Seu nome foi dado em função dela ser bem mais forte que as tradicionais Ale consumidas nos mosteiros da época. Tem um rico perfil maltado, com sabores de caramelo, toffee e frutas escuras (ameixa, uva-passa, figo), equilibrados por um leve dulçor e um final seco.A levedura belga contribui com notas sutis de especiarias e um toque frutado, enquanto o amargor do lúpulo é baixo, permitindo que os maltes sejam os protagonistas. É uma cerveja complexa.

Belgian Trippel: Se comparadas às Belgian Dubbel, as Belgian Tripel são ainda mais fortes. Seu perfil é dominado por notas frutadas (banana, pera, maçã) e condimentadas (cravo, pimenta branca), resultantes da fermentação com leveduras belgas. Apesar de sua cor dourada e aparência delicada, é uma cerveja potente, com carbonatação elevada e um leve dulçor maltado equilibrado pelo amargor sutil do lúpulo. É um dos estilos mais icônicos da escola belga.

Belgian Quadruppel: O estilo Quadrupel não é oficialmente reconhecido pelos principais guias de estilo, como o BJCP (Beer Judge Certification Program) e o Guia de Estilos da Brewers Association (BA). No BJCP, as Quadrupels geralmente se enquadram na categoria “Belgian Dark Strong Ale”, que abrange cervejas belgas escuras, fortes e complexas, como as produzidas por abadias e trapistas. O termo “Quadrupel” foi popularizado pela cervejaria holandesa La Trappe nos anos 90 para descrever uma versão ainda mais intensa da Belgian Dubbel e Tripel, mas ele não é um estilo. Sua principal característica é a intensidade maltada e alcoólica, com sabores ricos de caramelo, toffee, frutas escuras (uva-passa, ameixa, figo) e um toque de especiarias da levedura belga. Possui um teor alcoólico elevado (9%–14% ABV), proporcionando uma sensação aquecedora, mas bem equilibrada pelo dulçor residual e pela carbonatação moderada. O corpo é encorpado, e o final pode ser levemente seco, deixando uma impressão licorosa e complexa. É uma das cervejas mais robustas da escola belga, conhecida por sua profundidade de sabor e sofisticação.

Belgian Witbier: É a cerveja de trigo belga. A principal característica é sua leveza e refrescância, combinando notas cítricas, condimentadas e um toque de dulçor do trigo. Tradicionalmente, é aromatizada com coentro e casca de laranja, o que adiciona complexidade ao seu perfil sensorial. Eu adoro essa! Ótima pedida em dias quentes.

Belgian Lambic: é sua fermentação espontânea, que utiliza leveduras e bactérias selvagens presentes no ambiente, resultando em uma cerveja complexa, com acidez marcante, leve funk e notas terrosas. É envelhecida em barris de madeira, desenvolvendo sabores que podem incluir toques de frutas, couro, feno e vinho branco. As que tomei, não curti muito, pois achei bem parecida com espumante.

Dica Mineira de cervejas que seguem a Escola Belga:

Belgian Blond Ale: Frei Galdi da Cervejaria Fürst
Belgian Dubbel e Quadrupel: Cervejaria Wäls
Belgian Tripel: Inocência da Krugbier
Witbier: Cervejaria Breedom
Bière de Garde: Saint Hilaire da Uaimií

Fonte: Site Vem do Malte / Site Revista Deguste

Escola Inglesa cervejeira: tudo que você precisa saber

A escola cervejeira inglesa é conhecida por suas cervejas tradicionais e históricas. Portanto, hoje, vamos explorar suas principais características e curiosidades!

Não tem como começar a falar da Escola Inglesa sem falar de história, que se confunde com curiosidades que podem ser associadas, facilmente, ao mundo cervejeiro. IPA, PINT e PUBs, são só algumas palavras que fazem parte do mundo cervejeiro e que surgiram com essa escola.

UM POUCO DE HISTÓRIA e CURIOSIDADES DA ESCOLA INGLESA

A história indica que a cerveja já era produzida nas ilhas britânicas em 55 a.C., quando o general romano Júlio César, comandou a primeira invasão à Inglaterra. Na ocasião, avistou povos da tribo que consumiam uma bebida alcoólica fermentada, feita a partir de grãos (a cerveja da época).

A Escola Inglesa  é a que mais se transformou entre as três escolas cervejeiras clássicas. Teve uma determinada época, que se consumia o hidromel (obtido da fermentação do mel). Em seguida, houve uma evolução para a fermentação também do malte de cevada, produzindo uma bebida forte, doce e alcoólica. O lúpulo começou a ser usado por volta do século XV.

