#TBTemPilsen: Fábrica da Pilsner Urquell, a melhor cerveja que eu já tomei na minha vida!

No #tbt de hoje, a gente vai passar na terra da Pilsen, onde tudo começou e onde eu tomei a melhor cerveja da minha vida. Eu estou falando da cidade de Pilsen, que fica na República Tcheca. Por lá, eu fui no Museu da Cerveja, andei pela cidade subterrânea e fui conhecer a fábrica da cerveja Pilsner Urquell, a primeira Pilsen do mundo!

A cidade de Pilsen fica a 100km de Praga. Por isso, quando estávamos em Praga, optamos por fazer um bate e volta para Pilsen. Foi um passeio de um dia inteiro que vale cada segundo.

Museu da Cerveja

Primeiro, começamos o dia no Museu da Cerveja, que fica no centro histórico de Pilsen e funciona em uma antiga fábrica de cerveja dos anos 1400. O passeio é gerido pela Pilsner Urquell. Aliás, nós compramos o ingresso conjugado para esses três passeios que vou falar aqui.

No museu, a gente encontra muita história da cerveja, tem simulação de como eram os pubs de Pilsen, tem um forno de malte, um laboratório, tem diversos utensílio e roupas que eram usadas antigamente, além de outras curiosidades sobre cerveja.

Tem até um modelo de cervejaria a vapor que dizem que ainda funciona e é capaz de produzir trinta litros de cerveja de uma só vez.

No final, tem uma lojinha cheia de cervejas Tchecas dos mais variados estilos.

É um passeio muito gostoso e curioso. Esse tour você faz sozinho.

Cidade Subterrânea

Bem ali pertinho começa o tour da cidade subterrânea. Esse, tem que ser acompanhado, tem que usar equipamentos de segurança, é bom ir com blusa de frio porque, independente do calor lá fora, pode fazer até 6° lá embaixo, além de ser bastante úmido, tem até algumas partes bem molhadas. O passeio não é recomendado para quem tem claustrofobia. Eu tenho, mas eu vi que que os corredores não eram tão apertados assim e segui o passeio, tinham uns muito largos inclusive. Para quem já entrou nas minas de Ouro Preto, os corredores da cidade subterrânea era gingantes…rs!

São 800m de passeio, apesar desse núcleo histórico subterrâneo de Pilsen abranger uma extensão total de cerca de 19 km, a uma profundidade de 9 a 12 metros abaixo da superfície.

Essa cidade subterrânea foi construída no século 14 que tinha a função de esconder de comida a cerveja e também possuía estabelecimentos artesanais. A visita nos faz ter uma ideia de como era o dia-a-dia de uma cidade medieval.

É um passeio muito interessante e intrigante. Como constroem uma cidade debaixo de outra cidade?

Por falar em Pilsen, como já tínhamos os ingressos comprados com horário, não deu tempo de conhecer a cidade que parece linda!

Pilsner Urquell

Enfim, chegamos na nossa última e tão esperada parada em Pilsen, na fábrica da Pilsner Urquell. A cervejaria tem um tour que faz você viajar no tempo, mostra desde os maquinários antigos até os moderníssimos utilizados hoje.

Só pra contextualizar a importância da Pilsner Urquell. Lá em 1839, a maioria das cervejas produzidas na Boêmia, região da atual República Tcheca, eram de alta fermentação (Ales), de cor escura e turvas, padrão de sabor e qualidade muito irregular, o que causava insatisfação dos consumidores locais. Foi então que nesta época, se fundou na cidade de Plzen (Pilsen), na província da Boêmia, a “Bürger Brauerei” (cervejaria dos cidadãos).

Em 1842, a Bürger Brauerei contratou o conhecido cervejeiro Josef Groll, alemão, para produzir a primeira leva de uma cerveja que daria início a um novo estilo. Esta cerveja foi a Pilsner Urquell, uma cerveja de cor dourada, límpida e brilhante. Nasceu, então, a primeira Pilsen do mundo revolucionando a história da cerveja e da humanidade, afinal, é o estilo mais consumido do mundo. Aliás, “Urquell” significa Original, Pilsen Original.

Está entendendo o quanto a Pilsner Urqell é importante para a história da cerveja?

Hoje, quem produz a Urquell é a Plzenky Prazdroj, a maior cervejaria da República Tcheca. Produz várias marcas de cerveja, mas, o seu carro-chefe é a queridinha Pilsner Urquell.

A entrada da fábrica da cervejaria Plzenky Prazdroj já é histórica. Foi inaugurado em 1892 e, hoje, é a imagem que vemos na tampinha da garrafa e no selo que eles usam como marca.

O espaço é muito grande. Ali fica o museu da Urquell, a fábrica de diversas cervejas, uma loja de souvenir e cervejas e um bar.

O tour começa no museu, por onde um guia leva você para ver apresentações modernas com cinema panorâmico mostrando todo o processo de fabricação de cerveja. É contada a história da Pilsner Urquell e de Josef Groll.

Em seguida, passa pelas instalações originais de 1842. Incrível como, naquela época, já era tudo muito grande. Eles mantém como era!

Tanque de fermentação

Em seguida, passa pelas instalações atuais que, inclusive, está com a produção ativa, com funcionários trabalhando. É de cair o queixo aqueles tanques de cobre e de aço inoxidável gigantes e tudo perfeito, organizado e limpinho!

E, enfim, chega a melhor parte: um paraíso para qualquer cervejeiro. As galerias subterrâneas da fábrica, onde a gente anda por túneis cobertos de gelo, muito úmido e frio!

Por ali, a Pilsner Urquell fica maturando dentro de enormes barris de carvalho revestidos internamente com piche, em temperaturas bem baixas, assim com ela era feita antes.

A gente recebe um copo lindo por sinal, que não pode ser levado (vi brasileiro levando). Eles servem a cerveja não filtrada e não pasteurizada, geladinha, direto do barril para o nosso copo. 

