Onde Beber Artesanal: The Bridge Pub – cerveja, comida boa e clima britânico em BH

Se você é do tipo que curte um bom chope artesanal e aquele clima de pub europeu, precisa conhecer o The Bridge Pub, em Belo Horizonte.

O The Bridge chama atenção logo na entrada com a fachada inspirada nos tradicionais pubs britânicos. Ao entrar, o ambiente segue a proposta: iluminação baixa, espaço compacto, aconchegante, com decoração temática remetendo ao Reino Unido.

Na decoração, também existem diversos cachecóis de times internacionais e nacionais, que deixam o espaço ainda mais caricato. Além disso, por lá rola música ao vivo que vai do rock clássico ao blues, criando o cenário perfeito para um happy hour com os amigos ou uma noite mais animada em casal ou em família.

São diversos estilos de chopes de diferentes cervejarias mineiras, que mudam com frequência, e têm rótulos em garrafa também. Dá para encontrar desde estilos mais leves, como Pilsen e Witbier, até Double IPA, Stout e rótulos sazonais. A rotatividade garante sempre novidades na torneira, o que é ótimo para quem gosta de experimentar.

O cardápio é outro ponto forte da casa. Tem muita opção, desde porções clássicas, como fish and chips, que é muito tradicional nos pubs britânicos, até hambúrgueres e pratos autorais.

Indico o The Bridge não só pela boa seleção de cervejas, mas também pelo conjunto da experiência que mistura cultura, clima intimista, cerveja artesanal, rock e futebol. Um local muito agradável!

The Bridge Pub
Rua Timbiras, 834
Bairro Funcionários, Belo Horizonte/MG
Instagram: @thebridge_pub

Anuário da Cerveja 2025: mercado cervejeiro brasileiro cresce e diversifica

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou o Anuário da Cerveja 2025, que traz um panorama detalhado do mercado cervejeiro brasileiro com dados referentes a 2024. O levantamento mostra crescimento no número de cervejarias, na produção total e na exportação, além de destacar a forte expansão das cervejas sem álcool.

É importante lembrar que, nesses dados, não entram a cervejarias ciganas, que são aquelas que não têm fábrica própria, ou seja, produzem suas cervejas em fábrica de outras cervejarias. Se essas fossem consideradas, os números a seguir seriam ainda maiores.

De acordo com o documento, o Brasil conta atualmente com 1.949 cervejarias registradas, um aumento de 5,5% em relação a 2023. Foram abertas 102 novas unidades no último ano. Ao todo, 790 municípios possuem pelo menos uma cervejaria, ampliando a presença da atividade em diferentes regiões do país.

Apesar do aumento de estabelecimentos com registro, em 2024, houve uma
redução de 5,4% em relação ao total de produtos registrados que havia em 2023,
o que representa 2.472 registros a menos. Ao todo, são 43.176 cervejas com registro no país em 2024 e é a primeira vez que se verifica uma redução no número de produtos registrados
no período estudado.

Na produção, o volume declarado chegou a 15,34 bilhões de litros. Esse volume indica uma ligeira queda na produção nacional, de 0,11%, se comparada ao ano anterior. Desse total, 24,7% correspondem a cervejas puro malte.

Os estilos mais produzidos continuam sendo Lager leve clara (58,3%), Pilsen (32,4%) e outras lagers (8,5%). O estilo que mais aumentou a porcentagem em comparação a 2023 foi a Lager intensa escura. Já o estilo com maior queda foi a Weizenbier. A IPA teve uma queda de 9,54%

Com 889 estabelecimentos, a região Sudeste segue sendo aquela com o maior número de cervejarias registradas no país, o que representa 45,6% do total de cervejarias do Brasil. A segunda região com mais cervejarias é o Sul, com 774.

São Paulo segue liderando como o Estado com maior número de cervejarias registradas, com 427 estabelecimentos. Minas está em quarto, atrás, também, do Rio Grande do Sul (2º) e Santa Catarina (3º). Santa Catarina é a unidade da federação com maior crescimento absoluto no número de estabelecimentos em relação a 2023, apresentando um aumento de 25 cervejarias, o que representa um crescimento de 11,1% para o estado.

Acre, Amapá e Roraima seguem sendo as únicas unidades federativas que possuem apenas um município com presença de cervejaria.

O estado em que os habitantes estão mais bem servidos com cervejarias é, por mais um ano, o Rio Grande do Sul, com a marca de um estabelecimento para cada 32.177 habitantes.

Minas tem 3 cidades no top 10 com mais cervejarias registradas: Belo Horizonte (25), Nova Lima (21) e Juiz de Fora (20). A outra cidade mineira que tem 10 ou mais cervejarias é Uberlândia, com 10.

O anuário aponta ainda que apenas 1% das cervejarias respondem por quase 50% da produção nacional, enquanto 5% concentram 99% do volume produzido, evidenciando a predominância das grandes empresas.

Outro destaque é o crescimento das cervejas sem álcool, que registraram aumento de 536,9% em 2024 e já representam 4,9% da produção.

Também houve o crescimento de mais de 100% para cervejas sem glúten e com café e mais de 50% das cervejas feitas com madeira e mel.