Com a introdução do lúpulo para ser usado como conservante, os ingleses passaram a gostar do amargor, assim, mudaram completamente o conceito de suas Ales. De doces passaram a ser cada vez mais amargas. Assim, surgiu a IPA. Naquela época, passou-se a chamar as lupuladas de Beer e as menos amargas de Ale.

As primeiras menções históricas à cerveja Porter remontam ao início do século XVIII, na Inglaterra. Existem algumas teorias divergentes sobre a sua origem, porém o fato é que essas cervejas mais escuras e de perfil torrado faziam sucesso entre os clientes dos pubs e, mais notoriamente, entre os trabalhadores que transportavam cargas nos mercados locais e nos portos, chamados popularmente de Porters, com isso, ela foi denominada estilo Porter.

Outro momento marcante (meados do século XX), foi quando grandes cervejarias apareceram com suas Lagers em massa, querendo dominar o mundo e desaparecendo com as cervejas fortes. No final da década de 70, consumidores revoltados com o desaparecimento do jeito inglês de fazer cerveja, criaram o CAMRA (Campanha pela Cerveja de Verdade – Campaign for Real Ale). Essa associação foi responsável pelo resgate de estilos e da cultura dos pubs e dos pequenos cervejeiros.

E deu certo! Hoje, mesmo as Lagers sendo as mais consumidas no mundo, os ingleses continuam fiéis às Ales.

Percebe quanta história faz parte dessa escola? Sem esquecer dos famosos pubs. A cultura do pub é intrínseca à escola cervejeira inglesa. Muitas cervejas são feitas para serem apreciadas direto do barril, nos tradicionais pubs ingleses. Uma curiosidade sobre isso: No final dos anos 80, 75% das cervejas inglesas eram vendidas nas torneiras dos pubs ingleses. Isso porque as seis principais cervejarias do Reino Unido, as chamadas Big Six, também detinham 75% dos pubs do país. 

Por falar em pub, o copo Pint é criação e um símbolo da cultura de pubs no Reino Unido. Ele foi criado para padronizar o volume de cerveja servido nos pubs ingleses, garantindo que os clientes recebessem a quantidade certa.

O nome “pint” vem da medida de volume britânica, equivalente a 568 ml, nos Estados Unidos, essa medida é de 473ml (medida do nosso latão). Existem variações do copo pint, como o “nonic pint”, que tem uma saliência na parte superior para facilitar o empilhamento e evitar quebrar as bordas. E o Half Pint (o meu preferido), é o que cabe a metade da medida do pint, normalmente, 285ml (na figura ao lado, a medida está errada).

cervejas-inglesas

As cervejas da Escola Britânica são basicamente formadas por cervejas Ales (alta fermentação).

Estão inclusas nessa escola os seguintes países: Inglaterra, Irlanda do Norte e a Escócia

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA  INGLESA

Então, como vimos, a Escola Inglesa possui fases distintas refletindo assim em seus estilos. Algumas têm características adocicadas, outras são equilibradas, outras são mais alcoólicas e algumas um pouco mais amargas. Têm para todos os gostos!

Suas cervejas têm características variadas, mas, em geral, o destaque fica por conta da doçura dos maltes que, junto com os lúpulos ingleses, trazem características herbais e terrosas, e equilibram as cervejas. A maioria é de cor escura.

Eu gosto muito dessa escola, principalmente quando o destaque é para o maltado. E para quem já me conhece, meu estilo de cerveja favorito é a Porter/Stout!

Alguns estilos da Escola Cervejeira Inlgesa

ENGLISH PALE ALE– Ale de cor âmbar, frutada, caracterizada pelo equilíbrio entre o malte e o lúpulo, resultando em um sabor amargo e notas de malte. Existem outras duas variações: Best Bitter – que indica uma cerveja do mesmo tipo mas com uma gradação alcoólica com cerca de 4,5%, e a Extra Special Bitter (ESB) chegando até os 5,5%.

INDIA PALE ALE – surgiu da necessidade de transportar cerveja da Inglaterra à Índia, que no século XVIII era colônia britânica. Como ainda não existiam tecnologias modernas de refrigeração, e para que os ingleses que serviam na Índia não ficassem sem opção de cerveja, os cervejeiros britânicos buscaram uma solução: passaram a aumentar a quantidade de lúpulos em suas produções. Este aumento, aliado ao teor alcoólico mais elevado e menos açúcar residual, atuavam como conservantes nas cervejas, assim conseguiam transportá-la. Essa é uma das histórias que explica o surgimento da IPA.