Essa é a melhor cerveja que já tomei na vida. Perfeita! E detalhe, é o único lugar no mundo onde você pode tomar essa cerveja assim. Você pode até comprar a garrafa da Urquell, que também é maravilhosa! Mas, experimentar essa cerveja com os sabores e aromas que sentimos, só indo em Pilsen.

Depois de servido, a gente é levada para uma caverna que fica ao lado dos barris, com mesas para podermos degustar com calma essa preciosidade. O lugar é tão frio que a cerveja se mantem geladinha até a última gota!

E pra finalizar, somos deixados na loja com muitas tentações da marca.

Como ganhamos um chope na Urquell por ter comprado o ingresso da cidade subterrânea, paramos no restaurante da Urquell, uma espécie de biergarten da fábrica e aproveitamos para tomar mais Urquell.

Uma Pilsen perfeita que não dá vontade de parar de tomar. Até a espuma é perfeita.

Na correria, só deu tempo para parar em uma lanchonete e pegar um Pretzel recheado que eu amo!

Para quem não conhece, Pretzel ou Bretzel é um tipo de pão muito popular entre as populações de língua alemã, sendo portanto bastante difundido na Alemanha, Áustria e outras regiões. Em forma de nó, ele é assado assado e costuma ser crocante por fora e macio por dentro. É muito saboroso. Pode ser doce ou salgado. Na maioria das vezes que comi, foi puro. Mas, na lanchonete que passamos tinha recheado.

Para pegar e sair andando e comendo pelas ruas de Pilsen, porque nosso tempo estava contado, eu escolhi o recheado de muçarela e peito de peru. Tava bom!

Que passeio meus amigos! Tudo que eu amo, história, cerveja boa e pretzeeeeel! Espero que tenha viajado junto comigo nessa.

Até o próximo #TBT! Vou tirar umas férias dessa coluna, mas volto. Um spoiler? No próximo #TBT, vamos passear por Bratislava (Eslováquia). Uma cidade com muita cerveja boa e bem curiosa!

#TBTemPraga: Saideira em uma balada na cervejaria e Portão da Pólvora

O último #TBTemPraga vai fechar com chave de ouro nossa passagem por essa cidade que eu tanto amei conhecer. Como já disse antes, Praga foi a cidade do Leste Europeu que tive mais experiência diferentes, passamos por Bratislava- Eslováquia, Viena- Áustria e Budapeste -Hungria. E para terminar, porque não uma balada a noite em uma fábrica de cerveja em funcionamento? Ahh, Praga! E vamos passar também por um ponto turístico bem simbólico da cidade que é a Torre ou Portão de Pólvora.

Onde beber

Se eu te falasse que existe uma fábrica de cerveja em funcionamento que produz cerveja de dia e de noite, ainda com a produção em andamento, abre as portas para virar uma balada e os chopes são tirados direto do fermentador? Sim esse lugar existe, fica em Praga e chama DVA Kohouti.

Quando eu vi que existia um bar dentro de uma fábrica de cerveja, logo me animei. Mas isso, é comum por aqui no Brasil. Os nossos famosos Brewpubs, onde a fábrica fica no mesmo espaço do bar. Mas, normalmente, aqui, as cervejas são tiradas dos fermentadores, passadas para um barril, que ficam na câmara fria para serem servidos em uma torneira separada. E os locais onde bebemos é um bar ou restaurante, mais de boa, e sem muita aproximação dos tanques.

Esse foi o primeiro detalhe que notei. As torneiras dos chopes que ficam na bancada estão conectadas diretamente nos tanques da fábrica. Além disso, alguns chopes são tirados diretos dos fermentadores que ficam posicionados estrategicamente onde o atendente pode tirá-lo direto para o seu copo.

Ou seja, todos os chopes são servidos muito frescos, em sua forma mais pura, sem nenhuma “viagem”, sem passar por barris, indo do tanque para a sua caneca. E como eles tomam em temperatura ambiente, eles não veem a necessidade de deixar o chope em um barril, numa câmara fria!

Um outro detalhe, esse foi o que mais surpreendeu, não é simplesmente uma fábrica com um bar. É uma fábrica com balada! A medida que as pessoas vão bebendo e ficando mais animadas, elas levantam e ficam todas de pé, conversando, dançando, algumas sobem em cima das mesas, dos bancos, enlouquecidas, com o dj mais doido que os clientes mandando ver no som altão. Aliás, o Dj fica entre dois tanques que fazem parte da fábrica…rs

Aqui, as pessoas ainda estavam de boa!

E eu fiquei só imaginando as leveduras tendo que trabalhar nessa confusão toda. Isso é um trabalho insalubre…rs

E dá para ver que a fábrica está a todo vapor, com as luzes do painel de comando todas acesas. Para separar as pessoas dos tanques de produção, colocaram apenas um cano passando na horizontal. Dá para ver que é tudo muito limpo no espaço da fábrica e todos respeitam o limite.

Aqui, no Brasil, já sabe né? Fora que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), responsável pela fiscalização desses estabelecimentos, jamais permitiria que uma fábrica funcionasse assim.

Do lado de fora da fábrica boate tem algumas mesas e cadeiras em um jardim supertranquilo a céu aberto. Você não imagina o que está rolando lá dentro. A acústica é muito boa. Enquanto isso, lá dentro, nas mesonas compartilhadas, o pau tá quebrando.

Por lá, são oferecidos 10 diferentes chopes. Tem para todos os gostos: Lager, Sour, APA, Schwarzbier, IPA, Pale Ale, etc. Experimentamos alguns e gostamos de todos que bebemos. 

O esquema para pegar o chope não é muito organizado, mas, funciona. Entra na fila e paga, entra em outra fila e pega seu chope, tudo no mesmo espaço. E a fila oscila bem. Tinha hora que estava vazio, outra hora cheio, com gente dançando, gente passando e gente na fila, tudo no mesmo espaço.