Um dado preocupante foi o número de cancelamentos ou vencimentos de registro de cervejarias. Em 2024, houve 111 cancelamentos ou vencimentos de registro de cervejaria, os quais ocorreram em um total de 91 municípios e de 18 unidades da federação. O Rio Grande do Sul é o estado com maior número de ocorrências, com 32 cervejarias tendo seus registros cancelados ou vencidos e não renovados, o que representa 28,8% de todas as ocorrências verificadas no país. Números esses que pode ter sido causado pela calamidade ocorrida no ano passado. Apesar disso, o estado ainda fechou o ano com crescimento de 4,2% no número de estabelecimentos registrados, o que representa 14 cervejarias a mais em relação ao ano anterior, saltando de 335 em 2023 para 349 em 2024.

No comércio exterior, as exportações somaram 332,5 milhões de litros, alta de 43,4% em relação ao ano anterior, com receita de US$ 204 milhões. O Paraguai foi o principal destino, responsável por 66,5% do volume exportado.

O setor de bebidas empregou mais de 140 mil pessoas em 2024, sendo o segmento cervejeiro responsável por 71,2% desses postos de trabalho.

Os dados do Anuário da Cerveja 2025 revelam que, mesmo diante de oscilações na produção e no número de produtos registrados, o setor cervejeiro brasileiro segue em expansão e diversificação. O aumento no número de cervejarias, a ampliação das exportações e a consolidação de novos nichos, como as cervejas sem álcool, indicam que o mercado continua dinâmico e atento às mudanças de consumo. Para produtores e consumidores, o cenário reforça o papel da cerveja como um dos produtos mais relevantes da indústria de bebidas no país, tanto no copo quanto na economia. Por outro lado, o número de cancelamentos mostra a dura realidade de um setor altamente competitivo.

O Anuário da Cerveja é publicado anualmente pelo MAPA e serve como referência para acompanhar a evolução e as tendências do mercado no país.

Clique aqui para acessar o Anuário da Cerveja 2005 na íntegra.

Cervejas Low Carb: dá pra beber cerveja sem sair da dieta?

Apesar de sabermos que a cerveja tem muitos ingredientes que fazem bem para saúde, também sabemos que a maioria das cervejas possuem um índice considerável de calorias que, dependendo da quantidade ingerida, pode ser, sim, uma vilã para quem deseja manter uma dieta saudável. Porém, respondendo à pergunta do título, sim, dá para beber cerveja sem sair da dieta.

E é aqui que entram as cervejas low carb ou light. Cada vez mais populares, elas surgem como uma alternativa para quem curte cerveja, mas quer reduzir o consumo de carboidratos, seja por questões de saúde, dieta ou estilo de vida. E, com o aumento da procura por cervejas de baixa caloria, as cervejarias têm investido nesse nicho e colocado no mercado várias opções com carboidrato reduzido.

O que são cervejas low carb?

São cervejas com baixo teor de carboidratos. Enquanto uma cerveja comum pode ter de 10g a 15g de carboidratos por lata (350 ml), as low carb contém entre 2 e 6 gramas de carboidratos. Isso significa menos açúcares residuais e, consequentemente, menos calorias.

Essas não devem ser confundidas com cerveja light ou cerveja sem glúten.

A cerveja light é uma opção com menos calorias do que a cerveja comum. Essa redução pode acontecer por causa de uma menor quantidade de carboidratos, de álcool ou de ambos. Diferente da low carb, o foco aqui não é necessariamente cortar carboidratos, e sim oferecer uma bebida mais leve e menos calórica, ela pode ter a quantidade de carboidrato de uma cerveja comum, porem, ser reduzida no álcool, o que a torna de baixa caloria, ou seja, light.

A cerveja sem glúten é produzida para pessoas com intolerância ou sensibilidade ao glúten, utilizando ingredientes naturalmente livres dessa proteína (como milho, arroz ou sorgo) ou passando por um processo enzimático que remove o glúten do malte tradicional. O fato de não conter glúten, que é a proteína dos grãos, não faz a bebida ser light ou low carb. Algumas sem glúten podem ser ou podem não ser low carb ou ser de baixa caloria. Leia sempre o rótulo antes.

Como são feitas as cervejas low carb?

A mágica acontece durante a fermentação. Nas low carb, a receita e o processo são ajustados para que as leveduras consumam a maior parte possível dos açúcares do malte — deixando quase nada de carboidrato no produto final.

Isso pode envolver o uso de enzimas especiais, temperaturas específicas e, muitas vezes, uma fermentação mais longa. O resultado é uma cerveja mais seca e leve.

De onde vem a caloria da cerveja?

As calorias da cerveja vêm de duas fontes principais:

1-  O álcool da própria cerveja. O álcool tem um teor muito alto de calorias, então cervejas com um alto percentual de álcool certamente terão mais calorias do que cerveja com baixo teor de álcool.

2 – Os carboidratos. A caloria da cerveja também está nos amidos residuais que consistem principalmente de cadeias de açúcar mais longas que não se quebraram totalmente e não são fermentáveis. Ou seja, aqueles açúcares que as leveduras não consomem, ficam na cerveja e são consumidos por nós. Aumentando sua caloria.

Pra quem elas são recomendadas?

