Divulgados os estilos de cerveja mais populares do mundo!

A cerveja é a bebida alcoólica mais consumida do mundo. Para agradar a todos os paladares, existem mais de 150 estilos de cerveja disponíveis. Mas, com tantas opções, a gente acaba escolhendo alguns como preferidos. Claro que, em cada região desse planeta, existem estilos que se sobressaem. Afinal, cada pessoa tem seu gosto e cada país tem sua tradição e costumes que acabam tornando aquele estilo o mais consumido naquele país.

Com tantas opções de cerveja, você sabe quais são os estilos mais populares do mundo?

O Taste Atlas, um site colaborativo, divulgou, em agosto o ranking com as cervejas mais populares do mundo e as que foram melhores avaliadas pelo público em geral. Antes de falar qual foi esse ranking é preciso explicar como é feita essa lista.

O site permite que os usuários registrem suas experiências com restaurantes, pratos e bebidas típicas, além de polos gastronômicos. A plataforma funciona de forma a criar um mapa interativo que mostra as comidas e produtos típicos de diversos países. As avaliações que são colocadas ali não são profissionais, qualquer usuário pode entrar e dar notas de 0,5 a 5 para determinados pratos ou bebidas. A partir disso, o site reúne a média anual e divulga ao público as mais populares e as que tiveram melhores notas.

Nem sempre seus resultados são vistos como positivos e costumam gerar polêmicas. Mas, como já foi citado, eles apenas reúnem a média das notas que foram dadas pelo público. Então, o resultado vai depender do público que o acessa.

Agora, veja abaixo a lista com os 10 estilos mais populares do mundo de 2024 segundo o Taste Atlas e tire suas próprias conclusões.

1 – American Lager: no site cita apenas Lager, mas, Lager não é um estilo. Acredito que eles devam ter tido muitos votos para “Lager”, considerando “American Lager”. Estou supondo isso porque muitos rótulos não especificam o “American”, colocam apenas “Lager”. Esse, sim, queira você ou não queira é, sem dúvida, o estilo mais consumido no mundo. Que são, na maioria das vezes, os estilos das cervejas industrializada, ou as cervejas comuns, como queira chamar. São leves e refrescantes, com sabor suave e aroma discreto. No Brasil, muitas ainda colocam o nome de “tipo Pilsen”. Ou seja, eu estou falando da Brahma, Skol, Antarctica etc. É oou não é a mais consumida do público geral?!

2 – Pilsen: Essa, sim, é a Pilsen de verdade. Chamada de Pilsner ou Pils é um estilo criado na República Tcheca. Conhecida por sua cor clara, sabor suave e aroma de lúpulo.

3 – Pale Ale: Neste caso, eles também não especificaram qual Pale Ale, já que existem outras categorias como English Pale Ale, American Pale Ale e Belgian Pale Ale, que são um pouco diferentes umas das outras. Vou considerar o estilo clássico que é o English Pale Ale, que tem o sabor de malte equilibrado e amargor moderado resultante da adição de lúpulos. É conhecida por seu aroma e sabor distinto de lúpulo, que pode variar entre cítrico, herbal e resinoso.

4 – Stout: é uma cerveja escura, intensa e versátil, com sabor forte, aroma complexo, amargor equilibrado, notas de café, chocolate e malte torrado. Também possui vários sub-estilos como a Irish Dry Stout, Russian Imperial Stout, Oatmeal Stout.

5 – Brown Ale: é uma cerveja de cor marrom escura, com sabor suave e maltado e aroma de nozes, caramelo e baunilha. Ela tem teor alcoólico moderado e é caracterizada por seu amargor equilibrado, que é combinado com notas de malte torrado e caramelo.

6 – Munich Helles: é uma cerveja da escola alemã, conhecida por sua cor clara e sabor suave e equilibrado. Tem baixo amargor e aroma discreto. 

7- IPA: é uma cerveja amarga e com aroma de lúpulo, com sub-estilos que variam em teor alcoólico, amargor e aroma. Ela é apreciada por aqueles que gostam de cervejas com amargor intenso.

8 – Lambic: é uma cerveja da escola belga, produzida por fermentação espontânea com leveduras e bactérias do ar local. Tem sabor ácido e complexo com notas de frutas cítricas, mel, cevada torrada e acidez. Pode ser envelhecida em barris de madeira e resultar em sabores adicionais de vinho ou whisky. 

9 – Weissbier: é uma cerveja da escola alemã, feita com trigo, conhecida por sua cor dourada e seu sabor e aroma com notas de banana e cravo. É uma cerveja refrescante e fácil de beber.

10 – Kölsch: é conhecida por seu sabor suave e refrescante, com pouco amargor e aroma discreto. 

Percebeu como essa lista é bem polêmica?

Além dessa lista, eles também divulgaram o ranking com os 96 estilos de cerveja mais bem avaliados do mundo, que causou ainda mais reboliço no meio cervejeiro. Mas, esse reboliço, na minha opinião, foi por pura falta de interpretação do público.

Muitos entenderam que, naquela lista, estariam os top estilos de cerveja do mundo. Considerando a Tripel o melhor estilo do mundo. Mas, não é isso! Pelo meu entendimento, das cervejas que foram avaliadas na plataforma, eles selecionaram as que tiveram melhor pontuação dos usuários. Das Tripel avaliadas, a maioria teve ótimas notas, chegando à melhor média, 4,3 pontos.

Confira os 10 estilos que tiveram as melhores notas:

1 – Tripel;
2- Dubel;
3- Weissbier;
4 – Lambic;
5 – Chodské pivô (nunca ouvi falar, mas pesquisei e é uma cerveja da República Tcheca. Não acredito que seja um estilo);
6- Imperial Stout;
7 – Helles;
8 – Belgian Blond Ale;
9- Pilsner;
10 – Witbier.

Uma observação para os ipeiros de plantão: os únicos estilos de IPA que apareceram foi a New England IPA em 33º lugar e a Black IPA em 69º lugar.

Com essa lista aí dá pra desconfiar que a maior parte do público do site sejam belgas e alemães, afinal, dos 10 melhores, cinco são do estilo belga e 3 da escola alemã.

Não concorda com essa lista? Então, vai no post do meu insta e me conta qual é seu estilo preferido e vamos fazer nosso próprio ranking.:) Clique aqui para ir para o post.

Para conferir as listas completas, acesse os links abaixo.

