Escolas Cervejeiras

Escolas cervejeiras: Escola Belga

Para dar continuidade na nossa série de posts sobre as escolas cervejeiras, agora falarei um pouco da Escola Belga. Aqui, a cerveja também era atividade caseira. E, com a queda do império romano, a igreja católica passou a ter mais poder, surgindo monastérios na região, que já eram equipados com cervejarias para atender os monges e a população local.

Como eles não pertenciam ao Império Germânico, não eram obrigados a fazer uma cerveja que seguia a lei da pureza alemã (onde só podia ter água, malte, levedura e mais tarde lúpulo). Com isso, os monges aprimoraram suas técnicas e faziam cervejas rebuscadas, complexas em questão de aroma, sabor e teor alcoólico. As cervejas na Bélgica podiam ser feitas com cereais, frutas, mel, e outros temperos.

Mesmo em um território tão pequeno, a Bélgica possui mais de 200 cervejarias, quase 1000 marcas e dezenas de estilos próprios. E, na maioria dos bares de lá, as cervejas são servidas em seus próprios copos. Se não tiver o copo da cerveja, nem serve. Para eles cerveja é uma tradição, tanto que a Unesco declarou a cultura cervejeira belga como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Existem dois tipos de cerveja dessa escola com estilos similares. As de Abadia, que têm interesse comercial. Têm um selo próprio, mas caso seja produzida sem o certificado, pode ser chamada de cervejas do estilo Abadia. E as Trapistas: em que toda renda é investida nos monastérios e na comunidade, além disso é feita sob supervisão dos monges de ordem trapista.

Estão inclusos na Escola Belga os seguintes países: Bélgica, Norte da França e Holanda.

cervejas belgas

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA BELGA

Além da água, cevada e lúpulos, usam bastante condimentos, frutos, sementes, flores, leveduras selvagem.

O maior segredo das belgas é a levedura, que são responsáveis pelos distintos sabores e aromas das cervejas. Em sua grande maioria, são cervejas de alta fermentação.

Características principais que você sente ao bebê-las: São cervejas encorpadas, com sabores complexos e com toque de frutas ou especiarias. São bem maltadas e alcoólicas. Devem ser bebidas devagar para a percepção do sofisticado e complexo sabores.

Então, se você é desses, que gosta de experimentar o diferente, gosta de diversificar, aposte nas cervejas que seguem a escola belga. Eu gosto, mas não dá para tomar muitas, pois algumas ficam enjoativas, sem contar o alto teor alcoólico.

Aí vai exemplo de alguns estilos de cervejas dessa escola:

Belgian Blonde Ale: São mais claras e menos amargas, complexas, perfumadas e muito cremosas. Há uma grande harmonia entre seu teor alcoólico, sua presença de lúpulo e de malte.

Belgian Dark Strong Ale: As cervejas desse estilo são mais maltadas, mais escuras e menos frutadas, porém com um aroma complexo, com notas de malte e frutas como a ameixa, figo ou uva-passa. São cervejas de espuma densa e persistente.

Belgian Dubbel: Seu nome foi dado em função dela ser bem mais forte que as tradicionais Ale consumidas nos mosteiros da época. A presença do malte é marcante, com toques de nozes e chocolate em seu sabor, de pouco amargor e com a cor variando do cobre ao marrom. Seu aroma tem notas de frutas não-cítricas, como a banana.

Belgian Trippel: Se comparadas às Belgian Dubbel, as Belgian Tripel são ainda mais fortes, embora mais claras e mais amargas, ainda que mais frutadas. Geralmente são cítricas, com notas de cravo e baunilha.

Belgian Quadruppel: Pertencem ao estilo Belgian Specialty Ale, portanto não podem ser consideradas um estilo de cerveja, apesar de aparecerem nesta descrição por terem se tornado bastante populares. São muito maltadas, bastante alcoólicas, atingem em média 10% de teor alcoólico, a presença do lúpulo é pouco notada.

Belgian Witbier: É a de trigo deles. Um pouco diferente das cervejas de trigo alemãs, já que geralmente usam trigo não maltado em sua receita, que também é adicionada de algumas especiarias como coentro e pimenta da Jamaica, casca de laranja. São bem claras e turvas, por não serem filtradas. São cervejas muito refrescantes por serem cítricas. Eu adoro essa! Ótima pedida em dias quentes.

Belgian Lambic: São produzidas através da fermentação espontânea que consiste em expor a própria cerveja a leveduras selvagens e consequentemente a bactérias. Estas cervejas apresentam componentes com um forte carácter ácido.

Exemplos:

 

Um comentário em “Escolas cervejeiras: Escola Belga

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