  • Para quem está fazendo dietas com restrição de carboidratos, como a low carb ou a cetogênica.
  • Para quem busca reduzir calorias sem abrir mão da cerveja.
  • Para quem quer uma bebida mais leve para o dia a dia ou para o pós-treino.

Mas atenção: mesmo com menos carboidrato, a cerveja low carb ainda contém álcool, e isso também tem calorias. Ou seja, moderação continua sendo a chave.

O sabor muda?

Sim, um pouco. Por serem mais secas e menos encorpadas, as cervejas low carb tendem a ter um perfil mais leve, com menos dulçor residual. Mas isso não significa falta de sabor. Já existem versões bem equilibradas e até com lúpulo em destaque, como algumas Session IPA low carb.

Curiosidades

  • A Michelob Ultra, nos EUA, foi uma das pioneiras nesse estilo e ajudou a popularizar o conceito;
  • Algumas cervejarias artesanais brasileiras já produzem rótulos low carb, focando em públicos esportistas e saudáveis;
  • “Low carb” não é um estilo cervejeiro oficial, como uma Pilsen ou uma Stout — é mais uma categoria comercial que envolve diferentes estilos adaptados;
  • Entre 2022 e 2024, o segmento de cervejas de baixa caloria (que inclui low carb, sem álcool e com baixo teor alcoólico) cresceu 95%, enquanto as cervejas regulares tiveram aumento de apenas 2,8% (Fonte: clubedaembalagem.com.br);
  • Estima-se que o volume de consumo de rótulos low carb e zero no Brasil alcançou 550 milhões de litros, com aumento de 292% desde 2019.

Dicas de cervejas Low Carb?

Quer dicas de cerveja com baixo carboidrato ou baixa caloria? Clique aqui para ser direcionado para o destaque que criei no meu Instagram com as cervejas low carb, light e sem glúten que tomei. Clique no post da cerveja que interessou para ler o review sobre ela.

Atenção! Moderação é a palavra-chave. De nada adianta tomar cerveja low carb, se você tomar em muita quantidade ou se os acompanhamentos forem comidas calóricas, frituras, fast food ou guloseimas cheias de açúcar.

E também, não adianta trocar a cerveja por outro tipo de bebida alcoólica. Como falei lá em cima, grande parte da caloria está no álcool. A maioria das bebidas contém maior teor alcoólico que a cerveja. Veja a tabela abaixo:

Foto Divulgação: Cris Perroni

Cerveja sem álcool: Tudo o que você precisa saber

A cerveja sem álcool tem ganhado cada vez mais espaço nas prateleiras, nos bares e no coração dos apreciadores da bebida. Seja por questões de saúde, estilo de vida ou simplesmente para curtir o sabor sem os efeitos do álcool, essa versão da cerveja vem conquistando novos públicos e quebrando antigos preconceitos. Mas afinal, o que é uma cerveja sem álcool? Como ela é feita? E será que é realmente “sem álcool”? Neste post, vou responder tudo isso e ainda trazer algumas curiosidades que talvez você não conheça!

O que é uma cerveja sem álcool?

Apesar do nome, a cerveja “sem álcool” geralmente contém uma pequena quantidade de álcool. No Brasil, a legislação permite que bebidas com até 0,5% de teor alcoólico sejam classificadas como “sem álcool”. Para comparação, um suco de laranja natural fermentado pode atingir valores similares.

Portanto, tecnicamente, ela não é 100% livre de álcool. Por isso, é importante ler o rótulo da cerveja antes de consumi-la. Porém, mesmo podendo ter até 0,5%, ela é segura para quem não deseja ou não pode consumir bebidas alcoólicas em níveis mais elevados.

Um relatório do Inmetro analisou um grupo de pessoas para entender se as cervejas com até 0,5% poderiam ser registradas no bafômetro. O resultado foi que não houve acusação do consumo de bebida alcoólica no aparelho.

Porém, especialistas recomendam esperar por até 20 minutos para fazer o teste do bafômetro. Esse tempo permite que resíduos de álcool na boca, como os de enxaguantes bucais ou bombons de licor, se dispersem, garantindo uma medição mais precisa.

Como é feita a cerveja sem álcool?

Existem dois principais métodos para produzir cerveja sem álcool:

Interrupção da fermentação: o processo de fermentação é interrompido antes que o fermento converta completamente os açúcares em álcool.  Essa interrupção, faz com que as leveduras morram interrompendo, assim, o processo de produção do álcool. Entretanto essas poucas horas são suficientes para que a bebida adquira algumas características similares às da cerveja como cor, sabor e aroma, mas também tenha uma pequena quantidade de álcool que pode ser de até 0,5% segundo a legislação brasileira.

Aqui, as cervejas costumam ficar mais adocicadas, já que parte do açúcar que deveria ter sido consumido pela levedura continua na bebida. Exemplo: Estrella Galicia 0,0

Remoção do álcool após a fermentação: aqui, a cerveja é produzida normalmente e depois passa por processos como destilação a vácuo ou osmose reversa para remover o álcool. Esse método preserva melhor os aromas e sabores da cerveja original. Exemplo: Heineken 0.0

E o sabor, é o mesmo?

Durante muito tempo, a cerveja sem álcool carregou a fama de ser “aguada” ou sem graça. Mas a tecnologia e o cuidado das cervejarias evoluíram muito. Hoje, existem versões artesanais, IPAs, lagers, stouts e até sour sem álcool que surpreendem pela qualidade. Algumas marcas inclusive utilizam dry hopping para realçar o aroma e o amargor característicos da cerveja.