Mais populares: https://www.tasteatlas.com/beer?ref=main-menu
Estilos mais bem avaliados: https://www.tasteatlas.com/best-rated-beer-styles-in-the-world

Onde Beber Artesanal: Odeon BH

A dica de hoje é de Onde Beber Artesanal no Centro de BH, em um local que preza pela diversidade, qualidade e simplicidade!

Estou falando do Odeon BH, que fica no Mercado Novo.

A casa

O espaço tem um ambiente que parece te transportar para outra década. A decoração e os azulejos portugueses complementam essa viagem. O local para sentar e tomar uma é compartilhado com outras lojas. Portanto, não se intimide, pegue sua cerveja e sente onde se sentir mais à vontade.

Para beber

O local oferece 14 torneiras de cervejas especiais das cervejarias São Sebastião e Mills. Tem para todos os gostos: da Pilsen à Double IPA. Por lá, funciona o sistema de fichas, com preço único para todas as cervejas: R$9 o copo de 280ml. Se preferir em maior quantidade, eles servem em bilhas (espécie de garrafa): R$18 a R$36. Eu indico fortemente a Cacau Porter da Mills e a Jiboia IPA da São Sebastião.

Para comer

O bar não tem cozinha. Mas, no seu em torno tem diversas opções para poder forrar o estômago. Com fome você não vai ficar! Eu escolhi um prato da Cozinha Tupis.

Eu adoro lugares assim, onde você se sente à vontade e de quebra ainda toma cervejas de qualidade. A dica é, se for em um final de semana, chegue mais cedo, pois, o Mercado Novo fica bem cheio.

📍Odeon BH
Av. Olegário Maciel, 742
Mercado Novo – Centro de BH
Intagram:  @odeonbh

#cervejeirauai #cervejaespecial #cervejaartesanal #dicadodia

Divulgadas as melhores cervejas do Brasil e do mundo

Considerado o “Oscar da Cerveja”, o World Beer Awards é um dos mais prestigiados concursos cervejeiros do mundo, onde reúne as melhores cervejarias de todos os continentes em uma disputa acirrada por reconhecimento. Neste ano, o Brasil trouxe para casa um resultado positivo, com oito cervejarias sendo consideradas as melhores do mundo em seus estilos.

O World Beer Awards ocorre anualmente em duas etapas. A primeira, é a etapa nacional onde as cervejas de cada país concorrem entre si nos seus determinados estilos. As melhores recebem medalhas de bronze, prata e ouro. As medalhistas de ouro passam para a etapa internacional, sendo julgadas por especialistas para definir as melhores cervejas do mundo em cada estilo.

Na etapa internacional, oito cervejas brasileiras foram consideradas as melhores do mundo em suas categorias. Dessas, duas são mineiras. Confira as campeãs:

Brazilian Pale Ale: Verano – Wäls
Session IPA: Albanos Session IPA – Cervejaria Albanos
Altbier: Sebastian – Cervejaria Walfänger
Flavoured Stout & Porter: Hainu – Cervejaria Colorado
Catharina Sour – Caju Pytang – Cervejaria Unika
Lambic: Goddess Calíope – Cervejaria Stannis
Grape Ale: Italian Grape Gewurztraminer – Cervejaria Leopoldina
Sweet Stout: Caracu – Ambev

Todas as vencedoras estão em http://www.worldbeerawards.com .

Na etapa nacional, Minas trouxe 19 medalhas para a casa, sete de ouro, sete de prata e 4 de bronze. O destaque mineiro foi a Cervejaria Wäls, que levou 8 medalhas ao todo. Já o destaque nacional ficou com a cervejaria Stannis que conquistou, ao todo, 16 medalhas na edição de 2024.

Parabéns a todas medalhistas!

Confira as cervejarias que receberam medalhas na etapa nacional:

OURO

Cervejaria Walfanger – Altbier – Sebastian
Baden Baden – Red Ale – Barley Wine
Wäls – Dubbel – Belgian Style Dubbel – MG
Wäls – Quadruppel – Belgian Strong
– MG
Bohemia – Strong – Bohemia Reserva
Denker – Wood Age – Black Miracle
Goose Island Brewhouse São Paulo – Sour – Sourland
Cerveja Stannis – Fruit – St.Cecília –
Água do Monge – Fruit – Saison Pitaya
Goose Island SP – Cervejeira Sou Eu – Herb & Spice
Colorado – Appia – Honey & Maple Syrup
Cerveja Stannis – Antonieta Porter – Smoke
Cerveja Stannis – Dear Paula – American IPA
Cerveja Stannis – Black Dandara – Black IPA
Colorado – Vixnu – Double IPA
Albanos – Session IPA – MG
Cerveja Stannis – Stannis – Pilsner
Hausen Bier – Dunkel
Bonato – Dark Lager
Spaten Brazil – Helles
Noi – Oro – Helles
Therezópolis – Gold – Helles
Cervejaria Xaraés – Hop Lager
Cervejaria Laut – Montesa – Pilsen – MG
Ashby – Pilsen – Puro Malte
Corona Brazil – International Lager
OPA Bier – International Lager – Premium Lager
Baden Baden – Doppelbock – Strong
Seven Days – Summer – Pale (Low Alcohol)
La Birra – Irish Red Ale – Amber
Cerveja Stannis – Brigit Ale – American Pale Ale
Eisenbahn – Pale Ale – Belgian Ale
Cerveja Stannis – Gold Amelia – Belgian Blonde
Água do Monge – Saison Chardonnay – Saison
Wäls – Verano – Brazilian Pale Ale – MG
Búzios – Forno – English Pale Ale
Goose Island Brewhouse São Paulo – Yellow Line – Pale Sazonal
Unika – Catharina Sour Caju Pytang – Catharina Sour
Hop Bros Cervejaria – Fruit Beer – Fruit Lambic
Cerveja Stannis – Goddess Calíope – Lambic
Noi – Passione – Oud Bruin
Wäls – Brut – MG
Daoravida – Terminus 2022 – Experimental
Caraça – Sport Lager – Sem glúten – MG
Leopoldina – Italian Grape Ale Gewurztraminer – Grape Ale
Denker – Imperial Stout
Denker – Stout – Oatmeal Stout
Caracu – Sweet Stout
Opa Bier – Hefe Weizen – Bavarian Hefeweiss
Opa Bier – Kristal Weizen
Fredericia – Fredericia Weizenbock – Weizen Strong