IPAs inglesas têm uma cor dourada/âmbar profunda e são conhecidas por apresentarem sabor bastante equilibrado. Geralmente, elas têm um forte caráter maltado, com sabores dominantes de biscoito e caramelo, que são derivados dos tradicionais maltes ingleses. Os lúpulos britânicos usados em IPAs, da tradição inglesa, contribuem com sabores que remetem a ervas e possuem um caráter mais terroso, que ajudam a equilibrar a doçura do malte. 

Porém, a maior parte das IPAs consumidas atualmente são inspiradas em IPAs americanas. Em geral, elas são cervejas lupuladas de forma mais agressiva do que as IPAs inglesas e com lúpulos com maior potencial de amargor. 

BROWN ALE – A principal característica dela é o malte, que é o ingrediente predominante. A Brown Ale é uma cerveja maltada, com coloração âmbar escuro ou marrom. Tem nuances de caramelo e castanha.

PORTER – De coloração marrom-escuro, com aromas e sabores predominantemente maltados, remetendo ao toffee, chocolate e torrefação. Tem um médio amargor.

STOUT – Antigamente esse nome Stout indicava a cerveja mais alcóolica da gama do produtor. Destaque pelo uso de grãos torrados, o que aumenta o amargor e reforça o sabor do café. Existem vários tipos de Stout:  Oatmeal Stout, produzida com aveia; a Sweet Stout, produzidas com aditivos como açúcar, lactose e/ou chocolate; e a Russian Imperial Stout, mais intensas em corpo, amargor e teor alcoólico; Chocolate/Coffe Stout é uma Stout adocicadas com doces e chocolates; e a Dry Stout ou Irish Stout, tem um sabor marcante e tostado, baixo corpo e paladar seco, representado pela famosa Guinness. Existem versões mais alcoólicas chamadas Extra Stout.

OLD ALE – Cor escura, corpo cheio e grau alcoólico elevado, aromas de frutas vermelhas secas. Na garrafa pode envelhecer.

BARLEY WINE – O “Vinho de Cevada” é uma cerveja complexa, caracterizada por uma alta gradação alcoólica, gosto maltado, frutado e geralmente lembra o vinho. Geralmente de cor âmbar-escuro.

MIILD ALE: Leve e maltada, com baixo teor alcoólico.

SCOTCH ALES – Têm característica maltadas e adocicadas. São as cervejas escocesas de maior teor alcoólico, com sabor muito maltado e caramelado, de pouco amargor.

Dica de Cerveja Mineira com estilo inglês

– English Pale Ale: Blimey da Cervejaria Läut
– Porter: Porter Berry da Cervejaria Capapreta
– Dry Stout: Stout Cacau da Cervejaria Slod
– Russian Imperial Stout: Remorso Krugbier
– IPA: English IPA da Prussia Bier

Escola Cervejeira Alemã: Tudo que você precisa saber!

A Escola Alemã de cerveja é conhecida por sua tradição e qualidade. Ela pode ser chamada tanto de Escola Alemã quanto de Escola Germânica, por abranger a Alemanha, a Áustria e a República Tcheca, que faziam parte do Império Germânico.

Essa escola é marcada pelas cervejas lagers, pela forte presença de cervejarias locais e pela Lei da Pureza da cerveja.

Criadores das Lagers

Foi nessa região que se descobriu, por volta do século XV, a tão famosa cerveja Lager. Feita por meio do processo de baixa fermentação, esse tipo de cerveja surgiu pela necessidade de resfriar a cerveja como forma de mantê-la fresca, já que, naquela época, não existia geladeira e, durante o verão o processo de fermentação se tornava incontrolável.

Para não sofrer com o aumento de temperatura, a bebida era então armazenada em cavernas, que se transformavam em adegas naturais, frias e úmidas, com isso surgiu um novo jeito de se fazer cerveja, denominado na época de “Lagern”, que significa “armazenar” em alemão.

Hoje, a Lager (que é um método de produção de cerveja) é a família de cerveja mais consumida no planeta, puxada pela Pilsen, que surgiu na cidade de Pilsen, na República Tcheca, com a criação da cerveja Pilsner Urquell.

Apesar da grande maioria dos estilos da Escola Alemã serem Lager, um dos estilos mais famosos dessa escola é a Weizenbier, uma Ale, que é outra forma de produção de cerveja, diferente da Lager.