Por que beber cerveja sem álcool?

Para dirigir com segurança: você pode curtir o sabor da cerveja sem arriscar a habilitação ou sua segurança.

Durante a gravidez ou amamentação: algumas mulheres optam por versões sem álcool (sempre com orientação médica).

Como parte de um estilo de vida saudável: atletas e pessoas que cuidam da saúde muitas vezes preferem bebidas com baixo teor alcoólico ou calorias reduzidas.

Curiosidades sobre cerveja sem álcool

🍺 Alemanha é pioneira: o país é líder mundial em produção e consumo de cerveja sem álcool. Lá, estima-se que mais de 6% de todas as cervejas vendidas sejam dessa categoria.

🍺 Boom recente: com o aumento do consumo consciente e da cultura do “mindful drinking”, o mercado global de cervejas sem álcool tem crescido a dois dígitos por ano. No mundo inteiro, a cerveja sem álcool deixou de ser tendência para se tornar realidade.

🍺No Brasil, o segmento de cerveja sem álcool vem crescendo, com um aumento de mais de 400% nos últimos seis anos. Em 2018, foram vendidos 133 milhões de litros, em 2024, foram aproximadamente 700 milhões e a tendência é que chegue a 1,5 bilhão em 2028, segundo a Euromonitor.

🍺 Primeira cerveja sem álcool? A ideia não é nova. Durante a Lei Seca nos Estados Unidos (1920–1933), surgiram as “near beers”, com menos de 0,5% de álcool — um antecessor direto das atuais sem álcool.

🍺 Cerveja para atletas: algumas marcas promovem cervejas sem álcool como isotônicos naturais, ricos em eletrólitos e antioxidantes — especialmente na Europa.

Vale a pena experimentar?

Sem dúvida! A cerveja sem álcool deixou de ser apenas uma alternativa “sem graça” e virou uma categoria própria, cheia de estilo, criatividade e inovação. Vale provar diferentes estilos e marcas para descobrir qual combina mais com você.

Se você ainda torce o nariz, dê uma chance. Pode ser que a sua próxima cerveja preferida não tenha (quase) nada de álcool!

Dicas de Zero Álcool

No Instagram, eu criei um Destaque só com os posts de Cerveja Zero. Para ver todas é só passar as imagens. Para ler a minha análise sobre cada uma, é só clicar na imagem da cerveja que aparecer. Clique aí para conferir essa seleção: Dicas de Cerveja Sem Álcool

Clique aqui e veja o lançamento da Krug Zero!

Já ouviu falar no Dry January (Janeiro seco): o desafio de ficar sem consumir bebidas alcoólicas em janeiro? Falei sobre isso nesse post, clique ai: Janeiro Seco

Lúpulo: o tempero da cerveja

Você já ouviu alguém dizer que uma cerveja está “muito lupulada”? Esse termo está cada vez mais comum entre quem aprecia cervejas artesanais — e não é por acaso. O lúpulo é um dos ingredientes mais marcantes da cerveja e tem um papel fundamental na construção de aroma, sabor e equilíbrio da bebida.

Mas afinal, o que é lúpulo?

O lúpulo é uma planta trepadeira (da espécie Humulus lupulus) cujas flores são usadas na produção de cerveja. Dentro dessas flores estão pequenas glândulas chamadas de lupulinas, que contêm os ácidos e os óleos essenciais responsáveis por tudo o que ele entrega à cerveja.

Seu uso varia de acordo com a cerveja fabricada. Ou seja, a quantidade de lúpulos que é inserida, o tipo de lúpulo usado e quando ele é colocado durante a fabricação, determina qual será o produto final.

São vários os tipos de lúpulos, vindo de países diferentes como Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, República Tcheca e, enfim, também temos lúpulos brasileiros. As variedades de lúpulo de cada país são influenciadas pelo clima, solo e técnicas de cultivo locais, o que afeta seus óleos essenciais e ácidos. 

O que o lúpulo traz para a cerveja?

1. Amargor
Os ácidos presentes no lúpulo são ativados durante a fervura do mosto e fornecem o amargor característico da cerveja. Ele é essencial para equilibrar o dulçor do malte.

2. Aroma e sabor
Dependendo da variedade e do momento em que é adicionado, o lúpulo pode trazer notas cítricas, florais, herbais, resinosas, frutadas, picantes e até tropicais. É ele que dá aquele cheirinho que salta da taça em muitas IPAs, por exemplo.

3. Conservante e Antioxidante
Outra função do lúpulo é servir como um conservante natural da cerveja. Ele possui algumas substâncias que inibem a proliferação de bactérias na cerveja.  Com isso, ajuda a prolongar a vida da cerveja nas prateleiras, antes de ir para a geladeira. Além disso, o lúpulo age como um antioxidante, protegendo a cerveja de processos oxidativos e contaminações microbiológicas que podem afetar negativamente a espuma.