PRATA

Cervejaria Albanos – American Brown Ale – MG
Cerveja Stannis – Strong Nataly – Belgian Strong
Cerveja Stannis – Omama Lila – Strong
Wäls – Café do Sul – Chocolate & Coffee – MG
Cervejaria Colorado – Demoiselle –  Stout & Porter
Cervejaria Colorado – Sour Frutas Vermelhas – Wild & Sour Beer
Baden Baden – Peach – Fruit & Vegetable
Denker – Praia Negra – Wood Aged
Mills Brewery – Bedrock – American IPA – MG
Unika – Skunk Juicy IPA – NE IPA
Goose Island Brewhouse São Paulo – Midway – Session IPA
Campinas – IPA Todo Dia Session – Session IPA
Brahma – Duplo Malte – Pilsen
Caraça – Dark Lager – Dark Lager – MG
Therezópolis – Ebenholz – Dark Lager
Caraça – Hoppy Pilsener – India Pale Lager – MG
Antarctica Original – International Lager
Skol – International Lager
Budweiser Brasil – International Lager
Cervejaria Xaraés – American Lager – International Lager
Cervejaria Xaraés – Low Carb – Light
Cerveja Stannis – Jaras Lager – Vienna
Sim!Cerveja Sem Álcool – Ginger – Sem álcool saborizada
Campinas – IPA Zero – IPA Sem álcool
La Birra – Strong Scotch Ale – Amber
Mills Brewery – Springfield – American Pale Ale – MG
Cerveja Stannis – Stannislau’s Reserve – Barley Wine
Wäls – Trippel – Belgian Triple – MG
Ashby – British Strong Ale – Bitter acima de 5.5%
Búzios – Olho de Boi – Brazilian Pale Ale
La Birra – Belgian Honey Tripel – Experimental
Stella Artois – Pure Gold – Sem gluten
Leopoldina – Italian Grape Ale Moscato – Grape Ale
Baden Baden – Stout – Imperial Stout
Goose Island Brewhouse São Paulo – 312 – American Wheat
Walfänger – Hefe WeissbierFlamingo Beer & Co. – Witbier – Belgian Witbier

BRONZE

Noi – Barbara – Barley Wine
Noi – Cioccolato – Stout & Porter
Cerveja Stannis – Mamma Sour – Wild & Sour Beer
Devassa – Tropicaê Limão – Fruit & Vegetable
Noi – Cioccolato Barile – Wood Aged
Hausen Bier- American IPA
Goose Island Brewhouse São Paulo – Here Comes Modern Times – American IPA
Goose Island Brewhouse São Paulo – Dilly-Dally – Black IPA
Goose Island Brewhouse São Paulo – Goose IPA – English IPA
Búzios – Caravelas – NE IPA
Ashby – Session IPA
Walfänger – Albert – Session IPA
Wäls – Session Haze – Session IPA – MG
Colorado – Kuya – IPA
Therezópolis – Rubine – Bock
Hausen Bier – Bock
Opa Bier – German Lager – Pilsen
Cervejaria Colorado – Ribeirão Lager – Pilsen
Cervejaria Xaraés – Premium Lager – Pilsen
Wäls – X-Wäls – Pilsen – MG
Opa Bier – Merecida – Czech Style Pale
Fredericia – Dunkel – Dark Lager
Cervejaria Albanos – 1870 – Kulmbacher – Dark Lager – MG
Goose Island Brewhouse São Paulo – In the Summertime – Hoppy Pilsener
Devassa – Puro Malte Tropical – International Lager
Eisenbahn – Pilsen
Baden Baden – Cristal – International Lager
Hausen Bier – Pilsen
Brahma Chopp – International Lager
Noi – Low carb – Light
Cervejaria Fürst – Lite Lager – Light – MG
Bohemia Aura Lager – Vienna
Sim!Cerveja Sem Álcool – IPA – IPA Sem álcool
Sim! Cerveja Sem Álcool – Summer – Lager sem álcool
Campinas – Amber Ale – Amber
Ashby – American Pale Ale
Cervejaria Albanos – Pale Ale – Brazilian Pale Ale – MG
Cerveja Stannis – Scarlett Flanders – Flanders Red Ale
Hop Bros Cervejaria – Dubbel – Sour & Wild Ale
Cervejaria Laut – De Leve – Sem glúten – MG
Leopoldina – Italian Grape Ale Sauvignon Blanc – Grape Ale
Cerveja Stannis – St.Paddy’s – Imperial Stout
Cervejaria Xaraés – Oatmeal Stout – Oatmeal Stout
Brahma – Duplo Malte Trigo – American Wheat Beer
Eisenbahn – Weizenbier – Bavarian Hefeweiss
Ashby – Weiss – Weiss Strong

4 passos para servir sua cerveja!

Para apreciar o sabor e o aroma da cerveja são necessários alguns cuidados importantes na hora de servir a cerveja. Não é uma regra, mas, pode ter certeza que ao seguir essas dicas, sua experiência na hora de degustar a cerveja será muito melhor.

Então vamos lá!

1º passo:  A temperatura

A primeira coisa que devemos pensar, antes mesmo de servir a cerveja é na temperatura dela. Cada estilo tem uma temperatura ideal. De modo geral, cervejas claras, leves e de perfil sensorial menos complexo podem ser servidas entre 0° C e 4° C. A temperatura aumenta à medida que os estilos se tornam mais intensos. Cervejas frutadas, à base de trigo e lambics saem muito bem quando servidas entre 5 °C e 7 °C. As cervejas de teor alcoólico moderado, que são estilos mais encorpados e complexos, pedem serviço de 7 °C a 10 °C de temperatura, no caso da IPA, Bock, Vienna, Porter, Stouts. Já as cervejas com teor alcoólico elevado e muito complexas, como trapistas, Barley Wine e Imperial Stouts, pedem temperaturas entre 10 °C e 15°C são indicadas para cervejas ‘de guarda’.

Nesse post eu dei mais detalhes sobre a temperatura da cerveja, clique aqui e veja!

2º passo:  O copo

Escolher o copo adequado para cada estilo de cerveja é fundamental na hora de degustar uma cerveja, pois, eles foram desenhados tendo em conta as características específicas do estilo e da cerveja em particular. Assim, os aromas, os sabores e a espuma são potencializados e até a temperatura ideal é atingida e/ou mantida por mais tempo se o copo correto for escolhido.

Se não tiver o copo de cada estilo, use a tulipa que é a mais indicada para degustação. 

Lembrando que o copo deve estar perfeitamente limpo, sem poeiras, resíduos ou marcas. O detergente para lavá-lo deve ser neutro e sem óleos. Quando há um excesso de bolhas retiras nas paredes do copo, significa que o copo não está bem lavado.

