Diamantina e seu becos cheios de história e cerveja local

É de história e cultura, acompanhada de tranquilidade e cerveja boa? Vem comigo que, hoje, vamos andar por uma das cidades mais gostosas e completas de Minas (pra mim). Tá bom, eu sou suspeita pra falar, porque fujo muito para lá (é a cidade do marido), mas é boa mesmo!

Serra do Espinhaço

Diamantina tem opção para todos os gostos: Passeios pelas ruas, se perdendo nos becos e admirando os casarões coloniais, pontos turísticos importantes para a história do Brasil; igrejas e museus;  butecos funcionando o dia inteiro; cachoeiras e natureza para relaxar e os povoados ao seu redor também são uma delícia.

Rua Direita

Além dos pontos turísticos, durante o ano, acontecem festivais gastronômicos, de cerveja e vinho, tem a feirinha do Mercado às sextas à noite; o Mercado bombando sábado de manhã e a famosa Vesperata nos finais de semana (calma, falarei sobre tudo).

Quantos dias ficar: Três dias. Apesar de ter muita opção para fazer, se você não tem muito tempo, três dias é o tempo suficiente para conhecer o principal. Mas, se quiser curtir a natureza além da cidade, pode incluir mais dias ai.

No centro histórico, tudo é muito pertinho, então dá para conhecer todos os pontos em uma manhã!

Antes de começar a dica, nunca é demais falar: Roupas leves e calçados confortável. Além de alguns morros, o Centro é todo de pedras irregulares, difícil de andar, tombado desde 1938 pelo patrimônio nacional. Sim, em 1938, o conjunto arquitetônico do centro histórico da cidade foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e, em 1999, foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial. Por isso, tudo tem que ser conservado. Nenhuma mudança de característica pode ser feita na região.

De manhã, a cidade bomba. É carro transitando, gente passando. Não tem sossego. Comercio todo cheio. Lugar para estacionar? Esquece, vai pra rua a pé. Mas, quando o sol cai, a cidade fica mais tranquila, mas mesmo assim, os bares e restaurantes estão sempre cheios de turistas, moradores e estudantes. Tem gente na rua o tempo todo. Apesar de ser uma cidade tranquila, não é pacata como Tiradentes, clique ai para ver mais sobre Tiradentes.

O que fazer: No Centro Histórico ficam algumas das igrejas da cidade. As principais igrejas para visitação são a Igreja Nossa Senhora do Carmo, a Igreja de São Francisco de Assis, Capela Imperial de Nossa Senhora do Amparo e a Catedral Metropolitana de Diamantina. Elas não são tão ricas por dentro como as de Ouro Preto, mas as fachadas são lindas e bem conservadas.

Museus: Museu do Diamante (conta como foi a descoberta dos diamantes); Casa da Chica da Silva (A casa onde morou Chica da Silva, uma figura histórica para Diamantina, traz muita história da escravidão); A Casa da Glória/Passadiço (é um dos principais pontos turísticos da cidade. Sua arquitetura chama atenção pelos dois casarões interligados por um passadiço de madeira). Casa JK (casa onde o ex-presidente do Brasil Juscelino Kubitschek viveu durante a infância e adolescência em Diamantina hoje abriga um pequeno museu).

O Mercado Velho é um rancho de tropeiros, erguido em 1835, que foi restaurado em 1997 e desde então abriga o Mercado Municipal e merece uma sessão só para ele.

Nas sextas à noite, acontece o “Sexta Nossa”. Uma noite super gostosa, com música ao vivo e diversas barraquinhas com comidas típicas, cerveja, vinho, cachaça e artesanato local.

No sábado de manhã, chegue cedo! O Mercado lota. Além da feira de alimentos e de artesanato, também rola música ao vivo e o que eu mais amo: Muitaaaa cerveja artesanal local presente. Antes, não tinha isso. Eu precisava levar minha cerveja no cooler. Agora, com a invasão das artesanais, eu fico perdida. Estão todas lá sempre: Cervejaria Capistrana, Cerveja Diamantina e Cervejaria Emmerich. De vez em quando: Cervejaria Mil Oitavas e Cervejaria Guinda.

Além disso, é na praça do mercado que acontece diversos eventos da cidade, como o Carnaval. Ah, o carnaval de Diamantina. Quem nunca foi, vai! Mas esse é assunto para outro dia.