Inclusive, tem aquela história que as India Pale Ales (IPAs) surgiram pela necessidade de conservação da cerveja. Os cervejeiros britânicos, sabendo dessa característica de conservante do lúpulo, passaram a colocar uma grande quantidade da flor nas Pale Ale para que elas pudessem aguentar a viagem de vários meses para a Índia. O lúpulo garantia que, durante toda a viagem, a bebida chegaria sem contaminação do líquido. Mas, dizem, que não foi bem assim.

4. Estabilidade da espuma

O lúpulo desempenha um papel crucial na estabilidade da espuma da cerveja. Suas substâncias amargas, como as isohumulonas, ajudam a manter as bolhas unidas, formando uma estrutura estável. 

5. Equilíbrio

Enquanto o malte dá uma característica doce à cerveja, o lúpulo fornece um contraponto amargo a esse doce. Ou seja, ele é usado também para dar equilíbrio à cerveja. Enquanto o malte adoça, vem o lúpulo com seu amargor não permitindo que a cerveja fique enjoativa, doce.

Curiosidades sobre o lúpulo

  • Existem centenas de variedades de lúpulo no mundo, cada uma com seu perfil de aroma e sabor. Algumas das mais famosas são Citra, Mosaic, Simcoe, Saaz e Cascade.
  • O termo “cerveja lupulada” nem sempre significa “cerveja amarga”. Muitas cervejas têm carga aromática intensa, mas amargor leve — tudo depende de como e quando o lúpulo é adicionado.
  • O dry hopping, técnica bastante usada nas IPAs modernas, consiste em adicionar lúpulo a frio, depois da fervura, para extrair apenas aroma e sabor, sem amargor.
  • O IBU: é a abreviatura para International Bitterness Unit (Unidade Internacional de Amargor). É pelo valor do IBU que podemos ter uma ideia de o quão amarga é uma cerveja. Quanto maior o número indicado, mais amarga é a cerveja.
  • Lúpulo faz bem para saúde. Ele auxilia desde os problemas com insônia a tratamento de dermatite.
  •  Lúpulo em inglês é hop e em alemão é hopfen.

O lúpulo é o tempero da cerveja. Ele não só traz amargor, mas também complexidade aromática e identidade para diversos estilos. E se o malte é quem dá corpo e base à cerveja, o lúpulo é quem traz aquele toque vibrante e, muitas vezes, surpreendente.

Se você gosta de cervejas mais amargas, perfumadas ou com sabores que lembram frutas cítricas, florais ou pinho, é bem provável que o lúpulo seja o seu ingrediente favorito — mesmo que você ainda não soubesse disso.

Cervejas para o inverno: estilos que aquecem o paladar

Quando as temperaturas caem, muita gente troca a cerveja por um vinho ou destilado. Mas a verdade é que o universo cervejeiro tem opções perfeitas para o inverno. Estilos mais encorpados, com teor alcoólico mais elevado e sabores intensos são ideais para aquecer os dias frios.

Se você está começando a explorar esse mundo ou quer sair do lugar-comum, aqui vão dicas certeiras de estilos para aproveitar no inverno. Além de esquentar, harmonizam muito bem com as comidas típicas de inverno como queijos, fondues, carne assada, chocolate e massas!

Stout: A Stout é uma das estrelas do inverno. O malte torrado dá notas que lembram café e chocolate, ideais para o frio. Algumas versões, como a Oatmeal Stout têm uma textura mais cremosa e final levemente adocicado, que reforçam o conforto.

Dica mineira: Obsidiana da Pederosa Craft: Uma cerveja cremosa com notas de café e chocolate amargo. Sua cor preta e opaca lembra a pedra que lhe dá nome. A utilização massiva de aveia confere uma textura cremosa e aveludada, enquanto os maltes torrados imprimem notas de café e chocolate amargo. Uma combinação interessante com brownies e dias frios. ABV: 5,5% | IBU: 30

Dica mineira 2: Cookie da Vovó uma Imperial Stout da Hankzbier. Feita com 8 maltes especiais, corpo robusto e textura sedosa. Notas de leite maltado, doce de leite, churros, biscoito e cookie. Adição de biscoitos, lascas de avelã e extrato de avelã. ABV: 10,5% | IBU: 50

Porter:  Parecida com a Stout, mas com um perfil menos torrado e mais equilibrado. É uma excelente porta de entrada para quem quer começar a beber cervejas escuras e encorpadas sem ir direto para sabores tão intensos.

Dica mineira: Jack Porter, uma Brown Porter da Cervejaria Artéza: Cor escura, sabor e aroma levemente amadeirado, resultado de maturação em lascas de carvalho francês e de adição de whisky Jack Daniel’s. ABV: 6,5%

Belgian Dubbel: As cervejas belgas são ótimas para o inverno por seu perfil frutado e alcoólico. A Dubbel é um exemplo clássico: complexa, levemente adocicada e com uma sensação de aquecimento muito agradável.

Dica mineira: Nicolau, Cervejaria Ziel. Com 7,6% de ABV e 16 IBU, a Ziel Nicolau equilibra dulçor e amargor na medida certa, proporcionando uma experiência sensorial única. Suas notas marcantes de frutas secas escuras e especiarias, como anis estrelado, canela e cravo, resultam em uma cerveja rica, envolvente e cheia de personalidade.

Bock / Doppelbock: Originárias da Alemanha, essas cervejas são ricas em malte, com corpo aveludado e dulçor elegante. A Doppelbock, mais alcoólica, é praticamente um abraço líquido.