Não vi cardápio de comida lá. Mas, do lado de fora, no mesmo pátio, tinha uma hamburgueria onde comemos antes de entrar. Parece que é parceira da fábrica.

Que experiência! A energia do lugar é sensacional. Percebe-se que a maioria ali é de moradores locais, não fica em bairro comum para turista. Acho que por isso, estão mais à vontade. Eu só achei esse lugar porque pesquise antes. Nós gostamos tanto que, para variar, só saímos quando já estavam passando a vassoura.


Para fechar essa passagem em Praga, eu não poderia deixar de falar das famosas lanchonetes turcas (Kebabs) que nos salvaram em algumas noites. Tem de tudo, sanduiche, prato pronto, hamburguer e os Kebabs.

Como a gente andava muito durante o dia, até anoitecer, e como anoitecia muito tarde, lá pelas 21h, perdíamos a noção de tempo. Pegamos a cozinha fechada algumas vezes ou não tinha muita opção mesmo. A gente acabava em alguma lanchonete dessas, forrando o estômago com uns Kebabs muito saborosos. Nós escolhíamos os de caixa, bem saudáveis, com salada a nossa escolha, carne e molhos. E claro, com a cervejinha de alguma vendinha de chinês que persistia até alta madrugada.

Aliás, das quatro cidades (quatro países diferentes) que passamos, Praga foi a única que conseguíamos ficar madrugada a dentro na rua, tomando umas cervejas das vendihas e vendo o movimento passar. Muitos jovens zanzando pela rua também. A noite de Praga foi a mais agitada!

Aí vão algumas das cervejas que tomamos nessas madrugadas. Tudo temperatura ambiente, apesar de tirarmos do freezer.


Onde ir

Torre da Pólvora ou Portão da Pólvora (Prasna Brána) é uma torre gótica que fica em Praga. É uma das portas originais da cidade.

A torre foi construída em 1.475, como uma das 13 portas da muralha fortificada que davam acesso à cidade. Em 1.571 foi destruída por um devastador incêndio, mas em pouco tempo foi reconstruída. Anos mais tarde, durante o século XVII, a torre começou a ser usada como local de armazenamento de pólvora, o que acabou lhe rendendo o nome pelo qual é conhecida até hoje.

Para os mais curiosos como eu, é possível entrar na torre e subir até seu topo e contemplar a “Cidade das Cem Torres”

No seu interior, você poderá ver uma exposição sobre a história de Praga e suas torres. Hoje, a Torre da Pólvora é um dos mais valiosos monumentos arquitetônicos de Praga.

#TBTemPraga: Muro em homenagem a John Lennon e taverna medieval com pratos típicos e cerveja local

O #TBTemPraga desta semana é só para fãs: fãs de Beatles e de restaurante temático com comidas típicas e cerveja local. Eu estou falando do Lennon Wall (Muro de Lennon) e da famosa taverna medieval U Pavouka em Praga.

Onde beber

A dica de onde beber cerveja especial em Praga desta vez é em mais uma taverna medieval: a U Pavouka (A Aranha).

Sua entrada fica em uma galeria, mas tem uma plaquinha na porta que dá para saber que é ali que o restaurante fica.

Ao entrar, você já sente a atmosfera do local, com a decoração totalmente medieval, tanques de cerveja antigos feitos de cobre e músicas daquela época.

A casa conta com dois ambientes. Tem o externo que não tem nada demais, com várias mesas espalhadas em um espaço aberto com vista para a calçada que é passagem comum de pedestres. Eles chamam de jardim de verão.

Já a parte interna, é o charme da casa. Com a decoração 100% medieval preparada para receber os shows medievais. Não participamos do show, por causa do horário, preferimos bater perna até tarde, mas conseguimos acesso a esse espaço pois é passagem para o banheiro. Acredito que, quando há shows, deve ter que usar outro banheiro. Vejas as fotos que legal!

A apresentação acontece todos os dias, duas vezes no dia e conta com espadachins, malabaristas e dançarinas do ventre, acompanhados de música contemporânea, vinho, cerveja e pratos típicos que te fazem entrar no espírito da época, já que têm que ser comidos com as mãos.

Para beber

São quatro opções de chopes locais da Staropramen: Lager não filtrada (observe como ela é opaca), Light Lager, Dark Lager e Sem Álcool. Servidas em canecas de 300ml, 500ml ou 1 litro. Experimentei a Lager e a Dark Lager (pra variar…rs). Todas bem frescas e servidas em temperatura ambiente como de costume.

Curiosidade: A Cervejaria Staropramen (Pivovary Staropramen) nasceu no distrito de Smíchov, em Praga, em 1869. É a segunda maior cervejaria da República Tcheca. A marca Staropramen, que significa literalmente “primavera velha”, foi registada em 1911. É propriedade da Molson Coors e os seus produtos são exportados para 37 países, principalmente na Europa e América do Norte.

Hoje, ela conta com sete diferentes estilos: Light Lager, Light Lager não Filtrada, Semi-dark Lager, Dark Lager, Pilsen, Sem Álcool e Light sem álcool.

Para comer

Voltando no U Pavouka, o cardápio conta com refeições tradicionais tchecas como goulash de carne ou de javali, joelho de porco assado, pato assado com couve e bolinhos e muito mais. Pedimos de entrada o Roast sausages on black beer (salsichas assadas na cerveja preta) e os pratos principais foram Beef goulash adorned with vienesse onions, bread dumplings (Goulash de carne adornado com cebolas vienesse, bolinhos de pão) e 1/4 duck baked with apple-flavoured red cabbage, mixed dumplings (1/4 pato assado com repolho roxo com sabor de maçã, bolinhos mistos). Esses bolinhos são bem comuns nos pratos tchecos.

