#TBT: Ichnusa – Bocca della Verità (Roma)

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Hoje o #tbt está estranho. Que nome é esse? “Ichnusa”? Sim, essa é uma Premium American Lager, legítima italiana. Achei ela comum. Com o sabor equilibrado, com o final levemente amargo. É o que se espera de um Premium Lager. Sem muito destaque, mas bem gostosa e leve para se tomar aos montes! Seu teor alcoólico também é de boa: 4,7%.

A Ichnusa, é uma cervejaria que surgiu em 1912, em Cagliari,  Sardenha – uma ilha italiana. O nome é uma homenagem ao primeiro nome que a ilha teve.

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Desde 1986, a cervejaria faz parte do grupo Heineken da Itália, que ainda produz a cerveja na mesma fábrica de fundação e, segundo eles, produzem com a mesma qualidade de sempre.

Ouvi dizer que esta cerveja é um orgulho para os moradores da Ilha. E, pelo que li no site da cervejaria, eles morrem de orgulho de representar a ilha no cenário cervejeiro e morrem de orgulho do local de onde vêm. Tanto que na garrafa da cerveja vem escrito “Anima sarda”, traduzindo: Alma Sardenha. Bacana!

Interessante: Segundo eles, para tomar a cerveja existe um rito: A tampa tem que ser aberta com um guardanapo, para que a qualidade da cerveja se mantenha intacta. 🙂


O prato desse #tbt, ao mesmo tempo que me enche a boca d’água, me lembra de um fato inusitado que não me agradou.

Como já citei em algum tbt anterior, as pizzas lá são individuais. Claro que você pode pedir uma e depois um prato para compartilhar. Mas eles torcem o nariz. Como o recheio é pouco, entramos nessa onda, e pedíamos sempre uma pra cada. Aí estão as pizzas que pedimos em um restaurante em Roma.

Eu pedi a pizza de parma. Veja que é só uma mussarelinha ali, algumas fatias de parma, UM tomate e UMA azeitona. Tirando o tamanho, é individual mesmo!

O problema vem agora. A que Thiago pediu era uma de pepperoni. E o que veio? Bastante abobrinha e berinjela. Deus é pai que não era a minha! Chamamos o garçom e perguntamos se aquilo ali seria o peperoni deles, ele disse que sim!!!! Quase procurei no Google berinjela e abobrinha em italiano! Kkkkkkk. Não foi a primeira peperoni que veio abobrinha. Pedimos em outro local, para ter certeza e vieram as abobrinhas de novo. Acreditem! Crendeuspai! Mas como Thiago gosta e estava com fome, ele não ligou MUITO. Eu devolveria!


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O ponto turístico é mais uma lenda italiana: A Bocca della Verità (A Boca da Verdade). É uma roda bem grande feita em mármore, com várias lendas.

1- Acredita-se que a escultura tenha sido parte de uma fonte romana antiga;

2- Acredita-se também que não passa de um tampão de bueiro, e que retrate um entre vários possíveis deuses romanos, provavelmente Oceano.

3- A melhor lenda é que para saber se uma pessoa estava dizendo a verdade ou não, era necessário que ela colocasse a mão dentro da boca. Se ela estivesse mentindo, a boca devoraria a sua mão. Os homens levavam suas esposas, principalmente para desvendar assuntos obre a (in)fidelidade conjugal. 😦

A Bocca fica do lado de fora da Igreja de Santa Maria in Cosmedin. Para tirar uma foto com a mão dentro da boca, é preciso enfrentar uma fila gigante. Fica um guardião organizando e acelerando o povo. Você tira foto até com pressa, porque ele fica gritando e fazendo gracinha com você. É divertido, para quem não está sendo o motivo da piada..hehe.

Uma observação interessante é que a Igreja, onde fica a Bocca é uma igreja a católica de rito grego, que até hoje tem uma missa celebrada nessa língua. Lá dentro você pode visitar algumas catacumbas.

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Como eu não sabia que, neste dia, eu entraria na igreja, fui com trajes não adequados (como eles dizem). O guardião da Bocca, que também é responsável pela entrada da igreja, olhou pra mim, começou a rir e tacou 1 km de pano (sei lá como isso chama), falando que eu precisava de muito. Kkkk. Veja o resultado disso na foto! Será que eu estava à vontade?

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Mais fotos do entorno da Igreja:

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Ah. Próximo dali, haveria uma missa do Papa Francisco. Veja a estrutura montada! Ao fundo o Fórum Romano e Paladino.