Lei da Pureza Alemã

Em 1516, um decreto foi assinado pelos duques bávaros Wilhelm IV (popularmente conhecido como Guilherme IV) e Ludwig X (também conhecido como Ludovico X), onde determinaram a utilização única e exclusiva de cevada (malte), água e lúpulo para produzir as cervejas. Na época, a levedura não tinha sido descoberta.

Essa lei ficou conhecida como “Reinheitsgebot” (“Reinheit” = “pureza” e “Gebot” = “mandamento”), ou seja, Lei da Pureza, que é vista como um selo de qualidade por todo o mundo.

Algumas cervejarias ainda respeitam essa lei, mesmo ela não sendo obrigatória mais.

Clique aqui para saber mais sobre a Lei da Pureza!

Características principais da Escola Alemã

Uma das principais caraterísticas das cervejas dessa escola é o equilíbrio entre os ingredientes. Seu perfil sensorial é comportado. O malte aparece mais, os lúpulos nobres aparecem, mas é bem limpo. Além disso, as leveduras são mais discretas, exceto nas cervejas de trigo (Weizenbier).

Curiosidades

  • O regionalismo é muito forte na Escola Alemã. Cada região, cidade ou estado tem uma característica específica e uma particularidade nos seus estilos cervejeiros. Isso também faz com que determinados estilos sejam característicos de regiões específicas. Como na cidade de Colonia, tem a Kölsch (que significa Colônia em alemão), em Düsseldorf tem a Altibier (significa “cerveja velha”). Esse regionalismo aumenta a rivalidade entre regiões. Dizem que você não acha Altbier em Colônia e não acha Kölsch em Düsseldorf.
  • A cervejaria mais antiga do mundo que ainda está em funcionamento é a Weihenstephan Brewery, localizada na cidade de Freising, na Alemanha. A cervejaria foi fundada em 1040 por monges beneditinos.

Então, se você curte cervejas mais tradicionais, sem muita firula, aposte nos estilos da Escola Alemã.

Principais estilos da escola

Os três primeiros estilos são os que você mais encontra nas cervejarias da Alemanha. Quando estive por lá, percebi que a maioria das cervejarias que servem a própria cerveja, têm sempre esses três estilos.

MUNICH HELLES – uma cerveja refrescante e leve. A Munich Helles é uma Lager que apresenta coloração entre amarela e dourada. Seus aromas devem ser de grãos e panificação e apresentar um leve amargor do lúpulo que equilibra com o dulçor do malte. Exemplo: Spaten

DUNKEL – Cor escura, sabor adocicado e maltado, com aroma de café, chocolate, toffee, nozes, caramelo e pão tostado. Teor alcoólico baixo.

WEIZEN OU WEISSBIER – São as típicas cervejas de trigo. Graduação alcoólica moderada com o amargor leve ou inexistente. Aroma frutado, geralmente de banana e temperos como o cravo. Existem também as Weizenbock ou Weizendunkel, com uma coloração mais escura e graduação alcoólica elevada.

PILSEN:  São douradas, translúcidas e leves. Possui aroma do malte com um toque floral proveniente do lúpulo, sabor adocicado do malte combinado com um amargor sutil do lúpulo. Tem baixo teor alcoólico. O equilíbrio pode mudar de levemente maltada até levemente amarga, porém é muito próxima do centro.

MARZEN ou OKTOBERFESTBIER – A principal cerveja da Oktoberfest na Alemanha. Tem a cor âmbar, com aroma de malte e amargor moderado. É uma cerveja encorpada, com um corpo médio e uma textura suave e cremosa.

BOCK – Cerveja escura, pouco amarga, com sabor adocicado, com notas de chocolate, caramelo, toffee e tostado. Sua gradação alcoólica varia entre 6,5%- 7%.

VIENNA – Coloração avermelhada. Com notas aromáticas de tostado e maltado. Sabor suave e adocicado, com malte levemente tostado e amargor de lúpulo.

KÖLSCH – estilo de cerveja clara, leve, seca e de sabor equilibrado, com notas frutadas e amargor leve de lúpulo.

Alguns exemplos de cervejas mineiras com estilos da Escola Alemã:

Hefe Weizen (Trigo): Prussia Bier
German Pils – Krugbier
Kölsh – Cerveja Confrades
Vienna – Artesamalt
Dunkel – Cervejaria Antuérpia

Tudo que você precisa saber sobre Escolas Cervejeiras

escolas cervejeiras

Para quem está começando a entrar no mundo cervejeiro é importante saber que existem Escolas Cervejeiras. Depois que você entender cada uma delas, conseguirá distinguir mais facilmente os estilos e até mesmo qual escola cada estilo segue.