Uma experiência tcheca deliciosa e bem completa!

Onde ir

O ponto turístico deste tbt é o Lennon Wall (Muro de Lennon).

Um muro cheio de grafites coloridos, imagens e mensagens de paz, amor e liberdade, no centro de Praga. O primeiro desenho do muro surgiu logo após o assassinato do ex-beatle, em 1980, e se tornou um símbolo de liberdade durante o regime comunista. Era uma imagem do Beatle-ícone-hippie, o que a polícia comunista logo entendeu como uma forma de protesto e vandalismo.

Em pouco tempo o desenho já estava coberto de tinta cinza. O que a polícia não esperava era que outras pessoas começassem a ir lá e pintar o retrato dele de novo. A cada vez que o governo mandava limpar o muro, um novo desenho de Lennon voltava a aparecer. Artista, hippie, ícone da paz, ele simbolizava a liberdade de expressão que os tchecos há mais de 30 anos já não tinham.

Imagem da internet

E logo começaram a se acumular mensagens de resistência ao regime, palavras de paz e esperança. No fim daquela década, quando o Muro de Berlim caiu, em 1989, a República Tcheca teve o fim da ditadura comunista também, mas a Lennon Wall continuou.

Mais de 30 anos depois, aquela parede rabiscada ainda está lá, não só como um memorial ao Beatle e seus ideais de paz, mas também como uma manifestação pela liberdade de expressão. Como está aberta a intervenções, a Lennon Wall nunca é a mesma. Há sempre novas pinturas e rabiscos surgindo na parede. Mas, entre vários recadinhos e frases, ainda se vê o rosto de John Lennon em algum canto. Como símbolo de liberdade de expressão, o Muro é monitorado por câmeras e pela polícia para evitar vandalismo e pinturas obscenas.

Durante a pandemia

O muro está sempre cheio. Mas tem uma certa educação dos presentes para proporcionar que pessoas tirem foto sem uma multidão aparecendo. Pelo menos, quando estivemos lá, as pessoas esperavam antes do muro a outra para tirar fotos.

Quando estivemos lá, a guerra entre Rússia e Ucrânia tinha começado recentemente. Por isso, estava acontecendo uma exposição em forma de varal coberto de poesia escrita para apoiar a Ucrânia. As obras foram feitas por escritores de todo o mundo enviado para uma plataforma de poesia online Poetizer, com sede em Praga, que foram impressas e penduradas lá.

Por falar nisso, onde íamos em Praga, tinha uma bandeirinha da Ucrânia em solidariedade àquele país.

Fonte: www.vontadedeviajar.com

Sete curiosidades sobre a cerveja que talvez você não saiba!

A cerveja é uma das bebidas alcoólicas mais antigas do mundo. Não era necessariamente feita de trigo ou cevada, mas era fermentada com outros grãos. Além de ser uma das bebidas mais antigas do mundo, também é a bebida alcoólica mais consumida do planeta. Beber uma cerveja está na tradição de muitas pessoas, mas, existem muitas curiosidades da cerveja que você talvez não conheça e eu vim contar para você.

Cervejas deram origem às geladeiras

Talvez você não saiba, mas a geladeira só existe por causa da cerveja. A demanda de uma cervejaria foi o que impulsionou um cientista a conceber um sistema de refrigeração inovador. Esse sistema prático viabilizou a manutenção da fermentação da bebida mesmo nos meses mais quentes. Antes disso, blocos de gelo eram colhidos e armazenados em caves para manter a cerveja gelada, para que não estragasse.

Uma das bebidas mais antigas do mundo

A cerveja figura entre as bebidas mais antigas da história humana. Os primeiros vestígios desse líquido remontam a cerca de 8 mil anos a.C., encontrados na região da Mesopotâmia, que corresponde às áreas ocupadas pelo Iraque, Irã e Jordânia hoje em dia. Os habitantes dessa localidade já desfrutavam de bebidas alcoólicas resultantes da fermentação de cereais. Outra curiosidade é que, em 2010, a cerveja consumível mais antiga do mundo foi encontrada em um naufrágio do Mar Báltico. Acredita-se que o navio tenha percorrido os oceanos há 200 anos.

Londres já foi inundada por cerveja

Em 16 de outubro de 1814, um “tsunami” de cerveja assolou Londres, resultando em 8 mortes. Este incidente, conhecido como “London Beer Flood” (Inundação de cerveja em Londres), originou-se do rompimento do tanque principal da cervejaria “The Meux”, criando uma onda de cerveja Porter de quase 4,5 metros de altura e liberando cerca de 1 milhão de litros da bebida pelas vias de uma favela. Como esta área pobre não tinha sistema de drenagem, a cerveja escorria para o porão e as pessoas tinham que se agarrar aos móveis para não se afogarem.

A onda de cerveja Porter de quase 4,5 metros de altura percorreu as ruas, destruindo imóveis e matando 8 pessoas.

Ninguém foi acusado pelas mortes causadas pelas enchentes de cerveja porque foi considerado um “ato inevitável de Deus”. Cerca de £ 23.000 em cerveja foram perdidos. O governo britânico pagou à cervejaria por algumas das perdas, mas nenhuma compensação foi dada às famílias das vítimas.

Monges aperfeiçoaram a bebida

A cerveja passou por diversas modificações ao decorrer da história, mas uma das que mais se destacou foi a contribuição dos monges para o aprimoramento da bebida. Durante a Idade Média, a produção da bebida fazia parte da alimentação das famílias, devido ao seu valor nutricional semelhante aos pães. E, como a Igreja era detentora do conhecimento, os mosteiros católicos ficaram responsáveis por tornar as cervejas mais agradáveis. E eles não só produziam! Por ser uma bebida encorpada, ela era consumida em grandes quantidades durante os tradicionais jejuns.