Outro ponto que eu não poderia deixar de citar aqui é a rua da Quintanda e os becos que cortam ela. Os bares da cidade ficam todos ali. De tarde ou de noite, é só escolher uma mesa, tentar equilibrar a cadeira nas pedras, rezar para que ninguém esbarre e derrube sua cerveja e relaxe. Nesse em torno tem música ao vivo, bares e restaurantes e é onde acontece a famosa Vesperata.

Vesperata: É um show de Diamantina à parte! Com um repertório repleto de música boa e com diferentes estilos, a Vesperata é reconhecida como Patrimônio Cultural de Minas Gerais. Ela é conhecida como “serenata ao contrário”. Pois, os músicos se posicionam nas sacadas dos casarões da rua da Quitanda e tocam para o público que fica na rua ao redor do maestro. O maestro rege a banda do chão da rua, em cima de um palco pequeno.

Nos dias apresentações, até acabar, a rua fica fechada para pedestres, pois, os bares lotam a rua de mesas e é cobrado ingresso para sentar e assistir à apresentação. Quem não quer pagar, pode ficar em pé, nas calçadas. É de arrepiar. No final, a empolgação é tanta, que todos já estão em pé dançando e cantando com a banda mirim e da Policia Militar. Não é todo sábado que acontece a Vesperata. Tem que entrar no site da prefeitura para ver as datas que são divulgadas no ano anterior (diamantina.mg.gov.br).

Além de tudo isso, Diamantina também tem seus atrativos naturais como a Gruta do Salitre e diversas cachoeiras, as mais famosas são as cachoeiras dos Cristais e a Sentinela que ficam no Parque Estadual do Biribiri.

No Parque, também fica a A Vila Biribiri, uma pequena comunidade remanescente do final do século XIX, quando era uma grande fábrica da indústria têxtil. Com o fechamento da fábrica, a vila foi abandonada, porém alguns moradores permaneceram. Hoje, tombada pelo Iphan, a vila conta com poucos moradores, o que a torna ainda mais pacata e diferente.

Com todas as casas pintadas de azul e branco, a vila é bem simples, tem 30 casas, um restaurante (com cerveja artesanal local), uma cafeteria, uma pousada, uma praça e uma igreja. Ideal para passar uma tarde no sossego. Para crianças, é ótimo porque tem uma grande área verde e um espaço kids do restaurante.

Vila Biribiri

Veja o post sobre a Vila.

Onde beber

Buteco é o que mais tem em Diamantina. Mas, o foco aqui é onde beber ARTESANAL.

– Catedral Pub: A Catedral Pub fica localizada na Rua Direita, já falei sobre ele aqui.

– Cerveja Arte Tijucana: Também já falei dele aqui. É outro espaço com música ao vivo, cerveja artesanal da própria cervejaria e outras mineiras. Além da comida boa! Chegue cedo!

– Taberna 85: Pequeno, mas aconchegante. Ainda não consegui fazer um review deles, mas, já adianto, tem cerveja boa. Fica na rua principal dos botecos (rua da Quitanda). Além de cerveja artesanal local e comida, lá você encontra diversos produtos artesanais mineiro: Queijos, Doces, Vinhos, Cervejas, Cafés, Charcuteria etc.

– Cervejaria Relíquia, fica na Rua do Tijuco, 57. Por lá você encontra diversos chopes artesanais próprios e de algumas cervejarias parceiras. Os pratos são bem típicos mineiros, em pequenas porções, tudo muito gostoso. Falei sobre ela aqui: Post e Reels

– Grupiara Gastropub: Fui uma vez e não gostei do atendimento. Caso queira conhecer, o local fica na rua Beco da Tecla, 39.

Praça do Mercado Velho sábado de dia (que vai até umas 14h). Chegue cedo! Além de muita cerveja artesanal, que eu já citei, não deixe de conhecer as cachaças e licores da A Seresteira (infelizmente, essa, não acha mais). Dá vontade experimentar todos os sabores. E, se você for no mercado e não comer o famoso Pastel da Chiquinha (ela passa vendendo), você não foi em Diamantina!

Cachaças com sabor de A Seresteira

Se deixar, eu fico escrevendo sobre Diamantina o dia inteiro. Gostou das dicas? Quer mais dicas? Entra no meu Instagram e me chama no Direct. Será um prazer te dar mais dicas sobre essa cidade que já é minha 3ª cidade adotiva!

Tiradentes: Desacelere com cerveja mineira

A dica que vou dar hoje é para você que quer descansar e desacelerar da correria do dia a dia.

Tiradentes é uma cidade histórica típica do interior mineiro. Por lá, parece que tudo é mais devagar, o tempo passa com calma, que tranquilidade!