Dica mineira: German Bock da Cervejaria Caraça. Uma lager mais maltada, contando com a presença de 4 diferentes tipos de maltes especiais que revelam toda a plenitude do sabor dos grãos. Uma cerveja elaborada com muito capricho e atenção aos detalhes, sendo o malte o centro de tudo. ABV : 6.5% | IBU : 20

Barleywine: Essa é para os corajosos! Barleywine é uma cerveja potente, intensa e licorosa. Ideal para ser degustada com calma, quase como um conhaque. Combina perfeitamente com sobremesas ou para fechar a noite.

Dica mineira: Pretensão, Krug Bier. Envelhecida em carvalho francês, rica em sabores e com notas intensas harmonizadas pelo amargor dos lúpulos ingleses. ABV:  11,0% | IBU: 40

Black IPA: Combina o amargor característico do lúpulo com a riqueza dos maltes torrados. Uma explosão de sabores. E seu alto teor alcoólico ajuda a aquecer.

Dica mineira: Blackbird da Cervejaria Küd: Leva quatro tipos de maltes e quatro estágios de lupulagem, é a primeira Black IPA registrada no Brasil. Forte e de paladar marcante, possui ótimo amargor. ABV: 8,3% | IBU: 75

Dica extra: Sirva um pouco menos gelada

Cervejas de inverno revelam melhor seus aromas e sabores em temperaturas mais elevadas. O ideal é servir entre 8°C e 12°C, dependendo do estilo.

Cerveja e inverno combinam sim, e muito! A dica é explorar estilos mais intensos, maltados e alcoólicos, que oferecem uma experiência sensorial rica e aconchegante. Se você ainda associa cerveja só ao verão, talvez esteja na hora de mudar essa percepção com um brinde mais encorpado.

Cerveja combina com Páscoa e eu posso te provar!

Quando falamos em Páscoa, o que vem à cabeça quando o assunto é comer? Chocolate, claro. Mas também bacalhau, mesa farta e momentos de celebração. E se eu te contar que a cerveja pode, e deve, fazer parte dessa experiência? Mais do que apenas acompanhar, ela pode transformar os sabores da Páscoa.

A harmonização entre cerveja e alimentos é uma arte. E com chocolate, então, o desafio (e o prazer) é ainda maior. O segredo está em buscar equilíbrio entre sabores, intensidades e sensações.

Abaixo, separei algumas dicas certeiras pra você surpreender o paladar nesta Páscoa. Depois que ler tudo, escolha umas das harmonizações e faça! Você não vai se arrepender.

Chocolate ao leite + Porter

O chocolate ao leite tem alta doçura e textura cremosa. Uma boa pedida é uma Porter, com notas de caramelo, toffee e chocolate amargo. A suavidade da cerveja e seu dulçor moderado equilibram perfeitamente o chocolate sem sobrecarregar o paladar.

Dica de sommelier: escolha uma Porter com final mais seco para não tornar a harmonização enjoativa.

Chocolate amargo (70% ou mais) + Imperial Stout

Aqui estamos falando de potência. O amargor e a intensidade do chocolate amargo pedem uma cerveja encorpada, com alta graduação alcoólica e perfil torrado. A Imperial Stout é ideal: notas de café, cacau e frutas secas fazem um verdadeiro dueto com o chocolate.

Combinação ousada, intensa e inesquecível!

Ovo trufado + Barleywine

Ovo de Páscoa com recheio de brigadeiro ou doce de leite? Vá de Barleywine! Essa cerveja é licorosa, alcoólica, com dulçor residual e notas de frutas secas, toffee e até um toque oxidado que lembra vinho do Porto.

Um verdadeiro “vinho de cevada” para ocasiões especiais.

Chocolate branco + Fruit beer ou Strong Golden Ale

Com uma textura mais pastosa, mais macia e bem adocicado, o chocolate branco vai harmonizar com cervejas mais frutadas e ácidas. E como é bem gorduroso, pode combinar também com cervejas com teor alcoólico mais elevado. Aposte na Fruit Beer ou Strong Golden Ale.

Bacalhau + Witbier ou Saison

Nem só de chocolate vive a Páscoa. O tradicional bacalhau também tem sua vez — e com cerveja, fica ainda melhor. Pratos à base de bacalhau costumam ser salgados, untuosos e intensos. Para limpar o paladar e refrescar, escolha uma Witbier (trigo com casca de laranja e semente de coentro) ou uma Saison, com perfil frutado e final seco.

Essas cervejas trazem frescor e elegância à refeição.

Dica extra: Cervejas muito claras, leves e refrescantes, de teor alcoólico baixo, costumam não harmonizar bem com chocolates em geral.

Cervejas para substituir o chocolate

Algumas pessoas trocam o chocolate facilmente por uma cerveja, já que algumas delas trazem a mesma sensação de estar comendo o chocolate.  Para trazer essa sensação, algumas cervejas usam maltes tostado, outras utilizam o nibs de cacau, que são amêndoas de cacau torradas, trituradas e descascadas. Eles trazem notas de chocolate para o sabor e aroma da cerveja. Parece m chocolate líquido. Eu amo cervejas assim!

Se você é desse time também, anota aí essas dicas também!