Cerveja Guinness inspirou o nome do livro dos recordes

O chamado “Livro dos recordes”, “Guinness Book of Records“, leva o nome da cerveja irlandesa cuja história teve início em 1975, a “Guinness”. Hugh Beaver era presidente da cervejaria em 1951 e se envolveu numa discussão durante uma caçada na Irlanda sobre qual seria a ave de caça mais veloz da Europa.

Percebendo que não havia livros em que ele pudesse conferir a resposta, Beaver decidiu fazer “Guinness Book of Records” e batizou a publicação com o nome da cerveja.

Cerveja proporcionou a maior ressaca do mundo

Alega-se que a maior ressaca do mundo teve como culpada a cerveja. Mais precisamente, 28 litros de cerveja. O escocês que consumiu tudo isso em uma só noite teria ficado de ressaca por 4 semanas. Já imaginou?

A Bélgica tem a maior variedade de cervejas

A Bélgica é o país com a maior variedade de cervejas no planeta, com mais de 1.500 rótulos diferentes. A maioria deles se enquadra na família Ale, também conhecidas como cervejas de alta fermentação. Esse processo cria bebidas com aromas de frutas e especiarias, bem mais perfumadas que as Larger.

Fontes: exame.com.br e The Sun

#TBTemPraga com a polêmica da Budweiser original e tem Casa Dançante

O #TBTemPraga, desta vez, tem polêmica trazendo a história da Budweiser original, que não é a americana, e também tem um prédio muito maluco.

O que beber

A dica que dou para beber em Praga é a Budweiser Budvar, ou Czechvar, uma autentica Bohemian Pilsener. Dourada, brilhante, traz aromas de maltes, como cascas de pão e biscoito, e de lúpulo herbáceo e condimentado. Na boca, o amargor é médio, repetindo os aromas, com corpo médio e final levemente adocicado. Muito fácil de achar por lá!

Essa, nós tomamos no Dante’s Bitro e Bar, que fica bem próximo ao ponto turístico desse #TBT. Fizemos um pit stop lá e aproveitamos para harmonizar essa bela cerveja com uma tábua, a Mix Grill, com carne de boi, frango, porco, batatas rústicas e salada com queijo.

A tal polêmica do nome Budweiser

A Budweiser da República Tcheca travou um duelo há tempos com Anheuser-Busch (hoje, Inbev), que produz a Budweiser americana, já que ambas as cervejas têm o mesmo nome.

A cidade de Budweis, que fica na República Tcheca, produzia cervejas desde o ano de 1265 e desde o século XV era onde se fabricava a cerveja da Corte Real do Reino da Bohemia, e por isso a produção daquele local tinha o título de “Cerveja dos Reis”. Também desde o século XIII as cervejas produzidas na cidade eram conhecidas popularmente como Budweiser, seguindo um pouco da tradição desses países de nomear as cervejas com o nome do lugar. Em 1895, a cervejaria Budvar resolveu criar uma cerveja inspirada na nova invenção da cidade de Pilsen, e batizou sua novidade com o nome de Budweiser Budvar, então, pela primeira vez, a cidade tinha oficialmente uma cerveja com o nome local. Porém, somente em 1930, a cervejaria registrou sua marca Budvar.

Já a história da Budweiser americana começou quando o Sr. Busch se casou com a filha de Anheuser’s, e se juntou ao sogro para abrir uma cervejaria. Próximo dos anos 1870, antes da criação da Budweiser Budvar, Busch viajou para República Tcheca para estudar técnicas e melhorar a qualidade da sua cerveja. Durante essa visita, ele ouviu falar da cidade de Budweis e que as cervejas de várias fábricas vindas do lugar eram popularmente chamadas de Budweiser.

Depois de visitar a cidade, ele aproveitou desta ideia do nome e, inspirado pelas boas cervejas experimentadas, o cervejeiro americano criou a Budweiser nos Estados Unidos no ano de 1876. Além de usar e registar o nome para si, Busch também registrou o slogan “King of Beers”, “Rei das Cervejas”, muito semelhante ao slogan Tcheco “Cerveja dos Reis”.

Foi após os anos de 1980, quando a empresa dos Estados Unidos já era uma produtora gigante, que essa disputa ficou acirrada: a cervejaria americana reclama a marca pela antecedência do registro e a empresa Tcheca diz ter direito com base nos critérios de nomenclatura que existem desde o século XIII.

Hoje, existem centenas de processos entre as duas empresas, em diversos países. A Budweiser Budvar tem o registro para a República Tcheca, toda a Europa e outros continentes fora as Américas. Em função disso, a Budweiser americana é vendida na Europa como “Bud”. Já a Budweiser americana registrou para todas as Américas, por isso, a Budweiser Budvar é encontrada aqui nas Américas com o nome de Czechvar. 

Outro fato interessante é que além dessas duas cervejarias que disputam o nome, existe uma outra, a Budejovicky Mestansky, que produz desde 1795 uma cerveja que também reclama pelo nome de Budweiser. Apesar de estar na briga essa terceira empresa só pode ser vendida com os nomes 1795 ou Boheme 1795 nos rótulos.

Acredito que não haverá um desfecho para isso. Enquanto isso, a gente vai bebendo. Eu já tomei todas essas, a Bud Tcheca, a Bud Americana e a 1795. Não tem como compará-las, já que a Tcheca e a 1795 são Bohemian Pilsener e a Americana é uma American Standard Lager (não é Pilsen). Sem sombra de dúvidas, o sabor das europeias é outro. Uma delícia! Mas, cada um tem seu paladar. Só experimentando para escolher qual a sua preferida.


A dica de ponto turístico deste #tbt é a Casa Dançante, em checo Tančící dům. Um prédio de escritórios no centro de Praga. Ela foi construída em uma área ribeirinha, na época, vazia na qual havia um prédio que foi destruído durante o Bombardeio de Praga, em 1945. A construção iniciou em 1994 e terminou em 1996.