Aqui, eu falo mais sobre a importância do copo.

Sobre a limpeza do copo

3º passo: O serviço

Para servir, incline o copo a 45° aproximadamente e derrame a cerveja devagar, quando estiver na metade do copo, coloque-o totalmente em pé e termine de servir a cerveja afastando a garrafa ou a lata da boca do copo para que forme a espuma. O ideal é que a espuma tenha dois dedos.

Nesse post, eu contei sobre a importância da espuma para a cerveja.

4º:  Aprecie a cerveja!

Admire a cor da cerveja, observe se ela está límpida ou opaca, veja a espuma se manteve no copo, cheire e sinta os aromas, brinde e tome a cerveja! Aprecie, desfrute e descubra tudo o que uma cerveja tem para lhe oferecer!

Esqueci a cerveja no congelador. E agora?

Na pressa de gelar cerveja, algumas pessoas acabam recorrendo a saídas rápidas como colocá-la no freezer. A cerveja quente vai para o congelador e, algumas vezes, acaba esquecida e o resultado pode ser uma cerveja congelada ou até mesmo uma cerveja estourada.

Além de te contar o motivo da cerveja congelar, contarei, também, como evitar o congelamento e o que fazer caso ela congele.

Primeiro, é bom lembrar que se deve evita colocar a cerveja direto no congelador. O ideal é colocá-la na geladeira para ir gelando aos poucos. Mas, é óbvio que nem sempre as coisas acontecem como queremos e o jeito é já levá-la direto para o congelador. Uma dica simples é colocar um despertador para não a esquecer congelando. Lembrando que não é bom deixá-la nem perto de congelar, já já te explico o por que.

Por que a cerveja congela?

Uma informação que precisamos saber é que a temperatura necessária para fazer a cerveja congelar fica um pouco abaixo dos -20º C, a temperatura que um freezer costuma ter.

O álcool e água são os componentes que vão interferir no congelamento ou não da cerveja.  A água congela a 0 grau. Já o álcool precisa de temperaturas mais baixas para congelar, algo como -114°. Ao ficar muito tempo no freezer, em temperaturas negativas, o líquido vai congelando pouco a pouco. Como a cerveja contém apenas entre 4% e 12% de álcool, essa quantidade não é o suficiente para que a bebida suporte o frio do congelador sem acabar congelando.

Como o álcool interfere no congelamento da cerveja, o ponto de congelamento dela depende da sua composição. Cervejas com 5% de álcool por volume, que é o valor encontrado na maioria das cervejas Lagers comerciais, congelam em temperaturas abaixo de -2º graus. Já cervejas com alto teor de álcool congelam em temperaturas levemente mais baixas, por volta dos -4ºC. O ideal é que ela nunca baixe de 0°C.

Os destilados como a vodca e a cachaça que possuem entre 40% a 55% de álcool não congelam pela alta concentração de álcool. Essas bebidas têm o ponto de congelamento em torno de -40°C, temperatura que os freezers modernos não alcançam, uma vez que costumam atingir até -20°C. Por isso, mesmo que ao esquece-los no congelador, eles não irão congelar e nem estourar.

A cerveja ficou super-gelada (canela de pedreiro), mas ainda não congelou. Como retirá-la do freezer?

A cerveja pode atingir o ponto de congelamento e não congelar. É quando a garrafa fica com gelo por fora, mas, por dentro, a cerveja ainda está líquida. Isso acontece porque a garrafa fica inerte no congelador, como ela não se movimenta, as moléculas da cerveja ficam estáveis e não conseguem passar para o estado sólido. Nessa situação, é preciso ter cuidado, pois, ao tirá-la do congelador ela pode congelar por dois motivos: pela movimentação do líquido, seja pela abertura do congelador que tira a cerveja do lugar ou quando pegamos nas garrafas e movimentamos o líquido, ou pela mudança brusca de temperatura, que acontece quando você tocada com a mão o meio da garrafa.

A melhor forma de evitar isso é retirá-la do congelador bem devagar sem encostar no meio da garrafa. Evite o contato com a parte onde está o líquido e evite qualquer sacudida que possa agitar as moléculas e fazê-las passar para o estado sólido.  Há duas opções: pegar pelo gargalo ou pela tampa, onde não há contato com o líquido, ou pela parte de baixo, onde o vidro é mais grosso e funciona como isolante, dificultando o congelamento.

Sabe quando passam a mão embaixo da garrafa? Pois é, pode fazer isso também. Isso ajuda a “acostumar” a garrafa ao ambiente.

Essas técnicas servem para lata também. No caso da lata, é só pegar pelas extremidades que são mais grossas.

Feito isso com sucesso, deixe-a fechada e em cima de alguma superfície, como a pia ou a mesa, até que chegue a uma temperatura acima da de congelamento e esteja pronta para consumo: gelada, mas sem congelar.

A cerveja congelou, mas não estourou. O que fazer?

Se o líquido dentro da garrafa congelar, ao degelar de qualquer forma ela pode ficar choca. Quando acontece uma variação de temperatura muito brusca a cerveja perde gás carbônico e ganha aquele amargor característico da bebida choca.

Para evitar tomar cerveja choca ou aguada, aí vão algumas dicas:

– Coloque em um recipiente térmico com água, gelo e sal. Isso fará com que ela descongele mais lentamente, sem perder o sabor.

– Não dá para fazer isso, então deixe descongelar lentamente: Não adianta tentar acelerar o processo usando fontes de calor como micro-ondas, água quente, sol, etc. Isso só fará com que a cerveja fique mais aguada, além de aumentar o risco de a garrafa quebrar. Congelou? Espere!

– Não volte com a garrafa para a geladeira: Se a cerveja já congelou, o melhor a fazer é espera-la descongelar.

Mas, lembre! Congelar a cerveja nunca é uma opção já que corre o risco de perder o gás, mudar sua textura, seu aroma e seu sabor.  Além disso, a cerveja muito gelada, perto do zero grau ou até negativa, mata o sabor da bebida, pois, ao tomar, ela congela momentaneamente suas papilas gustativas, responsáveis pela percepção de sabor na boca.

Aqui, eu conto qual a temperatura ideal para cada estilo.

Por que a garrafa da cerveja estoura quando congela?

Quando atinge temperaturas muito baixas, o líquido no interior da garrafa vai para o estado sólido. Nesse processo, ocorre a expulsão de gás carbônico (CO²) e a água presente na cerveja se torna gelo, que possui volume maior que a água em estado líquido. Ou seja, a cerveja congelada ocupa mais espaço do que a cerveja líquida. E como algumas garrafas não suportam a pressão desse aumento de volume elas simplesmente estouram.