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#TBT: Birrificio Poretti – Vaticano

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O #tbt de hoje é com mais uma cerveja original da Itália: a Tre Luppoli da Birrificio Angelo Poretti. Uma cerveja fabricada com três variedades de lúpulo. Mesmo assim,  é leve, sem muito amargor, com um sabor bem equilibrado e refrescante. É uma lager perfeita para o dia-a-dia. ABV: 4,8%

A Birrificio Angelo Poretti é uma cervejaria italiana, fundada em 1877, por Angelo Poretti, em Valganna, na Itália.  Em 1982, o Grupo Carlsberg comprou 50% das ações da empresa, seguido em 1998 por mais 25%. Em 2002, o grupo dinamarquês adquiriu os restantes 25% e, assim, obteve a propriedade total da Angelo Poretti.

logo angelo porettiSuas cervejas são baseadas em diferentes combinações de lúpulo. E o nome delas tem relação com a quantidade de lúpulos usados como a Tre Luppoli (3), 4 Luppoli, 5, 6…tem até 10 e as Reservas de Cervejaria como a Pale Ale e a Brown Ale.


O prato deste TBT foi a primeira massa que comi em Roma: o Nhoque com espargos e parmesão (Gnocchi con asparagi e grana). Uma delícia que comemos no Eden Barberini Bistrot.


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O ponto turístico desta vez é um mundo à parte dentro de Roma: o estado do Vaticano.

Confesso que antes de ir, eu nunca havia lido ou estudado nada sobre o Vaticano. A única coisa que sabia que era a “cidade” do Papa, na Itália, onde ele fazia umas missas de vez em quando e que lotava de fiéis da Igreja Católica. Nada mais!

Quando cheguei lá, fiquei super curiosa pela história que gira em torno daquele Estado. Quando cheguei no hotel, não consegui dormir. Passei a noite no Google, lendo sobre aquele lugar e seus mitos e verdades.

Não vou falar tudo aqui, porque precisaria de um e-book para isso. Mas falarei sobre curiosidade e o que achei interessante por lá. Não, o Papa Francisco não estava na janelinha quando fui. Olha  a janelinha ae (essa do meio)!

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Curiosidades:

– Vaticano tornou-se um Estado em 1929.

– o Vaticano é um Estado independente, com selos e moeda própria e que tem como chefe de governo o Papa.  Os poderes executivo, legislativo e judiciário são comandados por ele;

– O local tem cerca de 800 habitantes, a maioria funcionários da igreja, de diversas nacionalidades. Aproximadamente 450 pessoas têm cidadania do Vaticano. Não é qualquer um que pode morar lá. Para ser habitante do Vaticano é preciso autorização.

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– A segurança é constituída pela Guarda Suíça Pontifícia, composta por oficiais/guardas de nacionalidade suíça.

– Os soldados da Guarda Suíça, que são as Forças Armadas do Vaticano, devem ser celibatários, cumprir rituais litúrgicos e não podem dormir fora do Vaticano. Achei muito bonitinha a roupa deles…rs

– Por questões de ordem religiosa, solteiras de até 22 anos de idade de famílias constituídas residentes no Vaticano não podem morar nos limites do Estado. Hã?

– O Estado é cercado por um muro. Na foto abaixo o muro está no nosso lado esquerdo.

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Basilica di San Pietro

A fila para entrar, tanto na Basilica di San Pietro (São Pedro) quanto no Museu do Vaticano,  é gigantesca. A da Basílica anda rápido. A do museu não, por isso é importante comprar antes a entrada pro Museu.

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Em frente à Basilica fica a Piazza di San Pietro, onde os fiéis aglomeram em dia de missa. A gente vê a Basílica assim de frente e não imagina o quanto ela é gi-gan-tes-ca! E tem uma verdadeira multidão dentro dela (fotos abaixo). Vocês vão reparar que lá dentro eu estou com outra camisa. Pois, não pode entrar com o ombros nem joelhos à mostra. Ah, e não sei porque, mas não podia pisar nessa faixa do meio que está aí nessa primeira foto.

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Dentro da Basílica, fica também a famosa estátua Pietà, de Michelangelo, feita em mármore. Ela fica protegida por vidros blindados depois da tentativa de depredação por um maluco. É difícil demais tirar uma foto dela. Gente demais!

Tem também a estátua de bronze de São Pedro, feita por Arnolfo de Cambio. A fila por ali é gigante, formada por fiéis que andam e passam a mão, beijam o pé da estátua. Passam somente no pé direito, tanto que eles está desgastado, nem dá pra ver a divisão dos dedos mais. Não tirei foto de perto pois não dá pra chegar perto. E chega de fila.

Outro monumento gigantesco é Baldaquino, feito por Bernini, de bronze dourado, com quase 30 metros de altura. É o altar papal. Somente o Papa pode celebrar missa ali. Ele está exatamente sobre o suposto Túmulo de São Pedro, que fica ali debaixo,na Necrópole.

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Você já ouviu falar em Necrópole? É uma cidade que fica embaixo do Vaticano, onde ficam túmulos e mausoléus de famílias romanas ricas e de alguns papas. É possível visitá-la, mas eles não divulgam muito isso. Não consegui agendar minha visita,  pois tem que ser com muitos meses de antecedência. Dentro da Basílica tem uns “bueiros”que dá pra ver que existe algo passando pelo subsolo.