Algumas regiões foram pioneiras na criação de determinados estilos de cerveja e se tornaram referência para o mundo. Elas criaram estilos de cervejas com características e personalidades próprias, ditaram regras, desenvolveram técnicas de produção, processos e fórmulas para que os principais e mais conhecidos tipos de cervejas fossem criados e apreciados até hoje.

Devido a todos esses fatores, essas regiões passaram a ser consideradas como escolas para o resto do mundo, formando assim as Escolas Cervejeiras.

Resumindo, podemos dizer que baseada em tradição e inovação, a Escola Cervejeira representa a história e a cultura da produção de cervejas de determinadas regiões.

Historicamente, são consideradas Escolas Cervejeiras a Escola Alemã ou Germânica, que inclui Alemanha, República Tcheca, Eslováquia, Áustria e Polônia; a Escola Britânica ou Escola Inglesa, que inclui a Inglaterra, Escócia e Irlanda; e a Escola Belga ou Franco-Belga, que engloba a Bélgica, Holanda e parte da França. Cada uma desenvolveu sua forma de fazer cerveja e criou seus próprios estilos. Essas três são escolas milenares.

Agora, falando em algo mais recente, nos anos 70, surgiu a Escola Americana. Muitos torcem o nariz e dizem que não é uma escola, pois eles não criaram estilos totalmente novos, apenas adaptaram os estilos já existentes e deram a “cara deles”. Mas, outros dizem que, sim, eles são considerados escola já que usaram como base os estilos já existentes e potencializaram a suas fórmulas, dando uma característica, uma personalidade, peculiar daquele país. Portanto, a Escola Americana, passou a ser incluída na seleta lista de Escolas Cervejeiras.

ecolas cervejeiras 2

Ainda têm países que estão procurando se estabelecer e ser reconhecido como escola, que é o caso do Brasil. Alguns defendem que o Brasil deveria ser considerado uma escola pela criatividade e inovação das cervejarias brasileiras. A adição de frutas e outros ingredientes inusitados são nossos principais destaque, mas, ainda não somos considerados uma Escola. Seguimos na luta!

Nos próximos posts, falarei sobre cada escola e suas características.

Espero que tenha aprendido mais um pouco.

Até breve!

Dicas de harmonização de cervejas com pratos de Natal

Se ainda não decidiu a ceia para o natal, olha eu aqui quebrando seu galho, mais uma vez!

Hoje, vou dar dicas de pratos e cervejas que vão harmonizar com sua ceia de natal.

Alguns pratos são bem clássicos em nosso natal e a cerveja também é presença garantida. Então, porque não fazer com que os dois combinem, tornando a noite de Natal ainda mais agradável e prazerosa?

Se você ainda não sabe, cerveja combina tanto com pratos salgados quanto com os doces, por isso, você pode fazer um menu completo harmonizado.

Lembrando que as harmonizações podem ser feitas por:

• Semelhança – quando buscamos equilíbrio entre características semelhantes do prato com a bebida;

• Contraste – quando buscamos contrastar elementos do prato com a bebida (e vice-versa), como forma de realçar características de ambos;

• Corte – quando a harmonização busca cortar um dos elementos do prato (ex.: gordura, dulçor, etc.).

Então vamos ao que interessa:

Antes de começar a ceia, já vou falar do símbolo maior do Natal que é o Panetone, ame ou odeie ele estará presente.

Panetone tradicional (com frutas secas e cristalizadas) : Fica ótimo com a Belgian Strong Golden Ale, que têm características fortes, muito frutadas, com bastante lúpulo, ou seja, amargor e alto teor alcoólico.

-Dica Mineira de Strong Golden Ale: Heart of Gold (Cervejaria Küd).

Entradas

– Mix de castanhas, nozes, amendoim e pistaches: Como é um, prato leve, o ideal é que combine com uma cerveja leve como Pilsen ou Kölsh.

– Dica Mineira Pilsen: Lager (Prussia Bier) / Dica Mineira Kölsh: Klara (Cervejaria Confrades)

– Damascos e frutas secas: Harmoniza com Saison, por serem cervejas refrescante, cítrica, com equilíbrio entre doçura e amargor.