Tirei a cerveja da geladeira, mas não abri e não quero consumir agora. Posso deixar esquentar e depois gelar novamente? (Não estamos falando de congelador mais, agora é geladeira)

Às vezes, acontece de você colocar algumas cervejas na geladeira, para uma festa por exemplo, não consumir todas e ter que tirar as que sobraram, ou para desocupar a geladeira ou para levar para outro lugar. Ao voltar para a temperatura ambiente, dificilmente essas cervejas ficarão chocas da próxima vez que você colocar para gelar. Para a cerveja ficar realmente choca, você precisa repetir esse processo várias vezes.

Como fazer isso sem agredir o líquido?

O ideal é retirar a cerveja da geladeira e deixá-la em temperatura ambiente. Assim, ela volta à temperatura lentamente, sem choque térmico.

Dizem que cervejas mais leves são mais sensíveis e podem não suportar esse “gela, esquenta e gela”. Eu já fiz isso com diversos estilos de cerveja, nunca deu problema.

Fonte: Uol, Zé Delivery, Bons de Copo

As cinco cervejas mais vendidas do mundo!

Você conhece as cervejas mais vendidas no mundo? Quando falamos em consumo de cerveja, é comum associarmos a países que já têm a fama de bebedores como Brasil, Alemanha, Inglaterra, República Tcheca e Estado Unidos. Porém, o que a gente esquece de levar em consideração é o tamanho da população dos países.

Levando isso em consideração, não é à toa que entre as cervejas mais populares do mundo, destacam-se algumas marcas chinesas, embora para muitos sejam empresas desconhecidas.

Considerando que o país representa cerca de 20% da população mundial, não é incomum que várias das marcas mais vendidas do mundo sejam chinesas. A demanda por cerveja na China continua a crescer, graças a uma classe média emergente.

Depois de contextualizado, vamos ao ranking das 5 cervejas mais vendias no mundo:

1. Snow Beer (China)

Liderando a lista como a cerveja mais consumida do mundo está a Snow Beer, produzida na China. Com um mercado de proporções gigantescas, essa cerveja domina a indústria chinesa e supera até mesmo marcas mundialmente conhecidas em termos de volume de vendas. A Snow Beer cativa os chineses com seu perfil leve e refrescante, tornando-a a escolha perfeita para acompanhar pratos típicos da culinária chinesa.

2. Budweiser (Estados Unidos)

Originária dos Estados Unidos, a Budweiser é uma das cervejas mais icônicas do mundo. Famosa pelo seu sabor marcante, com notas leves de malte e lúpulo, ela é uma presença constante em festas, churrascos e eventos esportivos americanos. Além disso, a marca da Budweiser é amplamente reconhecida graças a campanhas publicitárias bem-sucedidas.

3. Tsingtao (China)

Outra cerveja chinesa que ganhou o paladar internacional é a Tsingtao. Fundada por colonizadores alemães em 1903, essa cerveja combina influências europeias com ingredientes locais, resultando em uma bebida suave, fácil de beber e com baixo teor alcoólico. Tsingtao tem conquistado uma posição significativa em mercados ao redor do mundo.

4. Skol (Brasil)

O Brasil não poderia ficar de fora dessa lista, afinal, a cerveja é uma das paixões nacionais. A Skol se destaca como a cerveja mais consumida no país, conhecida por sua leveza e por ser uma das opções mais acessíveis. Presente em festas e encontros entre amigos, a Skol é sinônimo de celebração e descontração.

5. Heineken (Holanda)

A Heineken é uma das marcas de cerveja mais reconhecidas mundialmente, representando a Holanda no cenário cervejeiro. Com um sabor característico e uma garrafa verde distintiva, a Heineken conquistou consumidores em diversos países, tornando-se uma das cervejas mais consumidas globalmente.

Bônus

A título de curiosidade a sexta e a sétima mais vendidas são cervejas do México e da Africa do Sul.

6. Corona Extra (México)

Com sua origem no México, a Corona Extra também ganhou popularidade em escala global. A cerveja é conhecida pelo toque cítrico, que a torna extremamente refrescante, especialmente quando servida com uma fatia de limão. A imagem de uma praia paradisíaca com uma garrafa de Corona Extra se tornou um símbolo de relaxamento.

7. SABMiller’s Castle Lager (África do Sul)

A Castle Lager é uma das cervejas mais consumidas na África do Sul e em outros países africanos. Criada em 1895, essa cerveja é símbolo da rica cultura cervejeira do continente africano e é apreciada por sua qualidade e sabor único.

Anuário da cerveja é divulgado e revela diversos recordes do setor no último ano

A indústria cervejeira brasileira segue em ritmo de crescimento. De acordo com o Anuário da Cerveja 2024, estudo elaborado anualmente pelo Ministério da Agricultura e da Pecuária (Mapa) e divulgado no dia 9 de maio, em 2023 o número de cervejarias abertas no Brasil atingiu o pico de 1.847 unidades. Isso significa um crescimento de quase 7% sobre o ano anterior, que tinha 1.729 cervejarias registradas, um recorde histórico para o setor.

Todas as regiões do país apresentaram aumento no número de cervejarias registradas. Seguindo a tendência observada nos anos anteriores, a região Sudeste lidera com 856 cervejarias, representando 46,3% do total de estabelecimentos do Brasil.

São Paulo continua sendo o estado com o maior número de cervejarias registradas, com a marca de 410 cervejarias, sendo o primeiro estado a atingir a marca de mais de 400 cervejarias. Em seguida, vem o Rio Grande do Sul, com 335, e Minas Gerais, em terceiro lugar, com 235 cervejarias registradas.  No entanto, o Pará foi o estado que mais cresceu, com 33,3%, passando de 15 para 20 cervejarias, seguido por Mato Grosso do Sul (22,2%).

Segundo o levantamento, há pelo menos uma cervejaria em 771 municípios do Brasil. Ainda em relação aos municípios, o destaque ficou para cidade de São Paulo com total de 61 estabelecimentos registrados, seguido por Porto Alegre, 43, e Curitiba com 26. Já a novidade sinalizada no documento é que Farroupilha/RS e Goiânia/GO passaram a constar na lista de cidades brasileiras com 10 ou mais cervejarias registradas. Agora, são 23 cidades que figuram essa lista, sendo 12 situadas no Sudeste, oito no Sul, duas no Centro-Oeste e uma no Nordeste, em Fortaleza. Minas Gerais está representada por 4 cidades: Nova Lima, que ficou em 5º lugar, com 22 cervejarias, seguida de Belo Horizonte e Juiz de Fora, em 6º lugar, empatadas com 21 cervejarias, e Uberlândia, um pouco mais para baixo da lista, com 11 cervejarias.

Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.

Em relação à densidade de cervejarias por habitantes, Rio Grande do Sul é o estado em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias, ultrapassando Santa Catarina e alcançando a primeira posição com a marca de um estabelecimento para cada 32.486 habitantes.

Registro de produtos

Outro destaque no estudo sobre a indústria cervejeira no Brasil é o total de registros de produtos: 45.648, com crescimento de 6,6% em relação a 2022, ou seja, 2.817 registros a mais em um ano. Com esses números, a cerveja segue como a bebida mais registrada no país.

São Paulo segue sendo o estado com maior número de cervejas registradas, com 13.654. Em segundo e terceiro lugares, ficam Rio Grande do Sul e Minas Gerais, com 6.791 e 6.417 respectivamente.

As cidades que mais registraram produtos foi São Paulo (2.004), Porto Alegre (1.686) e Nova Lima (1.115).

Saem importados, entram os nacionais

O documento elaborado pelo Mapa identificou, ainda, que o brasileiro está trocando a cerveja importada pela nacional. Desde 2019, a importação de cerveja registra queda, chegando a uma redução de 51,1% em volume e 39,4% em valor no ano passado. Caíram a quantidade, a diversidade e a origem dos países. Os produtos são provenientes de 19 países, sendo a maior quantidade oriunda da Alemanha.

Por outro lado, as cervejas brasileiras estão ganhando o mercado internacional, com um crescimento de 18,6% no volume e de 28,8% do total faturado com as exportações. Ao todo, as cervejas brasileiras foram para 75 países. O Paraguai é o principal destino da cerveja brasileira, seguido por Bolívia, Uruguai, Chile e Cuba.

Volume de cerveja

O anuário apresenta pela primeira vez o volume de produção anual de cerveja no Brasil.

Em 2023, foi declarada uma produção superior a 15 bilhões de litros de cerveja no Brasil. A região Sudeste é aquela com maior volume de produção declarado, atingindo a marca de 8 bilhões, o que representa 53,4% da produção.

A região Norte é única que não ultrapassa a marca de 1 bilhão de litros de cerveja produzidos, possuindo o menor volume de produção declarado, com 236.354.740, o que corresponde a apenas 1,5% da produção brasileira.

Em 2023, 29,2% do volume de produção de cerveja declarado é referente à Cerveja Puro Malte ou 100% Malte.

Apenas 0,8% do volume de produção de cerveja declarado em 2023 é referente à Cerveja Sem Álcool ou Cerveja Desalcoolizada, e 0,3% referente à Cerveja com Teor Alcoólico Reduzido ou Cerveja de Baixo Teor Alcoólico.

99,5% do volume de produção de cerveja declarado diz respeito à cerveja com fermentação tipo Lager. O estilo de cerveja Lager Leve Clara corresponde a 51,4% do volume de produção de cerveja brasileiro declarado em 2023. Na segunda e terceira posição estão os estilos “Outras Lagers” e “Pilsener”. Juntos, estes três estilos de cerveja correspondem a 99,08% da produção nacional de cerveja. A queridinha IPA, corresponde a 0,22% da produção brasileira.

99,7% do volume de cerveja produzido utilizam lúpulos importados. Desse volume, 96% utilizam somente lúpulos importados. Porém, o aumento do uso 100% de lúpulos nacionais tem aumentado.

Lembrando que o MAPA não contabiliza as “Cervejaria cigana”, um modelo de negócio em que mestres cervejeiros que não possuem instalações próprias fabricam suas várias receitas de cerveja em plantas fabris registradas que alugam seus equipamentos para produção de terceiros. Ou seja, alguns desses números são bem maiores do que esses divulgados!

Onde Beber Artesanal: Fillys Cervejaria com artesanal e churrasco texano

O Onde Beber Artesanal desta vez estaciona em um espaço cervejeiro com pit defumador!


A dica é a Fillys Cervejaria.

🏠 A casa é bem espaçosa. Conta com uma varanda, um espaço interno enorme e um jardim privado.

🍻  Ao todo, são 14 opções de cervejas artesanais próprias e uma convidada. São diversos estilos para todos os gostos. American Lager, Cream Ale, Pale Ale, Session IPA, IPA, Tripel, Porter e outras. O valor varia de R$9 a R$25 (Half pint e Pint).

🍽 Para comer tem opção para todas as fomes, desde petiscos como a Chicken Lollipop, Bolinho Mac’n’cheese (bolinho com queijo canastra)…

… a pratos mais robustos como o carro-chefe Combo Pit Master (seleção de defumados, como brisket e pork ribs, acompanhados da salada coleslaw, chutney e batata fritas).

Os valores variam de R$13 a R$149. Seguindo receitas de churrasco texano, feito em pit defumador com longas horas de preparação.

A cervejaria é petfriendly.

Com espaço muito agravável, música ao vivo, é um ótimo espaço para encontrar amigos, ir com a família, comer comida boa e cerveja de qualidade!

📍 Cervejaria Fillys
Rua Castelo de Lisboa, 410
Castelo – BH
🔈 @cervejariafillys

#TBTemPilsen: Fábrica da Pilsner Urquell, a melhor cerveja que eu já tomei na minha vida!

No #tbt de hoje, a gente vai passar na terra da Pilsen, onde tudo começou e onde eu tomei a melhor cerveja da minha vida. Eu estou falando da cidade de Pilsen, que fica na República Tcheca. Por lá, eu fui no Museu da Cerveja, andei pela cidade subterrânea e fui conhecer a fábrica da cerveja Pilsner Urquell, a primeira Pilsen do mundo!

A cidade de Pilsen fica a 100km de Praga. Por isso, quando estávamos em Praga, optamos por fazer um bate e volta para Pilsen. Foi um passeio de um dia inteiro que vale cada segundo.

Museu da Cerveja

Primeiro, começamos o dia no Museu da Cerveja, que fica no centro histórico de Pilsen e funciona em uma antiga fábrica de cerveja dos anos 1400. O passeio é gerido pela Pilsner Urquell. Aliás, nós compramos o ingresso conjugado para esses três passeios que vou falar aqui.