Em uma das dezenas de capelas lá de dentro, está o túmulo do Papa João Paulo II. Nas capelas você pode entrar e rezar à vontade. Algumas podemos tirar foto, outras não. Os confessionários e as capelas com missa não podemos tirar fotos.

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Subi na cúpula, onde dá pra ve r o Vaticano lá do alto. Quem tem claustrofobia, não é muito legal de ir. Pois o espaço vai se estreitando a medida que você sobe. É terrível, passa morcego. Se você cansar ou passar mal, nem o Papa te tira de lá. Imagina você ter um mal estar nessa escada de caracol e tem uma fila gigantesca na sua frente e atrás de você? Aiaiai. Mas, vale a pena a vista. Fotos abaixo. A primeira foto é a casa do Papa.

Museu do Vaticano

É outro lugar a ser visitado no Vaticano. É gigante também.

Com esculturas, sarcófagos e pinturas dos mais conhecidos artistas. Aí depende do seu interesse para parar nas que tem mais interesse. Lá tem uma janela que dá pra ver o jardim da casa do Papa.

No final do museu, tem a Cappella Sistina, decorada com pinturas dos maiores mestres italianos, como Perugino, Botticelli, Cosimo Rosselli, Domenico Ghirlandaio, Pinturicchio, Piero di Cosimo, Luca Signorelli e Michelangelo, que pintou no teto o imenso e famoso Juízo Universal, obra que demorou cinco anos para ser terminada. É linda, realmente.

Antes de entrar, tem uma placa falando que é proibido tirar foto e falar lá dentro. Mas o que você mais vê é uns “João sem braço” fingindo que não estão tirando foto, e um bando de sem educação que não para de falar. É um lugar fechado, abafado e tem uma multidão lá dentro olhando pro teto. E essa falta de educação chega a irritar, porque agita o lugar e os seguranças ficam o TEMPO TODO GRITANDO: “NO FOTO, NO FOTO”. “SILENCE, PLEASE”; “SILENCIO”; “XIIIIU”; “É UM LOCAL SAGRADO”; “SACRO”.

Afinal, é lá na Capela Sistina que se realiza o conclave, processo de escolha do novo Papa. Lá você vê a chaminé de onde sai a fumacinha preta ou a branca: Habemus papam.

A foto abaixo não é minha peguei no google.

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É muita informação. Não tem como fazer um post pequeno sobre o Vaticano. Mi scusi! Sorry! Desculpe me!

Mais umas fotos do lado de fora.

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#TBT: Tuborg – Piazza del Popolo (Roma)

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O #tbt de hoje é com esta pilsner dinamarquesa, a Green Tuborg. Uma cerveja comum, normal para os padrões internacionais. Feita com água, levedura, lúpulo e malte lager, um tipo de malte levemente tostado. Seu sabor é adocicado, super suave. No final, tem o típico amargor moderado de uma cerveja bem fabricada. ABV: 4,6%

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A Tuborg foi fundada em 1873 por Carl Frederik Tietgen, com sede em Hellerup, um distrito do norte de Copenhague. O nome Tuborg está relacionado ao nome da rua onde foi fundada a cervejaria. Ela produziu a primeira cerveja tipo pilsner da Dinamarca em 1880 e a embalou em garrafas com um rótulo verde distinto. Tornou-se instantaneamente popular entre os dinamarqueses.

Em 1969, foi comprada pela empresa Carlsberg. Hoje, a Tuborg se tornou uma marca internacional, presente em 70 países.


O prato é um divino Penne a Carbonara e uma lasanha do Restaurante Il Nuovo Faro di Angelo e Pierangelo. Deliciosos. Esse dia optei por um vinho da casa. A sobremesa foi o Tiramisù, uma sobremesa tipicamente italiana.


O ponto turístico do #tbt enfim chegou em Roma. Ahhh, Roma. Uma aula de história em cada esquina que se passa!

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Hoje vou falar da Piazza del Popolo (Praça do Povo), uma praça diferente que tem portal para entrar nela, local que, conforme a história, o imperador Nero morreu e foi sepultado. E, como tudo em Roma, é pura história.

A praça é gigante. Em seu centro, está o obelisco Flamínio, com seus 24 metros de altura, chegou em 1589, vindo do Egito.

Na entrada da praça, está a Santa Maria del Popolo (ou Basílica de Santa Maria do Povo), que abriga várias obras de artes. E, para quem gosta do filme Anjos e Demônios, aqui fica a Capela Chigi: Que tem uma pirâmide (símbolo pagão dentro de uma Igreja Católica) e o Anjo (estátua de Habacuque, de Bernini) que aponta para o chão da capela, que tem a pintura que chamam de Morte Alada.

Além dela, tem as duas igrejas gêmeas, como são chamadas por serem bem parecidas: a Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli ou dos Milagres. Em uma delas tinha uma arte bem no centro, que era uma cabeça pendurada. Ai, não gostei daquilo.

Subindo uma escadaria de 135 degraus por ali, tem-se acesso à Piazza di Spagna, onde dá para ver a Piazza del Popolo pelo alto.

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