Escolas Cervejeiras

Escolas cervejeiras: Escola Alemã

Escolas cervejeiras: Escola Alemã

Até o século VIII, a produção de cerveja era uma tarefa doméstica de responsabilidade das mulheres. Depois de algum tempo, a responsabilidade foi passada para monges e freiras em monastérios e, com o aumento da demanda, os artesãos passaram a produzi-la também.

Com o crescimento da produção e a escassez de alguns ingredientes primordiais para a população, os governantes alemães decidiram por padronizar a produção da cerveja e proibir o uso de alguns desses ingredientes.  Daí, surge a tal “Lei alemã da pureza da cerveja – Reinheitsgebot 1516”. Com a criação da lei, a bebida somente seria denominada bier (cerveja em alemão) se fosse produzida apenas com 3 ingredientes: água, cevada e lúpulo. Na época, a levedura não tinha sido descoberta. Esta lei está em vigor até hoje na Alemanha.

O país é um dos maiores produtores e consumidores de cerveja do mundo, devido a sua posição geográfica e pelo seu clima ideal para cultivo de cevada e lúpulo.

Estão inclusos na Escola Alemã os seguintes países: Alemanha, República Tcheca e Áustria.

CARACTERÍSTICAS DA ESCOLA ALEMÃ

A Escola Alemã é considerada a mais tradicional das existentes. É bem clássica, pois foca nos ingredientes básicos da cerveja. Água, malte, lúpulo e levedura. A maioria de suas cervejas é Lager (baixa fermentação), apesar também de ter as Ale (alta fermentação), como as Weiss (de trigo). Que, na minha opinião, são as melhores cervejas de trigo que já tomei.

Características principais: Há um equilíbrio entre os ingredientes. Você não sente nenhum ingrediente se destacar demais, como o doce do malte ou o amargor do lúpulo. Normalmente são cervejas mais leves. Mas, não se engane. Eles fazem cervejas fortes também, como as Doppelbock.

Então, se você é desses, que não curte cervejas muito amargas e com aroma forte, aposte nas tradicionais cervejas que seguem a escola alemã.

Cervejas Alemãs
Principais cervejarias da Alemanha. Faltou a Augustiner. Mas nunca vi vendê-la por aqui.

Aí vai a dica de alguns estilos de cervejas dessa escola, que eu amo!

As três primeiras são as que você mais encontra nas cervejarias alemãs. Quando estive por lá, percebi que a maioria das cervejarias que serve a própria cerveja, serve apenas esses três estilos.

MUNCHENER – Originalmente escura, com notas de malte tostado, fruta seca, chocolate  pouco amarga. A versão Helles (traduzindo do alemão – clara), tem o malte mais evidente e tende ao doce de cereais e com baixo amargor.

DUNKEL – São versões escuras de alguns tipos de cervejas claras alemãs, produzidas através de maltes tostados. São bem leves.

WEIZEN OU WEISS – São as típicas de trigo. Graduação alcoólica moderada, pouco amargor e pode ter uma cor levemente âmbar. Aroma frutado, geralmente de banana e temperos como o cravo. Existem também as Weizenbock ou Weizendunkel, com uma coloração mais escura e graduação alcoólica elevada.

MARZEN e OKTOBERFESTBIER – A principal cerveja da Oktoberfest na Alemanha. As suas características é uma cor dourado levemente escuro, corpo cheio e redondo, com toques de biscoito e malte. Com o teor alcoólico um pouco mais elevado.

BOCK – Cerveja escura, pouco amarga, gradação alcoólica de 6,5%- 7%.

VIENNA – Coloração avermelhada, nuances de biscoito e frutas vermelhas, álcool baixo e médio amargor.

KOLSCH – Produzida com leveduras selecionadas. Cor dourada, geralmente com um amargor leve e aromas de lúpulo e floral.

E você, curte essa escola? Eu adoro todos esses estilos!

Alguns exemplos d estilos e marcas:

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