No museu, a gente encontra muita história da cerveja, tem simulação de como eram os pubs de Pilsen, tem um forno de malte, um laboratório, tem diversos utensílio e roupas que eram usadas antigamente, além de outras curiosidades sobre cerveja.

Tem até um modelo de cervejaria a vapor que dizem que ainda funciona e é capaz de produzir trinta litros de cerveja de uma só vez.

No final, tem uma lojinha cheia de cervejas Tchecas dos mais variados estilos.

É um passeio muito gostoso e curioso. Esse tour você faz sozinho.

Cidade Subterrânea

Bem ali pertinho começa o tour da cidade subterrânea. Esse, tem que ser acompanhado, tem que usar equipamentos de segurança, é bom ir com blusa de frio porque, independente do calor lá fora, pode fazer até 6° lá embaixo, além de ser bastante úmido, tem até algumas partes bem molhadas. O passeio não é recomendado para quem tem claustrofobia. Eu tenho, mas eu vi que que os corredores não eram tão apertados assim e segui o passeio, tinham uns muito largos inclusive. Para quem já entrou nas minas de Ouro Preto, os corredores da cidade subterrânea era gingantes…rs!

São 800m de passeio, apesar desse núcleo histórico subterrâneo de Pilsen abranger uma extensão total de cerca de 19 km, a uma profundidade de 9 a 12 metros abaixo da superfície.

Essa cidade subterrânea foi construída no século 14 que tinha a função de esconder de comida a cerveja e também possuía estabelecimentos artesanais. A visita nos faz ter uma ideia de como era o dia-a-dia de uma cidade medieval.

É um passeio muito interessante e intrigante. Como constroem uma cidade debaixo de outra cidade?

Por falar em Pilsen, como já tínhamos os ingressos comprados com horário, não deu tempo de conhecer a cidade que parece linda!

Pilsner Urquell

Enfim, chegamos na nossa última e tão esperada parada em Pilsen, na fábrica da Pilsner Urquell. A cervejaria tem um tour que faz você viajar no tempo, mostra desde os maquinários antigos até os moderníssimos utilizados hoje.

Só pra contextualizar a importância da Pilsner Urquell. Lá em 1839, a maioria das cervejas produzidas na Boêmia, região da atual República Tcheca, eram de alta fermentação (Ales), de cor escura e turvas, padrão de sabor e qualidade muito irregular, o que causava insatisfação dos consumidores locais. Foi então que nesta época, se fundou na cidade de Plzen (Pilsen), na província da Boêmia, a “Bürger Brauerei” (cervejaria dos cidadãos).

Em 1842, a Bürger Brauerei contratou o conhecido cervejeiro Josef Groll, alemão, para produzir a primeira leva de uma cerveja que daria início a um novo estilo. Esta cerveja foi a Pilsner Urquell, uma cerveja de cor dourada, límpida e brilhante. Nasceu, então, a primeira Pilsen do mundo revolucionando a história da cerveja e da humanidade, afinal, é o estilo mais consumido do mundo. Aliás, “Urquell” significa Original, Pilsen Original.

Está entendendo o quanto a Pilsner Urqell é importante para a história da cerveja?

Hoje, quem produz a Urquell é a Plzenky Prazdroj, a maior cervejaria da República Tcheca. Produz várias marcas de cerveja, mas, o seu carro-chefe é a queridinha Pilsner Urquell.

A entrada da fábrica da cervejaria Plzenky Prazdroj já é histórica. Foi inaugurado em 1892 e, hoje, é a imagem que vemos na tampinha da garrafa e no selo que eles usam como marca.

O espaço é muito grande. Ali fica o museu da Urquell, a fábrica de diversas cervejas, uma loja de souvenir e cervejas e um bar.

O tour começa no museu, por onde um guia leva você para ver apresentações modernas com cinema panorâmico mostrando todo o processo de fabricação de cerveja. É contada a história da Pilsner Urquell e de Josef Groll.

Em seguida, passa pelas instalações originais de 1842. Incrível como, naquela época, já era tudo muito grande. Eles mantém como era!

Tanque de fermentação

Em seguida, passa pelas instalações atuais que, inclusive, está com a produção ativa, com funcionários trabalhando. É de cair o queixo aqueles tanques de cobre e de aço inoxidável gigantes e tudo perfeito, organizado e limpinho!

E, enfim, chega a melhor parte: um paraíso para qualquer cervejeiro. As galerias subterrâneas da fábrica, onde a gente anda por túneis cobertos de gelo, muito úmido e frio!

Por ali, a Pilsner Urquell fica maturando dentro de enormes barris de carvalho revestidos internamente com piche, em temperaturas bem baixas, assim com ela era feita antes.

A gente recebe um copo lindo por sinal, que não pode ser levado (vi brasileiro levando). Eles servem a cerveja não filtrada e não pasteurizada, geladinha, direto do barril para o nosso copo. 

Essa é a melhor cerveja que já tomei na vida. Perfeita! E detalhe, é o único lugar no mundo onde você pode tomar essa cerveja assim. Você pode até comprar a garrafa da Urquell, que também é maravilhosa! Mas, experimentar essa cerveja com os sabores e aromas que sentimos, só indo em Pilsen.

Depois de servido, a gente é levada para uma caverna que fica ao lado dos barris, com mesas para podermos degustar com calma essa preciosidade. O lugar é tão frio que a cerveja se mantem geladinha até a última gota!

E pra finalizar, somos deixados na loja com muitas tentações da marca.

Como ganhamos um chope na Urquell por ter comprado o ingresso da cidade subterrânea, paramos no restaurante da Urquell, uma espécie de biergarten da fábrica e aproveitamos para tomar mais Urquell.

Uma Pilsen perfeita que não dá vontade de parar de tomar. Até a espuma é perfeita.

Na correria, só deu tempo para parar em uma lanchonete e pegar um Pretzel recheado que eu amo!

Para quem não conhece, Pretzel ou Bretzel é um tipo de pão muito popular entre as populações de língua alemã, sendo portanto bastante difundido na Alemanha, Áustria e outras regiões. Em forma de nó, ele é assado assado e costuma ser crocante por fora e macio por dentro. É muito saboroso. Pode ser doce ou salgado. Na maioria das vezes que comi, foi puro. Mas, na lanchonete que passamos tinha recheado.

Para pegar e sair andando e comendo pelas ruas de Pilsen, porque nosso tempo estava contado, eu escolhi o recheado de muçarela e peito de peru. Tava bom!

Que passeio meus amigos! Tudo que eu amo, história, cerveja boa e pretzeeeeel! Espero que tenha viajado junto comigo nessa.