Schwarzbier, Bock, Russian Imperial Stout, Cacau IPA, Porter, Stouts, Dubbel, Quadruppel, Doppelbock, Belgian Dark Strong Ale e Barleywine.

A cerveja pode, e deve, brilhar na sua Páscoa

Mais do que acompanhar, a cerveja pode ser protagonista também. Seja no almoço com a família, seja na hora de abrir o ovo de chocolate no sofá, vale experimentar novas combinações e descobrir como o mundo cervejeiro pode surpreender até nas datas mais tradicionais.

Espero que tenha gostado das dicas.

Clique aqui para ver um reel que criei com cerveja e ovo de Páscoa

Clique aqui para ver o reel com dicas de 3 cervejas que combina com chocolate

Pelo Interior com Cerveja: Biergarten Hausen (Campinas-SP)

O “Pelo Interior com Cerveja” desta semana estaciona em um pedacinho da Alemanha em Campinas. Desta vez, a parada é no Biergarten Hausen, a casa oficial da Hausen Bier na cidade de Campinas. Vem comigo para mais uma dica artesanal pelo interior!

A Hausen Bier é uma cervejaria da cidade de Araras (SP). Criada em 2012, hoje, eles fabricam 10 estilos diferentes de cerveja, cinco deles da Escola Alemã. São cervejas superpremiadas. Ao todo, a cervejaria coleciona 57 medalhas, com destaque para Hausen Dunkel, que ganhou 14 dessas medalhas.

O Biergarten Hausen oferece um ambiente acolhedor e familiar, com bastante verde. O espaço é amplo, com diferentes ambientes para você escolher o que mais te agrada: Tem a varanda com vista para a rua; salão interno, onde você pode escolher ficar nas mesas ou no balcão; e um amplo quintal, nos fundos da casa, ao ar livre, com mesas compartilhadas no melhor estilo biergarten alemão.

O biergarten conta 10 com torneiras de chope artesanal, da Hausen Bier, oferecendo uma variedade de estilos para atender aos diferentes paladares. Quando estive lá, estavam engatados nove chopes. Se liga na variedade: Pilsen, Hop Lager, Weiss, Vienna, Dunkel, Oktoberfest, APA 7 lúpulos, IPA, New England IPA.

Eles são servidos em copo de 300ml, caneca de 500ml ou 1 litro, caso queira encher o growler. Com valores de R$9 a R$42 (valores de 2023). Além disso, eles têm disponíveis algumas cervejas em garrafa para levar.

Tomei alguns chopes e gostei de todos que eu tomei! Um destaque para a Dunkel. Deliciosa!

O cardápio também é diversificado, contando com opções para todos os gostos, como pratos típicos alemães (joelho de porco, linguiça, salsichão), porções de boteco (batata frita, isca de tilápia, frango a passarinho, croquete, fish’n chips), hambúrgueres e sanduíches, que harmonizam perfeitamente com os chopes servidos. ​

Com um ambiente agradável, variedade de chopes artesanais, aliados a um atendimento atencioso e a um espaço convidativo, o Biergarten Hausen é uma excelente opção para quem busca uma experiência cervejeira diferente em Campinas.

Biergarten Hausen
Rua Quatorze Bis, 240 – Jd. Chapadão
Campinas – SP
Instagram: @biergartenhausen

Cervejas para o Outono: os estilos perfeitos para a estação

O outono é aquela estação de transição: os dias ainda podem ser agradáveis, mas as noites começam a pedir algo mais encorpado e aconchegante. Assim como trocamos roupas mais leves por peças mais quentinhas, as escolhas de cerveja também podem mudar.

Se no verão as cervejas leves e refrescantes dominam, o outono traz uma oportunidade perfeita para explorar estilos com um pouco mais de corpo, notas maltadas e sabores que harmonizam com a atmosfera da estação. Mas quais são as melhores opções? Vamos conferir!

O que o Outono pede?

Com temperaturas mais amenas, as cervejas do outono tendem a ser medianamente encorpadas, trazendo dulçor equilibrado e aromas que remetem ao caramelo, tostado e até mesmo frutas secas. Isso não significa que devam ser extremamente alcoólicas ou pesadas, mas sim que oferecem uma experiência sensorial mais rica, combinando perfeitamente com o clima.

Estilos de Cerveja Ideais para o Outono

– Amber Ale: Equilíbrio entre malte e lúpulo

A Amber Ale é uma excelente escolha para essa estação, pois combina um corpo médio com notas caramelizadas e um leve toque tostado. O amargor do lúpulo equilibra o dulçor do malte, tornando-a uma cerveja versátil e fácil de beber.

🔹 Harmoniza com: Carnes grelhadas, hambúrgueres e queijos semicurados.

– Marzen (Oktoberfest): A cerveja do outono por excelência

Esse clássico alemão, tradicionalmente produzido para os festivais de Oktoberfest, ou seja, produzidas para serem tomadas no outono alemão, tem um perfil maltado e levemente tostado. Seu corpo médio e sabor adocicado fazem dela uma ótima opção para as noites mais frescas da estação.

🔹 Harmoniza com: Salsichas alemãs, pretzels e pratos à base de carne de porco.

