#TBT Europa

#TBT: Tyskie Gronie – Campo de Concentração de Sachsenhausen (prox. Berlim)

O #tbt de hoje é com essa cerveja Polonesa, a Tyskie Gronie. Sim!! Nem só de vodka vivem os poloneses. Para termos uma ideia, a Polônia é terceiro maior produtor em hectolitros de cerveja da Europa, atrás apenas da Alemanha e do Reino Unido. E quanto ao consumo médio per capita, ela está na 18ª posição do ranking mundial.

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A Tyskie Gronie é uma Premium American Lager, bem ao estilo alemão – feita apenas com água, malte, lúpulo e leveduras. É uma cerveja clara, bem gostosa e equilibrada, com um leve amargor no final. Teor alcoólico: 5.6%

Ela é produzida pela Tyskie Brewery, uma das mais antigas cervejarias polonesas. Fundada em 1629 pela família Promnice em Tychy, sul da Polônia. Hoje, é a maior cervejaria do país, e é 100% controlada pela gigante SAB Miller.


Essa nós tomamos em uma lanchonete turca chamada Café Handana, que tem de tudo, desde café, cerveja até prato feito e pizza. Para comer, nós escolhemos um enorme e delicioso Dürüm Döner. É tipo um burrito mexicano…rs. Só que muuuuito maior. Vem com salada e muita carne no recheio. A carne é tirada daquele espeto grande, tipo churrasco grego.

O lugar é bem sossegado, com mesas na rua o no interior. E o lanche, que é feito na hora, saiu bem rápido.


IMG_4805E o ponto turístico deste #tbt é um tanto quanto pesado: o Campo de Concentração Sachsenhausen. Construído na cidade de Oranienburg, em Brandemburgo, a 35 km de Berlim. Você gosta de história como eu? Está preparado para o textão? Vambora!

O campo entrou em operação em 1936, três anos depois da chegada de Hitler ao poder e funcionou até 1945 sob o regime nazista. Ele é um dos mais antigos campos de concentração da Alemanha nazista. O maior é o campo de Auschwitz, que fica na Polônia (estima-se que 1,6 milhão de pessoas morreram nele).

O campo de concentração de Sachsenhausen (lê saquisenrrauzen) era usado para confinar ou liquidar em massa opositores políticos, judeus, ciganos, homossexuais, Testemunhas de Jeová, professores universitários (contra o nazismo) e, posteriormente, milhares de prisioneiros de guerra.

Todo mundo deveria um dia ter a oportunidade de ir em um campo de concentração. É um aprendizado para a vida, é muito mais do que aquilo que a gente estuda no colégio. Aprendemos onde o preconceito pode chegar. Enfim, é de arrepiar!

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Este fica perto de Berlim, é bem acessível.

Pegamos um metrô e, uma hora depois, estávamos na cidade de Oranienburg, cidadezinha gostosa. De lá pegamos um ônibus que passa na porta da estação e deixa na porta do campo. O ônibus demorou para chegar, po20170518_115107r isso, é bom saber os horários de partida dele. E leva uns 10 minutos para chegar no campo. Ao chegar, vamos em uma casa onde paga pelo guia (baratinho), tinha o presencial e o áudio-guia. Optamos pelo último, que além de te deixar livre, tinha em português!!! \0/

A entrada é gratuita.

Logo no início tem uma maquete gigante mostrando todos os locais do campo. Em seguida, fomos para a entrada do campo. O caminho é de arrepiar, pois o áudio vai falando que por ali passavam os caminhões com dezenas/centenas de prisioneiros, alguns ficavam pelo caminho, e você já imagina o que passava na cabeça daquelas pessoas durante este trajeto. Que triste!

 

Antes de entrar na área do campo eu comecei a me sentir mal, e olha que eu não sou desse tipo, que passa mal etc. É uma sensação ruim, parece que todo aquele sentimento de sofrimento, mesmo depois de 70 anos, continua ali. A respiração começou a ficar curta, comecei a arrepiar, ter calafrios e ficar estranha. Sentei num banco de cimento que tem antes do portão e esperei aquele “trem” ruim passar.

Depois desse portão, tem um espaço grande com alguns monumentos em homenagens aos mortos que são cuidados pelos seus familiares e, durante esse percurso, o áudio-guia apresenta depoimentos de sobreviventes, cartas lidas de pessoas que morreram. É de arrepiar, como existem pessoas para fazer aquilo tudo?!  Pra que isso? Arrepio só de lembrar.

Além desse espaço tem museus que contam a história do lugar e mostra a forma como viviam os prisioneiros. Pra mim, umas das piores sensações foi uma sala que tem a imagem de alguns prisioneiros, em um tecido transparente, que movimenta enquanto você passa, por causa do vento que você mesmo faz. Você anda entre eles e eles ficam olhando no seu olho. Fora os livros com fotos de algumas covardias que eram feitas e de alguns milhares de corpos.

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Enfim, passamos por aquele portão principal, com o escrito  “Arbeit Macht Frei” (o trabalho te fará livre). Nem sei qual é o sentido de colocar isso se sabiam que dali não sairiam.  Aí, nos deparamos com aquele gigantesco espaço de tortura. Era tudo muito bem montado, bem pensado, parece um fábrica de torturar e matar pessoas. Os muros tinha cercas elétricas com placas falando para não ultrapassar. O áudio conta que muitos, por não aguentar tanto sofrimento, acabavam se jogando contra as cercas elétricas e morrendo.

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Cerca de 200 mil pessoas passaram por ali e 100 mil morreram de fome, por doenças adquiridas, trabalhos forçados, resultados de experiências médicas ou executadas a tiros ou nas câmaras de gás. E não eram só homens, tinham milhares de mulheres e até crianças.  Todos que ali entravam perdiam suas identidades e eram chamados por números e tinham que usar o famoso uniforme listrado.

Uniformes
Uniforme dos prisioneiros

A minha vontade é de contar cada espaço que vi, cada sala que entrei. Mas, é muito grande mesmo. Teve lugar que nem fomos, pois não aguentávamos mais andar e não tem nenhum lugarzinho para sentar. Durante todo o percurso, cada lugar que entrávamos passava um filme na minha cabeça, como se eu estivesse vendo tudo aquilo acontecer, pois o áudio conta detalhes de cada local. E minha mente, fértil que é, reconstruía as cenas. Eu cheguei a ter a sensação de um guarda na torre me olhando. Credo! Você incorpora mesmo.

Enfim, saí de lá cansada, arrasada, triste, não querendo nem olhar para trás. Sem vontade de fazer mais nada no dia. Mas, Berlim nos aguardava. De lá fomos visitar partes do muro de Berlim e o Memorial do Muro, que contarei no próximo post.

Fiquem aí com mais fotos, que acho que dá para ter uma ideia do quanto eu saí horrorizada deste lugar de atrocidades.

Musu

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E, a propósito, o campo comandado pelos nazistas acabou quando os soviéticos invadiram a Alemanha, derrotando os nazistas.

Sem esperanças, os nazistas ordenaram a evacuação dos prisioneiros na famosa Marcha da Morte, onde os incapacitados de caminhar foram mortos a tiros.

O restante dos prisioneiros foram liberados pelos soviéticos e então, Sachsenhausen tornou-se prisão para os nazistas sob o comando dos soviéticos.

 

 

 

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