Até o próximo #TBT! Vou tirar umas férias dessa coluna, mas volto. Um spoiler? No próximo #TBT, vamos passear por Bratislava (Eslováquia). Uma cidade com muita cerveja boa e bem curiosa!

#TBTemPraga: Saideira em uma balada na cervejaria e Portão da Pólvora

O último #TBTemPraga vai fechar com chave de ouro nossa passagem por essa cidade que eu tanto amei conhecer. Como já disse antes, Praga foi a cidade do Leste Europeu que tive mais experiência diferentes, passamos por Bratislava- Eslováquia, Viena- Áustria e Budapeste -Hungria. E para terminar, porque não uma balada a noite em uma fábrica de cerveja em funcionamento? Ahh, Praga! E vamos passar também por um ponto turístico bem simbólico da cidade que é a Torre ou Portão de Pólvora.

Onde beber

Se eu te falasse que existe uma fábrica de cerveja em funcionamento que produz cerveja de dia e de noite, ainda com a produção em andamento, abre as portas para virar uma balada e os chopes são tirados direto do fermentador? Sim esse lugar existe, fica em Praga e chama DVA Kohouti.

Quando eu vi que existia um bar dentro de uma fábrica de cerveja, logo me animei. Mas isso, é comum por aqui no Brasil. Os nossos famosos Brewpubs, onde a fábrica fica no mesmo espaço do bar. Mas, normalmente, aqui, as cervejas são tiradas dos fermentadores, passadas para um barril, que ficam na câmara fria para serem servidos em uma torneira separada. E os locais onde bebemos é um bar ou restaurante, mais de boa, e sem muita aproximação dos tanques.

Esse foi o primeiro detalhe que notei. As torneiras dos chopes que ficam na bancada estão conectadas diretamente nos tanques da fábrica. Além disso, alguns chopes são tirados diretos dos fermentadores que ficam posicionados estrategicamente onde o atendente pode tirá-lo direto para o seu copo.

Ou seja, todos os chopes são servidos muito frescos, em sua forma mais pura, sem nenhuma “viagem”, sem passar por barris, indo do tanque para a sua caneca. E como eles tomam em temperatura ambiente, eles não veem a necessidade de deixar o chope em um barril, numa câmara fria!

Um outro detalhe, esse foi o que mais surpreendeu, não é simplesmente uma fábrica com um bar. É uma fábrica com balada! A medida que as pessoas vão bebendo e ficando mais animadas, elas levantam e ficam todas de pé, conversando, dançando, algumas sobem em cima das mesas, dos bancos, enlouquecidas, com o dj mais doido que os clientes mandando ver no som altão. Aliás, o Dj fica entre dois tanques que fazem parte da fábrica…rs

Aqui, as pessoas ainda estavam de boa!

E eu fiquei só imaginando as leveduras tendo que trabalhar nessa confusão toda. Isso é um trabalho insalubre…rs

E dá para ver que a fábrica está a todo vapor, com as luzes do painel de comando todas acesas. Para separar as pessoas dos tanques de produção, colocaram apenas um cano passando na horizontal. Dá para ver que é tudo muito limpo no espaço da fábrica e todos respeitam o limite.

Aqui, no Brasil, já sabe né? Fora que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela fiscalização desses estabelecimentos, jamais permitiria que uma fábrica funcionasse assim.

Do lado de fora da fábrica boate tem algumas mesas e cadeiras em um jardim supertranquilo a céu aberto. Você não imagina o que está rolando lá dentro. A acústica é muito boa. Enquanto isso, lá dentro, nas mesonas compartilhadas, o pau tá quebrando.

Por lá, são oferecidos 10 diferentes chopes. Tem para todos os gostos: Lager, Sour, APA, Schwarzbier, IPA, Pale Ale, etc. Experimentamos alguns e gostamos de todos que bebemos. 

O esquema para pegar o chope não é muito organizado, mas, funciona. Entra na fila e paga, entra em outra fila e pega seu chope, tudo no mesmo espaço. E a fila oscila bem. Tinha hora que estava vazio, outra hora cheio, com gente dançando, gente passando e gente na fila, tudo no mesmo espaço.

Não vi cardápio de comida lá. Mas, do lado de fora, no mesmo pátio, tinha uma hamburgueria onde comemos antes de entrar. Parece que é parceira da fábrica.

Que experiência! A energia do lugar é sensacional. Percebe-se que a maioria ali é de moradores locais, não fica em bairro comum para turista. Acho que por isso, estão mais à vontade. Eu só achei esse lugar porque pesquise antes. Nós gostamos tanto que, para variar, só saímos quando já estavam passando a vassoura.


Para fechar essa passagem em Praga, eu não poderia deixar de falar das famosas lanchonetes turcas (Kebabs) que nos salvaram em algumas noites. Tem de tudo, sanduiche, prato pronto, hamburguer e os Kebabs.

Como a gente andava muito durante o dia, até anoitecer, e como anoitecia muito tarde, lá pelas 21h, perdíamos a noção de tempo. Pegamos a cozinha fechada algumas vezes ou não tinha muita opção mesmo. A gente acabava em alguma lanchonete dessas, forrando o estômago com uns Kebabs muito saborosos. Nós escolhíamos os de caixa, bem saudáveis, com salada a nossa escolha, carne e molhos. E claro, com a cervejinha de alguma vendinha de chinês que persistia até alta madrugada.

Aliás, das quatro cidades (quatro países diferentes) que passamos, Praga foi a única que conseguíamos ficar madrugada a dentro na rua, tomando umas cervejas das vendihas e vendo o movimento passar. Muitos jovens zanzando pela rua também. A noite de Praga foi a mais agitada!

Aí vão algumas das cervejas que tomamos nessas madrugadas. Tudo temperatura ambiente, apesar de tirarmos do freezer.


Onde ir

Torre da Pólvora ou Portão da Pólvora (Prasna Brána) é uma torre gótica que fica em Praga. É uma das portas originais da cidade.

A torre foi construída em 1.475, como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Em 1.571 foi destruída por um devastador incêndio, mas em pouco tempo foi reconstruída. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento de pólvora, o que acabou lhe rendendo o nome pelo qual é conhecida até hoje.

Para os mais curiosos como eu, é possível entrar na torre e subir até seu topo e contemplar a “Cidade das Cem Torres”

No seu interior, você poderá ver uma exposição sobre a história de Praga e suas torres. Hoje, a Torre da Pólvora é um dos mais valiosos monumentos arquitetônicos de Praga.