– Dica Mineira Saison: Brett Saison (Cervejaria Ouropretana)

– Porção de frios com azeitona, salame e queijos mais gordurosos: Esse prato pede cervejas mais fortes, que acabam por cortar o amargo do queijo ou então complementam o sabor do salame. O amargor da IPA faz esse trabalho. O sabor forte desses alimentos pode anular o sabor de uma Pilsen, por isso, não é recomendada cerveja leve com esse prato.

– Dica Mineira American IPA: Mangabeiras (Cervejaria Astúcia)

Pratos Principais

– Peru de Natal assado: Harmoniza com Tripel. O perfil adocicado e as notas condimentadas dos temperos do peru encontram equilíbrio e harmonia no sabor aromático, levemente maltado e amargo das cervejas do estilo Tripel. Segundo a sommelière de cervejas da Krug Bier, Fabiana Bontempo, “rótulos desse estilo são mais complexos, trazem notas de frutas amarelas, toques picantes e possuem alto teor alcoólico (de 8% a 10%), mas, ainda assim, podem ser refrescantes e fáceis de beber junto com pratos natalinos.”.

– Dica Mineira Tripel: Inocência (Krug Bier)

– Tender assado: Harmoniza com Amber Lager devido às notas de caramelo toffee e amargor moderado. As carnes defumadas como o Tender possuem sabor marcante e harmonizam bem com cervejas com notas que remetem a caramelo.

– Dica Mineira: Amber Lager (Lagoon Beer)

– Bacalhoada ou outros pratos com Frutos do Mar: Harmoniza com Weiss ou Witbier. Por serem pratos leves, vão combinar com cervejas leves e condimentadas.

– Dica Mineira Witbier: Witbier (Cervejaria Breedom) / Dica Mineira Weiss:: Weiss (Cervejaria Bruder)  

   

– Lagarto assado com batatas: Harmoniza com uma Dark Lager. Como o lagarto é uma carne de boi leve e com pouca gordura, vai combinar com a Dark Lager que é uma cerveja leve, porém, as presenças das notas tostadas vão realçar com o sabor da crosta que forma em cima da carne e com o molho.

– Dica Mineira Dark Lager: Black Piano (Läut Beer)

Sobremesas

Rabanada: Harmoniza com Quadrupel. A complexidade de sabores desse estilo fica mais realçado, diminuindo um pouco a doçura da rabanada. Além disso, o alto teor alcoólico desta cerveja equilibra a doçura e quebra a gordura da sobremesa.

– Dica Mineira Quadrupel: Quadruppel 4 (Cervejaria Wäls).

Pavê de chocolate: Harmoniza com Dry Stout. Cervejas que puxam para maltes mais tostados, que remetem a aromas e sabores de chocolate e café combinam com esse prato. O amargor dos maltes tostados vão quebrar o adocicado do pavê e ao mesmo tempo vai complementar os aromas e sabores de chocolate.

– Dica Mineira Dry Stout: Dry Stout Cacau (Cervejaria Slod)

Dicas de bares com comanda individual e cerveja artesanal para as confraternizações em BH

Até aí, está todo mundo feliz e está tudo certo! Mas, quando chega a conta, sempre sobra para um ter que resolver esse pepino. E, pra nós, que é da área de humanas é um Deus nos acuda..rs. Se riu, entendeu o meu desespero para fechar conta.

Por isso, quando eu penso em confraternização, eu dou prioridade para bares que trabalham com comanda/cartela individual. Afinal, a comanda individual é uma mão não roda. Cada um paga a sua parte, se quiser sair mais cedo que os outros, sai, sem encheção.

Para facilitar para você, eu trouxe aqui dicas de bares, em Belo Horizonte, que contam com cerveja artesanal e comanda individual.

Anota aí e já manda no grupo dos amigos uma dessas opções! Lembrando que já fui em todas essas dicas e coloquei o link com as resenhas que fiz de cada lugar.

Pork’s Praça Tiradentes (Santa Efigênia). Clique aqui e saiba mais sobre o bar

Trem da Central (Centro). Clique aqui e saiba mais sobre o bar

– Bar Confrades (Savassi) – Clique aqui e saiba mais sobre o bar

– Odeon BH (Mercado Novo – Centro)Clique aqui e saiba mais sobre o bar

– Mezcla BH (Mercado Novo – Centro) – Clique aqui e saiba mais sobre o bar

Bares da Capapreta (Savassi e Santa Efigênia). Clique no nome do bairro para saber mais sobre os bares: Savassi / Santa Efigênia

Casa Olec (São Pedro). Clique aqui e saiba mais sobre o bar

OAK Island (Castelo). Clique aqui e saiba mais sobre o bar