Largo das Forras

A cidade fica a 190 quilômetros de Belo Horizonte e é conhecida pelas igrejas do século 18, museus, antiquários, além de uma ótima gastronomia. A cidade é tombada pelo patrimônio histórico, mostrando que ali tem muita história para contar.

Quantos dias ficar: Três dias e duas noites são o suficiente para conhecer todos os pontos turísticos da cidade, que não são muitos.

O que fazer: Comece pelo Largo das Forras, que é a praça principal da cidade. De lá, você consegue chegar em todos os pontos turísticos. Ande pelas ruas conservadas de muitos séculos e observe o charme da arquitetura dos antigos casarões.  Ah, vá de tênis e roupa leve, porque tudo é feito a pé.

Esse foi o meu roteiro:

– Largo das Forras;

–  Museu Casa de Padre Toledo, onde morou Tiradentes e que foi usada como ponto de encontro da revolução colonial. O Museu conta muita história. Em frente ao Museu fica uma estátua de Tiradentes e ao lado está a Capela de São João Evangelista (que estava fechada).

– Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Menos suntuosa e conservada do que a Matriz, merece ser visitada pelo seu valor histórico. Era o lugar de culto dos negros escravizados, impedidos de frequentar outras igrejas.

– Matriz de Santo Antônio.  O mais conhecido cartão-postal de Tiradentes. Foi construída no início do século 18, durante a época da corrida do ouro, quando Tiradentes ainda atendia pelo nome de Vila de São José do Rio das Mortes. Décadas mais tarde, a igreja ganhou uma nova fachada, projetada por Aleijadinho. Não pode tirar foto de dentro da igreja, que é a mais rica em ouro de Minas Gerais, a segunda do Brasil.

– Ao lado fica o Museu da Liturgia, um museu moderno que fala de rituais e tradições católicas. Não entramos.

– Chafariz de São José. Com três saídas de água, ele não estava funcionando. Por anos, essa foi a principal fonte de água da cidade, para pessoas e animais. O lugar tem muita mata ao redor, mas achei bem descuidado e sem movimento por perto. Daqui voltamos paramos em um bar próximo à praça principal para tomarmos uma artesanal e depois fomos na loja de Chocolate. Imperdível! Isso tudo foi feito em uma tarde, sem correria.

– Capela de São Francisco de Paula. Fomos quando estávamos indo embora. Achei sem graça. Só é bonita a vista de lá de cima.

Outros passeios ao redor:

Bichinho, passamos uma manhã por lá.

– Museu Automobilístico da Estrada Real. Aqui, você encontra uma coleção impressionante de carros antigos, todos brilhando. Alguns fazem aparições em filmes e casamentos. Cada jamanta de carro. Vale a pena a visita.

– Casa Torta. Famosa na região é uma casa torta para crianças e adultos visitarem. Nós não entramos, estava cheio e preferimos seguir para o Alambique…rs

– Alambique da Cachaça Mazuma. Toda visita à Mazuma Mineira é grátis e inclui uma explicação sobre como é produzida a cachaça, e uma provinha das ótimas pingas da casa. Gostei da explicação e do aroma do alambique J. A Mazuma tem cachaças envelhecidas em jequitibá, amburana e carvalho, além da branca. Na loja também são vendidos queijos, doce de leite, café e outras especialidades da região. Claro que levamos a cachaça e o doce de leite.

– Maria Fumaça. Pra quem não andou vale a pena fazer o bate-volta pra São João del-Rei. Esse passeio, nós fizemos de São João – Tiradentes – São João.

Para beber: Na cidade, existem vários pontos com cerveja artesanal de Minas. Quando fui, na praça, ficava esse charmoso carro da Haus Bier e foi parada obrigatória. A Haus Bier tem um restaurante bem grande e a fábrica na entrada da cidade. Quando fui, estava fechada.

– 50 Tons de Malte. Encontra diversas cervejas artesanais de Minas Gerais. Só tem mineira boa. Aqui eu falei sobre minha experiência lá. Clique ai: 50 Tons de Malte

– Mercado Tunico. Ah, esse foi meu point. Como fica ao lado da praça principal e estava rolando show, não sentamos em nenhum restaurante, íamos abastecer lá toda hora. Várias cervejas artesanais mineiras e geladas para pegar e sair bebendo.

– Sapore D’Italia ao Ar Livre tem chope e cervejas da Cervejaria Antuérpia (Juiz de Fora-MG);

– Birosca Santo Reis: Tem chope e cervejas de garrafa artesanal. Fiz só um pitstop para encher o tanque.

Espero que tenham gostado dessas dicas!