– Dubbel: Notas de frutas secas e toffee

Direto da Bélgica, a Dubbel é uma cerveja de coloração acastanhada, com aromas complexos que remetem a frutas secas, toffee e especiarias. Seu perfil levemente adocicado e o teor alcoólico um pouco mais elevado fazem dela uma ótima escolha para os dias mais fresquinhos.

🔹 Harmoniza com: Ensopados, queijos azuis e sobremesas à base de chocolate.

– Bock: Encorpada e maltada na medida certa

A Bock é uma cerveja alemã com destaque para o dulçor do malte, trazendo notas de caramelo e um toque sutil de torrefação. Com teor alcoólico um pouco mais alto, é uma opção reconfortante para a estação.

🔹 Harmoniza com: Carnes assadas, queijos curados e castanhas.

– Porter: Chocolate e café no copo

Se as noites começarem a esfriar mais, a Porter é uma excelente pedida. Esse estilo inglês traz notas marcantes de chocolate, café e um leve tostado, mas sem ser excessivamente pesada.

🔹 Harmoniza com: Churrasco e sobremesas com café.

O outono é uma estação perfeita para explorar novas cervejas, buscando equilíbrio entre refrescância e complexidade. Se você ainda não experimentou alguns desses estilos, essa pode ser a oportunidade ideal para ampliar o paladar e descobrir novos favoritos.

Pelo Interior com Cerveja: Tap House Taquaral Cervejaria Campinas com Torre do Castelo (Campinas-SP)

O Pelo Interior com Cerveja estaciona hoje na tap house de uma das cervejarias mais conhecidas e premiadas de Campinas, que inclusive leva o nome da cidade, a Cervejaria Campinas e vamos aproveitar para conhecer mais um ponto turístico da cidade que é a Torre de Castelo. Gosta de cerveja boa e vista do alto? Bora!

Onde beber: Tap House Taquaral

Se você está em Campinas e quer experimentar cervejas artesanais de diversos estilos, a Tap House Taquaral, da Cervejaria Campinas, é um destino imperdível!

Com um ambiente bem descontraído, amplo e arejado, ali, você encontra uma variedade enorme de rótulos. E é o que chama a atenção na casa, o lugar perfeito para os amantes da boa cerveja. Tem música ao vivo e TV com futebol

Além disso, o atendimento é muito bom, com atendentes que tentam entender seu gosto para indicar o que você vai sentir melhor bebendo.

Na Tap House Taquaral, são 18 torneiras de chopes artesanais da Cervejaria Campinas, oferecendo desde clássicos como Pilsen e IPA até estilos mais ousados, como Imperial Sour e Oatmeal Stout.

O mais interessante que achei foram as telas atrás do balcão onde têm as cervejas disponíveis. Além dos nomes, vem informando as principais características de cada cerveja como a cor, o sabor, os ingredientes, o ABV e IBU. O que facilita muito na hora de escolher, já que são muitas opções.

Eu experimentei algumas e, é claro, não poderia deixar de tomar a Andarilha, a Oatmeal que eu já conhecia. E aproveitei para conhecer a Matrioska, uma Russian Imperial Stout, com 11% de ABV e 70 IBU. Adorei todas que tomei!

Além dos chopes, eles vendem latas e garrafas refrigeradas para tomar lá mesmo ou algumas fora da geladeira para levar.

Para acompanhar os chopes, fica um food truck na porta fazendo porções. É só pedir, pagar e esperar o prato chegar. O food truck não é sempre o mesmo, varia.

Quando estivemos lá, era um que tinha tira-gostos rápidos. Pedimos uma polenta. Nada muito elaborado, não. Comida rápida, com recipientes descartáveis. Além disso, tem uns petisquinhos de pacote, tipo batata chips, amendoim, para quem preferir. A estrela ali é a cerveja!

Eu gostei muito de conhecer o lugar e ter a oportunidade de experimentar os diversos estilos que a cervejaria tem. Todas na temperatura ideal e frescas. Além de o ambiente ser muito gostoso. Enfim, um ótimo lugar tanto para reunir os amigos quanto para curtir um happy hour mais tranquilo.

Tap House Taquaral da Cervejaria Campinas
Rua Paula Bueno, 664 – Taquaral
Campinas/SP
Instagram: @cervejariacampinas


Onde passear: Torre do Castelo

Se você está explorando Campinas e busca um lugar para admirar a cidade do alto, a Torre do Castelo é este lugar. Um icônico monumento da cidade! Localizada em um dos pontos mais altos da cidade, essa torre de observação oferece uma vista panorâmica e um mergulho na história local.

A Torre do Castelo foi inaugurada na década de 1940 e servia como um importante reservatório de água para abastecer a cidade. Hoje, além de ser um marco arquitetônico e histórico, é um dos melhores pontos para quem deseja ter uma visão 360º da cidade. Em dias de céu limpo, é possível avistar pontos importantes de Campinas e até mesmo cidades vizinhas. Além disso, a torre abriga uma pequena exposição sobre a história da cidade e do sistema de abastecimento de água.

A visita é gratuita, o local é de fácil acesso e conta com uma pequena praça ao redor, ideal para um passeio tranquilo.

Aproveite que está por ali para tomar um café em alguma das padarias próximas. E foi o que eu fiz! Espero que tenha gostado de mais essa dica do Pelo Interior com Cerveja!