O objetivo, na época, era que o prédio se tornasse um centro cultural. Porém, não vingou e, hoje, é um prédio comercial, além de um hotel e um restaurante francês na cobertura com vista da cidade.

O edifício possui “dois corpos”, um com 99 painéis de concreto, recoberto por vidro temperado e o segundo corpo parece envolver o primeiro, o que inspirou o apelido do prédio de “Fred & Ginger”, em referência a Fred Astaire e Ginger Rogers, um casal da Era de Ouro de Hollywood que estrelou uma dezena de filmes musicais entre 1933 e 1949.

praga-fred-e-ginger-o-casal-que-inspirou-o-predio-dancante

No caminho de volta para o hotel, ainda nos deparamos com uma escultura de um homem pendurado em um guarda-chuva. Praga é cheia de esculturas meio doidas assim. Essa, foi criada pelo artista Michal Trpák, nascido na República Tcheca. Faz parte do projeto “Slight Uncertainty” ou “Leve Incerteza”. “Leve” pela aparente leveza de voar e “Incerto” pela segurança desconhecida da aterrisagem. Talvez uma paráfrase a crise econômica segundo o site do artista.  

Espero que tenha gostado de mais um passeio em Praga!

Fonte: 98live.com.br, Viaje24h.com e Wikipédia

Cerveja com efeito cascata! Como isso acontece?

Você sabe como é feito esse efeito?

O efeito cascata acontece quando a cerveja é servida, seja da lata ou da torneira, e a espuma começa a subir, formando um efeito como se fosse cascata de baixo para cima.

Isso acontece por causa do nitrogênio que foi colocado no chope. Ele pode ser inserido durante o envase do barril ou da lata ou no momento de servir o chope.

Assim que o líquido cai no copo, as bolhas menores do nitrogênio, por ter uma capacidade de se dissipar rapidamente, começa a sair do copo, fazendo esse efeito cascata e, em seguida, forma uma espuma cremosa no topo do copo.

Esse colarinho que é formado faz toda a diferença na cerveja, a deixando mais cremosa. Apesar do nitrogênio não ter gosto e nem cheiro, ele suaviza os sabores da cerveja. Por isso, A famosa Guinness (onde tudo começou) não tem aquele aroma e sabor mais presente dos maltes tostados.

Lembrando que o uso do nitrogênio se popularizou graças a cervejarias irlandesas como a Guinness

A Cerveja Guinness

Não tem como falar de efeito cascata sem falar da Guinness não é mesmo? A cerveja Guinness é uma cerveja escura do tipo Dry Stout que possui textura e espuma cremosas. Por ela ser uma cerveja bem escura, muitos acham que ela é uma cerveja mais forte. Pelo contrário, ela é extremamente leve e tem um perfeito equilíbrio.

Sua história teve início em 1759, quando Arthur Guinness alugou uma fábrica em Dublin, na Irlanda, e começou a produzir sua cerveja.

Fabricada pela St. James’s Gate Brewery, com mais de 250 anos de história e a mesma receita, a cerveja Guinness é a cerveja Stout mais consumida no mundo e um verdadeiro ícone da Irlanda.

Em 1959, a cervejaria irlandesa lançou, para comemorar seus 200 anos, a receita em que usou nitrogênio para carbonatar a cerveja, para que as pessoas pudessem ter a mesma experiência dos pubs em casa.

A partir de então o nitrogênio ganhou mercado. Ele é usado para a gaseificação, produzindo uma sensação macia e encorpada na boca.

A mistura do gás usada na gaseificação deste tipo leva 70% de nitrogênio e 30% de gás carbônico.  Esta mistura não se dissolve no líquido, o que impede a sensação de “estufamento” de quem bebe.

A famosa bolinha da lata de Guinness: Dentro da lata de cerveja Guinness Draught existe uma cápsula de nitrogênio (N2) e ao abrir a lata inicia-se uma reação química entre gás carbônico resultando em uma carbonatação semelhante a um chope. Isso confere a cerveja o efeito cascata, além de formar uma espuma de alta qualidade e duração e preservar de forma quase impecável suas notas e aromas.

#TBTemPraga: Bar do Terror com Museu da Bohemia 

O #TBTemPraga desta semana aterrissa em um dos pubs mais assustadores que já fui. Aliás, como já falei, essa cidade tem muita coisa diferente quando o assunto é “tomar umas”.  Já o ponto turístico é bemmm grande e histórico!

Onde beber em Praga

O Nightmare Horror Bar é uma casa temática, dedicada a filmes de terror. Quem gosta e quem já viu todos das décadas passadas, vai amar cada canto desse lugar. Já quem não curte, eu recomendo ir pois é bem legal. Mas, já aviso que vai ver personagens assustadores, tripas e sangue a mostra e outras coisas que todo filme de terror tem.

Começando pela entrada escura. Se não tivesse lido sobre a casa antes, não entraria.

Ao abrir a porta, ela dá aquela rangida de porta de filme de terror. Para chegar ao pub, tem que descer uma escada em formato de espiral, escura, com uma iluminação vermelha e uma outra piscando, com as paredes cheia de pôster de filmes clássicos de terror e com uma música de suspense. Dá medo. Mas, seguimos!

O bar é escuro e com luzes vermelhas para manter o suspense.

Em todo canto que você olha tem algum adereço como mãos sangrando, “pedaços de corpos”, quadro com pôster de filme de terror e personagens de filmes em tamanho real Até o banheiro é cabuloso. Pode tirar foto de tudo, só não pode mexer.

Mas, atenção! Nada de flash ou luz, senão, será chamado atenção como eu fui. Mas, precisava tirar foto e fazer vídeo e, alguns lugares, não tinha condições nenhuma para mostrar o que vi sem flash…rs. Valeu a pena ter sido chamada atenção.

São diversas salas, cada uma mais assustadora que a outra. Tem uma que é ainda mais sombria, com telão exibindo clipes, propagandas e trailers dos melhores filmes de terror. O som que sai de lá é assustador.

Ah, e a música lá é só rock metal. Ou você esperava outra coisa? Até os atendentes se vestem na vibe do pub.

Alguns dos melhores filmes e livros de terror que você encontrará por lá incluem Jogos Mortais, O Exorcista, Uma noite alucinante, O massacre da Serra Elétrica, Gremlins, Sexta-feira 13, Invocação do Mal, A Freira, Brinquedo Assassino e, é claro, A Hora do Pesadelo (Nightmare on Elm Street), que inspirou o nome do pub.

O pub conta com algumas cervejas artesanais. Alguns chopes locais e outros mais conhecidos como Blue Moon e Corona. Mas, o forte deles mesmo são os drinks. Não tem como contar, é uma quantidade gigantesca de opção, como shots, coquetéis, misturas, licores todos eles com nomes fazendo trocadilhos entre os filmes e as bebidas. Além de diversas bebidas de dose.

Não sei se foi a hora que chegamos, mas, não tinha nada para comer, apenas pacote de batata chips e amendoim. Então teve que ser isso mesmo.

Que experiência legal!!! Os amantes de filme de terror com certeza vão adora. Até quem não é tão fã, vai gostar também, porque muitos personagens que estão ali são icônicos, difícil de não conhecer.


Onde ir

O ponto turístico deste TBT é o Museu Nacional de Praga (Národní Muzeum), o museu mais importante da capital tcheca.

O edifício foi construído entre 1885 e 1891. Além das exposições temporais, o Museu Nacional tem as seguintes coleções permanentes: Pré-história da Boêmia, Morávia e Eslováquia; Exibição mineralógica e litológica; Paleontologia, Osteologia e Antropologia; Zoologia; Condecoração e medalhas de países europeus.

O museu é grandioso, cheio de detalhes daquela época. É muito bonito e vale a pena a visita. Nós pegamos só a visita principal. Porém, não tirei fotos internas, pois não era permitido. Para tirar foto tinha que pagar. Preferi guardar esses euros e gastar em cerveja.

Gostou de dar mais essa voltinha comigo? Espero que sim. Até a próxima!

Minas Gerais conquista 22 medalhas em um dos principais concursos cervejeiros

No dia 6 de março de 2024, o Concurso Brasileiro de Cerveja (CBC) entregou a premiação para as cervejarias vencedoras do torneio, considerado o maior concurso cervejeiro da América Latina e o maior concurso de cervejarias independentes do planeta, o CBC figura entre os três maiores do mundo. 

Foram 408 cervejas premiadas, entre 4.147 amostras de 567 cervejarias de 21 Estados. A 12ª edição do CBC contou com mais de 100 jurados, de 21 países – escolhidos pela sua reconhecida experiência em avaliar a bebida. No total foram entregues 127 medalhas de ouro, 141 de prata e 140 de bronze.

Dessas 408 medalhas, 22 vieram para o estado de Minas Gerais.

Confira as medalhistas:

* Cervejaria Alta Minas = Cervejaria Funil.

Um destaque para a Cervejaria Funi (Cervejaria Alta Minas) e para a a Dakza Brewing que foram as que recebram mais medalhas. Cada uma recebeu três, uma de ouro e duas de prata.

Além da premiação ouro, prata e bronze em cada estilo, o CBC também premiou as Melhores Cervejarias do Ano, reconhecendo aquelas que se destacaram pela qualidade e inovação de seus produtos. Os resultados deste ano foram os seguintes:

1º Sabores do Malte
2º Cervejaria Leopoldina
3º Big Jack Cervejaria
4º Alem Bier
5º Opa Bier

Outro destaque foi Prêmio Mestre Cervejeiro do Ano, uma honra concedida aos profissionais que se destacaram por sua maestria na arte da fabricação de cerveja. Os vencedores deste ano foram:

1º Carlo Mioranza da Alem Bier
2º Marcos Schiavoni da Sabores do Malte
3º Rodrigo Veronese da Cervejaria Leopoldina

E a novidade deste ano ficou por conta da Nota Comercial a cada cerveja, fato inédito nas Américas. Sobre a Nota Comercial, Develon da Rocha, presidente da Semana da Cerveja Brasileira, explica que a pontuação já é adotada no vinho em todo o mundo e, a partir dessa premiação, uma revolução na avaliação das cervejas pelo público: “Ao fim do concurso, as cervejarias agraciadas poderão exibir em seus rótulos o selo de sua pontuação. Assim terão como inserir em seus rótulos esta importante informação de qualidade e prestígio aos consumidores”, conta.

O objetivo da competição, além de premiar os melhores rótulos, é entregar aos participantes um parecer técnico sobre as amostras dos produtos inscritos, possibilitando às cervejarias utilizarem estas informações para a melhora do processo de fabricação e à evolução das características de seus rótulos.

Acesse aqui o arquivo com a premiação de 2024, divulgada pela organização.

Pelo Interior com Cerveja: Da complexidade da Hankzbier à tradição da Sr. Müller com Parque Halfeld

Para fechar o “Pelo Interior com Cerveja”, em Juiz de Fora, com chave de ouro, já vou logo indicando outras duas cervejas artesanais para conhecer na cidade. Tem ponto tuístico também!

A primeira dica é a Hankzbier, que eu tive o prazer de conhecer a fábrica, guiada pelo Bruno, que foi supersimpático e receptivo, mostrou todo o processo de fabricação das cervejas e contou um pouco da história da cervejaria que nasceu em 2014 em panelas pequenas, passou a ser fabricada como cigana em 2016 e ganhou fábrica própria em 2022.

A fábrica tem capacidade de 15 mil litros por mês. Por ali, são fabricados diversos estilos de cerveja e eles estão sempre inovando e trazendo cervejas diferentes e complexas para os degustadores de plantão como Pastry Stout, Double IPA, Imperial Stout.

Inclusive, a fábrica conta com uma cave, onde estavam maturando algumas RIS em barris de Bourbon. Pensa na delícia que deve ter saído dali!

O espaço também conta com um TapRoom, onde estão plugados diversos chopes, além de uma geladeira com algumas latas da cervejaria.

Esse local funciona em horário comercial. Lá são vendidos chopes fresquinhos, latas, growler e barril pra delivery. Além disso, a casa abre para alguns eventos como sábado agora (16/3) para comemorar o aniverário de 2 anos da fábrica.

Se quiser experimentar alguns dos chopes da Hankzbier é só chegar, mas, atenção! É só em horário comercial. Já estou sabendo que, a partir de abril, uma sexta por mês, eles vão estender o funcionamento até as 23h. Certeza que vai ser sucesso! As cervejas são feitas com extrema qualidade. Não é toa que a cervejaria tem diversos prêmios.

Pude experimentar algumas que estavam plugadas lá e estavam todas ótimas! Não poderia deixar de destacar a Russian Imperial Stout com adição de avelã, maple, café e chocolate. Uma das melhores RIS que já tomei na vida.

Tomei também Juicy IPA, Sour e Munich Dunkel. Essas delícias estão espalhadas em alguns pontos cervejeiros em Juiz de Fora também e as latas você pode achar até em BH. É só perguntar para eles.

Eu adorei tudo por lá, desde a recepção às cervejas. Com certeza, quando voltar em Juiz de Fora, vou querer conferir as novidades da Hankz!

Hankzbier
Avenida Eugênio do Nascimento,834
Bairro Aeroporto, Juiz de Fora
Horário: Segunda a sexta das 9hs às 18hs e sábado das 9hs as 13hs.
Instagram: @hankzbier

Segunda dica de Onde Beber

Ali perto, fica a minha outra dica de cervejaria em JF, que vai para quem quer sentar e tomar umas sossegado. Estou falando da Cervejaria Sr. Müller, que começou em 2016 como loja de insumos cervejeiros. Em 2020, nasceu a cervejaria seguindo a tradição alemã com receitas clássica e, ao mesmo tempo, buscando novas receitas inovadoras.

A capacidade da fábrica é de 3 mil litros e, bem ao lado da fábrica, fica um Brewshop com venda de insumos para fabricação de cerveja, além de latas, garrafas e chope da cervejaria.

Para quem quiser tomar uma e comer um tira gosto, o local serve petiscos, alguns típicos alemães, para harmonizar com os diferentes estilos que estão plugados.

Quando fui, tinham 10 diferentes estilos da própria cervejaria como Czech Lager, Red Ale, IPA, RIS, Sour etc, que variavam de R$ 7 a R$ 25 de 300ml e 500ml (valores de 2022).

Experimentei a APA e gostei muito. Aliás, eu trouxe para BH uma RIS e amei!! Com certeza, minha próxima ida à Juiz de Fora, vou querer parar e sentar com mais calma para conhecer mais estilos e comer um salsichão!

Cervejaria Sr. Müller
Rua José Appolonio dos Reis, 233
Bairro Aeroporto, Juiz de Fora
Instagram: @sr.mullercervejaria


Onde ir

E para você não ficar achando que faltou uma dica de ponto turístico, para fechar, eu indico o Parque Halfeld. É outro ponto obrigatório de ir em JF.

Situado bem no centro, na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Halfeld, é o primeiro local público da cidade. É um dos mais importantes símbolos de Juiz de Fora, considerado ponto de encontro e espaço de lazer e cultura.

Eu estive lá na época de Natal. Estava muito bonito, iluminado e cheio de gente passeando pelo parque que, na verdade, é uma praça gigante.

Espero que vocês tenham gostado desse passeio que fizemos pelos pontos turíticos e cervejarias de Juiz de Fora. Caso queira rever as outras dicas, clique aqui.

As cinco marcas de cervejas mais valiosas do mundo!

Você sabe quais são as marcas de cervejas mais valiosas do mundo?

Todos os anos, a consultoria líder em avaliação de marcas, Brand Finance, testa 5.000 das maiores marcas dos mais diferentes segmentos e publica mais de 100 relatórios, classificando marcas em todos os setores e países. Com isso, no ranking anual Brand Finance Beer 50 2023 foram divulgadas as 50 marcas de cerveja mais valiosas e fortes do mundo.

De acordo com o ranking, o valor da marca Heineken cresceu 10%, assim, a marca ultrapassou as concorrentes e se tornou a marca de cerveja mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 7,6 bilhões. A Heineken ultrapassou a Corona Extra que liderou o ranking nos últimos 4 anos. A cerveja mexicana, mesmo tendo crescido 6%, ficou em segundo lugar no ranking, tendo sido avaliada em US$ 7,4 bilhões.

Após Heineken e Corona a lista é seguida por Budweiser, com US$ 6,6 bilhões, Bud Light, com US$ 5,9 bilhões, e a mexicana Modelo Especial, com US$ 4,2 bilhões, completando as cinco marcas mais valiosas.

A marca brasileira mais bem ranqueada na lista da Brand Finance de 2023 é a marca Skol da AB InBev, holding global da brasileira Ambev na 15ª posição. Brahma e Antarctica também aparecem entre os 25 primeiros.

Na metodologia da Brand Finance, marca é definida como um ativo intangível relacionado ao marketing, incluindo, entre outros, nomes, termos, sinais, símbolos, logotipos e designs, destinados a identificar bens, serviços ou entidades, criando imagens e associações distintas nas mentes das partes interessadas, gerando assim benefícios econômicos. Uma marca pode ser, e para grandes cervejarias quase sempre é, um dos ativos mais valiosos de uma empresa.

Fonte: Catalisi